Livro novo! #Paremdenosmatar!

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Lançamento dia 26 de janeiro na Katuka Africanidades, em Salvador

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21 de jan de 2017

Mais uma leva de livros saindo do forno.
"CANÇÕES DE AMOR E DENGO"
Cidinha da Silva
#Paremdenosmatar! o novo livro de crónicas de Cidinha Da Silva será lançado no dia 26 de janeiro na Katuka Africanidades, com conversa e leituras. Para quem quiser conhecer o livro antes, já temos exemplares aqui na Boto cor de rosa livros, arte e café. No dia do lançamento a boto vai fechar um pouquinho mais cedo para irmos. Venham também!
JAN26

I PALAVRA PRETA: MOSTRA NACIONAL DE NEGRAS AUTORAS ACONTECE NESTE FINAL DE SEMANA


CULTURA


Vinte poetisas, artistas visuais e compositoras negras marcam, hoje,  o início de uma mobilização que tem o propósito dar voz e criar uma vitrine para esta produção específica. A 1ª Palavra Preta: Mostra  Nacional de Negras Autoras acontece neste final de semana, das 16h às 22h, na Casa Preta, Rua Areal de Cima, Dois de julho, número 40. O ingresso custa R$ 5.
 “É  um espaço que afronta a negação dos nossos saberes e fazeres, mas é acima de tudo um lugar onde a gente pode, simplesmente, existir”, disse a cantora e compositora soteropolitana Luedji Luna que divide a realização do evento com a poetisa, cantora e compositora brasiliense Tatiana Nascimento.
A maioria das participantes é do Distrito Federal e de estados  como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e  Minas Gerais. “Durante dois dias [hoje e amanhã],  as apresentações serão intercaladas entre compositoras e poetisas que se apresentam, em qualquer formato, obedecendo o tempo limite de 25 minutos por artista”, explica Tatiana Nascimento.
O embrião do evento que ganhou dimensão nacional teve início, em São Paulo, no ano passado, durante um encontro informal na casa da cantora Luedji Luna e foi pautado pela necessidade de encontrar meios de desenvolver  e promover trabalhos autorais dentro da realidade de ser negra e mulher. “Entre uma canção e outra, a gente discutia sobre as dificuldades e desafios de existir enquanto mulher preta na música, sobretudo, na música autoral”, justifica. A iniciativa tem apoio da Casa Preta e do La Frida- bike café poético que levará sua gastronomia preta ao evento.
Meses depois a conversa foi retomada, já na capital baiana, quando as duas se encontraram e decidiram colocar o projeto em prática unindo a música e a poesia. A programação ainda abrange o a exposição das aquarelas de Annie Gonzaga Lorde. O público também poderá aquirir obras como os livros da escritora Cidinha da Silva,  Cds das cantoras presentes e títulos lançados pela editora artesanal Padê que fomenta a produção de autoras negras.
Veja vídeo sobre o evento produzido por Julia Moraes :
Tocador de vídeo
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A expectativa das organizadoras é fazer  o projeto percorrer o país e crescer a cada ano em estrutura e quantidade de participantes. “Somos muitas, embora a gente não se conheça, por isso esse espaço é importante, necessário e urgente. A existência de uma mulher preta, cantora, poeta, compositora dá sentido a minha própria existência enquanto mulher preta, cantora, poeta e compositora. Carolina Maria de Jesus, por exemplo, foi uma preta poeta, escritora, compositora e cantora. Eu nunca li a Carolina na escola, nem na universidade, nem nunca escutei suas músicas nas rádios, e assim como ela, quantas outras produziram ou estão produzindo seus trabalhos sem que ninguém ou quase ninguém saiba?”, pondera Luedji.
Serviço
O que: I Mostra Nacional de Negras Autoras
Quando: hoje (21) e amanhã (22), das 16h às 22h
Onde: Casa Preta, Rua Areal de Cima, 2 de julho, número  40
Quanto: R$ 5 e compra na hora
Programação:
HOJE (21/01)
Compositoras: Alexandra Pessoa, Aline Lobo, Aryani Marciano (SP), Tatiana Nascimento (DF), Emillie Lapa e Zinha Franco.
Poetas: Cidinha Da Silva (MG), Maiara Silva, Natalia Soares e Dricca Silva
 AMANHà(22/01)
Compositoras: A Intêra, Jadsa Castro, Luedji Luna, Marília Sodré, Vanessa Melo, Karla da Silva (RJ) e Verona Reis.
Poetas: Livia Natália, Sys Fagundes e Jamile Santana.

