19h - Exibição do documentário " Twelve Disciples of Mandela" de Thomas Allen Harris.
20h - Lançamento do livro " Os nove pentes d´Àfrica " de Cidinha da Silva.
A autora, em "Os nove pentes d'África", cativa pela descrição minuciosa do universo das relações familiares, pela reverência à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana.
Após o lançamento haverá leitura de trechos do livro por Maria Gal , Sidney Santiago e Evani Tavares acompanhados de Kadhira Neiva que apresentará, por meio de instrumentos tradicionais africanos, uma leitura rítmica de "Os nove pentes d´Àfrica".
21h - Coquetel regado à musica na voz e violão de Paulinho Jr.
22h - O Esquadrão do Grouve animam a festa até às 3h.
Endereço:Rua Jardim Francisco Matos, 180, Bela Vista, São Paulo.
Informações: (11)31057247
20/11/2009
Lvro Os nove pentes d'África celebra o primeiro ano da Odun, em São Paulo
19h - Exibição do documentário " Twelve Disciples of Mandela" de Thomas Allen Harris.
20h - Lançamento do livro " Os nove pentes d´Àfrica " de Cidinha da Silva.
A autora, em "Os nove pentes d'África", cativa pela descrição minuciosa do universo das relações familiares, pela reverência à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana.
Após o lançamento haverá leitura de trechos do livro por Maria Gal , Sidney Santiago e Evani Tavares acompanhados de Kadhira Neiva que apresentará, por meio de instrumentos tradicionais africanos, uma leitura rítmica de "Os nove pentes d´Àfrica".
21h - Coquetel regado à musica na voz e violão de Paulinho Jr.
22h - O Esquadrão do Grouve animam a festa até às 3h.
Endereço:Rua Jardim Francisco Matos, 180, Bela Vista, São Paulo.
Informações: (11)31057247
Dia da Consciência Negra – ainda precisamos disso?
(Por: Ana Paula Maravalho, do Observatório Negro).
"O ano é 2009. Segundo alguns calendários esotéricos, neste ano entramos na Era de Aquário, período de modificação da humanidade para melhor: “harmonia e entendimento, simpatia e confiança reinarão; não mais falsos e ridículos”, na letra do The Mamas and the Papas (para quem tem mais de 30...). Neste contexto, é fácil concordar com aqueles que insistem na inutilidade da comemoração de uma data como o 20 de novembro – afinal, já somos mais do que conscientes que o Brasil é o segundo país mais negro do mundo, que o tempo da escravidão já acabou, que o negro contribuiu historicamente para a construção do país, e todo esse blá-blá-blá. Ninguém aguenta mais as eternas celebrações com rodas de capoeira e batuques, as reivindicações pelo fim do racismo...ufa! Ainda precisamos mesmo disso?
Não terão sido suficientes os libelos dos negros que se revoltaram e reagiram à escravidão? Os testemunhos de vida das mulheres libertas que, desprovidas mesmo da condição de humanidade, ousavam ir aos tribunais reivindicar a liberdade dos seus filhos nascidos durante o período em que permaneciam obrigadas a prestar trabalho, em servidão condicional à liberdade por elas conquistada? A herança de cidadania e direitos humanos deixada por personagens históricos como Luiz Gama, João Cândido, a família Rebouças? A trajetória do movimento negro, do movimento de mulheres negras, em sua luta incansável por políticas públicas reparatórias da desigualdade racial? Será que não temos ações suficientes para que a Consciência Negra seja, efetivamente, algo que não necessite de uma data para ser lembrada, reivindicada, para se tornar algo tão naturalizado na prática do brasileiro quanto outrora o racismo o foi (para os que acreditam que “não somos racistas”)?
A julgar pelos acontecimentos que recepcionaram o 20 de novembro deste ano, no entanto, ainda estamos muito, mas muito longe mesmo, de prescindir da necessidade de reafirmar a luta de Zumbi e dos quilombos pela liberdade e igualdade. A televisão aposta na reedição das novelas retratando o tempo da escravidão (devidamente atualizadas, óbvio, o ibope assim exige), para levar aos lares a cena aviltante de uma mulher negra, de joelhos, olhos baixos, diante da senhora branca, espumando de raiva ao aplicar o golpe de misericórdia às pretensões de igualdade dos que ousaram um dia imaginar possível à tal negritude ocupar o lugar de direito da branquitude no reino onde o ideal de brancura é realizado plenamente. No Rio de Janeiro, o Sesc Madureira envia convite para evento celebrando a temática da Consciência Negra, com “café servido por mucama, lembrando os áureos tempos coloniais”. Em busca de informações sobre a agenda do movimento negro em Recife, uma jornalista bem intencionada se refere às raízes culturais “deles”, os afrodescendentes. Tudo isso aconteceu na mesma semana, com o mesmo objetivo de comemorar o Dia da Consciência Negra.
Ao falar da Consciência Negra, não estamos buscando impor os “nossos” significados, a “nossa” história ou os “nossos” heróis em contraposição aos significados, história e heróis oficiais. Estamos insistindo apenas em que o Brasil finalmente resolva tirar o pó-de-arroz, olhe-se no espelho e perceba que afrodescentes não são somente os mais de cinquenta por cento da população brasileira que se declara preta ou parda: afrodescendente é o Brasil, por mais que esta constatação faça espernear ou espumar em delírios esquizofrênicos aqueles que se consideram os últimos representantes da pura linhagem ariana. Para estes, ainda precisamos repetir, não sem alguma dose de compaixão pelo sofrimento e atraso evolutivo que impõem a suas almas divididas pela ilusão de uma branquitude à qual não pertencem: a verdade dói, mas liberta.