Amizades,
Na próxima quinta, tem esse encontro aqui. Vamos colar que essa pauta é a pauta. E Cidinha Da Silva é pura inspiração. É para aplaudir de pé o trabalho que ela faz e como ela faz.
Tamo lá!
JAN26
Qui 18:00Salvador
316 pessoas interessadas · 127 pessoas conf
O que vai ser lançado dia 26 não é apenas um livro, mas sim uma obra extremamente cuidadosa e uma referencia histórica sobre o genocídio da população negra. A escritora Cidinha Da Silva com sua poética audaciosa e certeira reuniu suas crônicas num livro necessário para um debate amplo e aprofundado dos corpos negros na afro diáspora brasileira.
JAN26
Qui 18:00Salvador
316 pessoas interessadas · 127 pessoas co
Importante e necessário. O livro de Cidinha da Silva é um documento sobre as violências que nos afetam. Além disso vai ser na Katuka, um espaço maravilhoso de se estar.
JAN26
Qui 18:00Salvador
316 pessoas interessadas · 127 pessoas conf

20 de jan de 2017

Trecho de: Cidinha da Silva e a crônica como ato de nomear



Por *Saulo Dourado

São vários os subtemas dentro de um grande tema, em circunstâncias diversas. O cronista também é um rebatedor: a realidade se lança plural e inverossímil, e a crônica a devolve menos bruta, talvez mais brutal, tangida por olhar e saliva. O cronista cria veículos de sensações e também organiza e interliga acontecimentos, dá linhas de pensamentos. #Parem de nos matar!, então, enquanto uma compilação de dezenas de textos, está sob o desafio de traçar algum caminho, de ligar uma ideia à outra, e ganhar unidade. Consegue. A princípio, pensei que fosse uma ordem cronológica dos acontecimentos, depois vi que era por temas, e talvez sejam os dois movimentos se costurando. Misturou-se a tal ponto que um texto mais denso, como “Tempo Novo!”, que vai do racismo no futebol ao golpe parlamentar de 2016, seja coeso com o belo “Matias e o Boneco de Star Wars”. E mesmo neste, crônica supostamente mais leve, há um cuidado com os detalhes:

Sensibilizado, John Boyega postou o retrato do menino portando o boneco e escreveu no Instagram: “Tempo para ser grato. Do que você carrega nas mãos ao potencial de sua mente, você é um rei homem jovem (ou pequeno homem)”. Sim , ele disse “Young Man”, não disse “little boy”. Os homens negros afirmados dos EUA se chamam de “man”, tenham a idade que tiverem. Desconstroem assim a expressão “boy” do tempo do escravismo e mesmo do período posterior de segregação legal.

Uma única expressão remete a toda uma história. Eu não conhecia o uso de boy para escravos de qualquer idade na América do Norte. É o mesmo que os gregos faziam, dois mil e tantos anos antes, que chamavam todos os escravizados de “crianças”. Por aprendizado também, conheci no livro a história das estatuetas de Oscar a atrizes negras e os papéis premiados: uma criada, uma trambiqueira, a esposa de um presidiário, uma empregada doméstica, uma escrava... E no tema da aprendizagem, destaca-se a análise da prova do ENEM e o ritual de sua realização para trabalhadoras, em “Aos que ficam nos portões do ENEM”, o que me fez lembrar de nunca ter lido uma análise tão cotidiana sobre a prova.

*Escritor, professor de Filosofia e Sociologia

19 de jan de 2017

Prefácio do #Parem de nos matar!


Juntamos nossos cacos e fizemos um lindo mosaico


Se para a crônica, em seu flerte com a notícia, cabe o que excede ao fato, o detalhe desprezado, nós somos o detalhe, a senda que puxa a reflexão de Cidinha Da Silva sobre as várias mortes que nos impingem. Como a mesma nos diz: “Estamos como sempre estivemos: por nossa própria conta”, então estejamos certos de que “por nós, é nós”. 
O livro #PAREM de nos matar é nosso, é por nós, traz uma reflexão em dor e cor dos principais temas que nos afligem, escurece a análise para iluminar nosso racismo íntimo, apesar de estranhamente negado. Os rolezinhos, os linchamentos, o #Somos todos Maju, a Minissérie O sexo e as negas, Mr. Brau x Michele e a força do símbolo de um casal negro, o Empoderamento crespo e seu diálogo entre as pequenas e as coroas contemporâneas, a festa da sobrevivência no braço e no riso do carnaval de Salvador, o caso Holiday e os negros de direita, as chacinas nossas de todos os dias dos 12 do Cabula ou dos 111 tiros do Morro da Lagartixa e mortos do Carandiru são alguns dos frutos que brotam das terras áridas aguadas por nossa autora nesta obra.
Em sua poética afiada e doce, escura e precisa, Cidinha nos diz que nossas vidas importam, repete em vários momentos que somos 82 mortos todos os dias no Brasil, fazendo os números dizerem, doerem, remoerem nossa humanidade. Ela nos futuca para a consciência das mortes físicas, simbólicas, subjetivas, afetivas, as mortes de todos os dias, o que fortalece nossa certeza de que somos gente, ainda que o racismo diga o contrário.
As pessoas do meu ninho sabem que minha família convive com mutilação imposta a outras 82 famílias todos os dias, mas tentamos fazer, assim como essa obra de Cidinha, dos nossos cacos um lindo mosaico.
Obrigada pela obra e pelo convite para comentar um livro que me olha e me enxerga. Em minha sala de aula, ele será enxada para arar um mundo melhor.

Negras autoras em destaque no verão de Salvador

Mostra Cultural de Mulheres Negras acontece neste fim de semana em Salvador

Texto e Edição de Imagem: Pedro Borges
Encontro reúne cantoras, compositoras e poetisas pretas em Salvador
Entre os dias 21 e 22 de janeiro, das 16h às 22h, acontece o I Palavra Preta – Mostra Nacional de Negras Autoras. O evento, organizado pelas cantoras e compositoras Luedji Luna e Tatiana Nascimento, apresenta ao público música, poesia, pintura e gastronomia. As atividades ocorrem na Casa Preta, rua Areal de Cima, 40, e a taxa de participação em cada dia é de R$ 5,00.
O desejo de reunir diversas produtoras e artistas negras, como forma de resistência e expressão da ancestralidade africana na diáspora, não é um desejo de hoje. “Luedji já tinha esboçado uma iniciativa como essa uns anos antes, em Salvador; aí, quando ela e Tatiana descobriram que iam se encontrar na cidade elas decidiram fazer a mostra em terras baianas, como a primeira experiência desse projeto que pretende contemplar nas próximas edições negras autoras de todo o Brasil”, explica a organização da atividade.
Apesar de afirmar que a escolha do título “Negras Autoras”, ao invés de “Autoras Negras”, não ter sido proposital, a organização faz uma reflexão a partir da escolha. “A ordem das palavras ressalta nosso protagonismo pela subjetividade, por um lado; por outro, comunica a que universo estamos nos dirigindo - e de que universo estamos partindo: o conjunto de mulheres negras. Talvez fosse “autoras negras” a ideia seria de sair de uma coletividade mista, de autoras negras e não-negras, ou partir do fazer pra ver quais entre nós negras somos. Já “negras autoras” faz outro movimento: de nós por nós, sobre nós pra nós”.
As articuladoras também enaltecem a importância de mulheres negras que produzem arte e organizam eventos como este dentro de um contexto racista e sexista. “Ressaltar nosso fazer artístico é visibilizar e autorizar o que se tenta esconder, sabotar: somos seres complexos, corpo e alma e coração e mente, somos produtoras e realizadoras culturais. Arte não é coisa que só uma elite branca faz. Somos artistas!”.
Programação
Sábado
18:00 - 18:10 poesia Natália Soares
18:15 - 18:40 música Aryani Marciano
18:45 - 19:10 música Emillie Lapa
19:15 - 19:25 poesia Maiara Silva
19:30 - 19:55 música Aline Lobo
20:00 - 20:25 música Alexandra Pessoa
20:30 - 20:40 poesia Cidinha da Silva
20:45 - 21:05 música Tatiana Nascimento
21:10 - 21:35 música Zinha Franco
21:45 - 21:55 poesia Dricca Silva
Domingo
18:00 - 18:10 poesia Jamile Santana
18:15 - 18:40 música A Intêra
18:45 - 18:05 música Vanessa Melo
19:10 - 19:20 poesia Sys Fagundes
19:25 - 19:50 música Jadsa Castro 
19:55 - 20:20 música Marília Sodré
20:25 - 20:35 poesia Livia Natália
20:40 - 21:05 música Luedji Luna
21:10 - 21:35 música Verona Reis
21:40 - 22:00 música Karla da Silva

18 de jan de 2017

Cidinha da Silva e a crônica como ato de nomear


Por *Saulo Dourado

"No livro #Parem de nos matar! (Ijumaa, 2016), de Cidinha da Silva, há dados e evidências quanto às mortes físicas e simbólicas de toda uma população, mas a autora captura um ponto ainda mais alto: dá nome e forma a esses números. Com os valores absolutos se consegue convencer a razão daquilo que deve importar, contudo às vezes é difícil sentir a partir de termos gerais ou pelo hábito das repetições. Deve entrar então o particular e o miúdo para conectarem fatos às tripas e ao pranto. A crônica tem um papel fundamental, o de tornar especial uma pessoa e um acontecimento a ponto de formar o elo de sentimento entre o particular e o todo. Eis o gênero literário que é a pequena área, a área e o meio-de-campo de Cidinha da Silva, e o mote que ela alcança.

Tratam-se assim seus textos de Maria Julia Coutinho, de Taís Araújo, de Lázaro Ramos, de Mirian França, de Antônio Pompêo, de Luiza Bairros, de Aranha, de Claudia da Silva Ferreira, de Lívia Natália, de Liniker... Em uma crônica sobre a postagem de Fernanda Lima que elogia as empregadas domésticas como “batalhadoras”, há uma pergunta pontual da autora: “E por que não pôs os nomes dessas mulheres?” Esta reivindicação percorre o livro: a de tirar a mortalha do anonimato e da despersonificação, causas e efeitos da continuidade de um genocídio".

*Saulo Dourado, escritor. Autor de O mar e seus descontentes, entre outros


17 de jan de 2017

Salvador recebe Mostra Nacional de Negras Autoras dias 21 e 22 de janeiro




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Mais de 20 mulheres negras – artistas, compositoras, poetas – estarão reunidas durante dois dias, em Salvador, para a I Palavra Preta – Mostra Nacional de Negras Autoras, produzida pela cantora e compositora soteropolitana Luedji Luna e da poeta/cantautora brasiliense Tatiana Nascimento. A mostra acontecerá na Casa Preta, bairro do Dois de Julho e ingressos serão vendidos a R$5 no local (para cada dia), começando às 16h.
A Mostra Palavra Preta tem como objetivo ser mais um espaço negro de confluência, compartilhamento e visibilização do protagonismo de artistas afrobrasileiras com ênfase na produção cultural poética, musical, performática e plástica. Na ocasião, comidas serão vendidas pelo projeto La Frida e terá também exposição da artista, Annie Gonzaga.


tatiana nascimento
Tatiana Nascimento Foto: Priscilla Bertolucci
“A primeira Palavra Preta traz pra Salvador a confluência do sonho de muitas que trouxeram, de longe e de antes, nossos passos até aqui: sendo donas da nossa voz, da nossa palavra, do nosso canto e de nossa poesia, alimentamos a nós mesmas, e nutrimos também umas às outras” – Tatiana Nascimento. 
As organizadoras pretendem lançar um olhar crítico ao silenciamento e invisibilização que historicamente tem sido impostos às mulheres negras e seus fazeres culturais. Por meio do encontro, serão postos em diálogo – através das diversas artes – os papeis subalternos, exotizados, e/ou estereotipados associados às mulheres.
Luedji Luna
Luedji Luna – Foto Joice Prado
“Com Palavra Preta materializamos uma recusa frutífera e criativa aos lugares rasos que o racismo, o cissexismo, a lesbofobia, o classismo nos destinam: ao mercado artístico que nos carnavaliza, à mídia corporativa que exibe nosso sangue como troféu, respondemos com nossa própria voz, nossa própria canção, nossa própria poesia” – Tatiana Nascimento.

Confira a programação:

Dia 21/1 – Sábado
Compositoras:
Alexandra Pessoa
Aline Lobo
Aryani Marciano (SP)
Tatiana Nascimento (DF)
Emillie Lapa
Zinha Franco

Poetas:
Cidinha da Silva (MG)
Maiara Silva
Natália Soares
Sol (Dricca Silva)

Dia 22/1 – Domingo
Compositoras:
Jadsa Castro
Verona Reis
Luedji Luna
Marília Sodré
Vanessa Melo
A Intêra

Poetas:
Lívia Natália
Jamile Santana
Sys Fagundes

SERVIÇO
I Palavra Preta – Mostra Nacional de Negras AutorasQuanto:
Onde: Casa Preta (Rua Areal de Cima, 40 – Dois de Julho)
Quanto: R$5/dia
Horário: 16h