Penso que ninguém mais que os ativistas do movimento negro gostariam de ver virada esta página. Que não precisássemos mais nos preocupar em discutir soluções para o racismo genocida brasileiro e pudéssemos, enfim, falar de outras coisas. Quem sabe, daquela “harmonia e entendimento, simpatia e confiança” prometidos para este Terceiro Milênio. Mas o tempo ainda é de quebrar pedreiras. A nossos postos, então.
Viva Zumbi!
Viva Dandara!
Viva Palmares!
Axé para os que constroem o ideal da igualdade!"
19/11/2009
Ministro Joaquim Barbosa é obrigado a renunciar à cadeira no TSE, por problemas de saúde
(Por: Mário Coelho - Congresso em Foco).
"O ministro Joaquim Barbosa renunciou na noite desta terça-feira (17) ao cargo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele, que preenchia uma das vagas destinadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), estava na corte desde 8 de abril do ano passado e era o vice-presidente do tribunal. O ministro justificou sua saída por problemas de saúde. Barbosa seria o responsável por conduzir o processo eleitoral de 2010.
A saída do ministro foi divulgada na edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, Barbosa renunciaria após voltar de uma licença médica de 90 dias que tirou para fazer um tratamento de saúde. Ele tem problemas de coluna que fazem com que sinta dores insuportáveis depois de ficar muito tempo sentado. As sessões do TSE ocorrem sempre depois das do STF e se estendem às vezes pela madrugada, causando maior sofrimento a Barbosa.
Durante a tarde, Barbosa ainda não havia comunicado oficialmente o TSE da sua saída. Ele esperou o início da sessão plenária da noite de hoje. Aos ministros colegas, agradeceu pela "compreensão e pela camaradagem". Emocionado, o ministro afirmou que "aprendeu muito" nos 19 meses que esteve no tribunal. "Eu sinto ter que tomar essa decisão", disse no plenário. Com a vaga aberta pela renúncia de Barbosa, a ministra Carmen Lúcia, antes substituta, agora passa para a composição efetiva do tribunal.
Durante seu discurso de despedida, Barbosa também agradeceu aos funcionários do seu gabinete, "um time de colaboradores de primeiríssima qualidade". "Eles prestaram uma ajuda inestimável nesse período", afirmou. O ministro ainda pediu desculpas aos advogados pelo "jeito ranzinza" durante os julgamentos. "Não se preocupem, é minha preocução pela igualdade", afirmou.
Para o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, o colega é dono de uma "cultura geral e jurídica admiráveis". "Fará grande falta ao TSE. E nos deixa imersos num sentimento vazio de perda", disse. Ayres Britto afirmou que Barbosa compartilha os mesmos valores que ele, de que não basta ganhar uma eleição, é preciso fazê-lo de maneira limpa e honesta.
"Felizmente temos o ministro Lewandowski que é outro arauto desses valores. Ambos são acadêmicos, são professores, são escritores, são doutores, fazem o casamento entre a teorização refinada e a prática cotidiana que a prática nos exige", comparou Ayres Britto, referindo-se ao ministro Ricardo Lewandowski, que assume a vice-presidência da corte.
O procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, lembrou que o ministro integrou, "por vários anos", os quadros do Ministério Público. "Sempre com essa dedicação, com essa coragem pessoal, coragem intelectual. São aspectos, são virtudes, são traços da personalidade do ministro que levam nós do Ministério Público a admira-lo cada vez mais. São traços essenciais a um juiz", opinou. Gurgel ressaltou também que o ministro é um "amante das artes", e que espera pela volta de Barbosa em breve.
O TSE não possui um quadro fixo de ministros. Ele é composto por três membros vindos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois indicados pelo júri. A presidência, porém, só pode ser exercida por um dos três ministros vindos do Supremo. Como o mandato de Ayres Britto termina em 12 de maio de 2010, Barbosa, por ter mais tempo de TSE, seria o próximo comandante da corte. À ele caberia conduzir as eleições presidenciais do próximo ano. Mas, com sua saída, Lewandowski deve ser confirmado na presidência a partir de 2010 por ter mais tempo de tribunal".
17/11/2009
16/11/2009
Ferréz lança primeiro livro do Selo Povo, em São Paulo
(Texto de divulgação).
"Sempre com uma escrita forte e contundente, muitas vezes até mal-interpretada, como o recente processo por apologia ao crime, acatado pelo Ministério Público, por conta de um dos seus textos. Se fosse em suas palavras, ele certamente diria nesta introdução: “Apologia ao crime é a panela vazia”.
Enquanto a esmagadora maioria está escrevendo para ter um lugar ao sol, Ferréz parece estar escrevendo para simplesmente chegar ao sul, ao leste, a oeste ou ao norte de lugar algum, afinal o autor trabalha vendendo roupas com frases de seus livros e fazendo palestras em escolas públicas, municipais, além de jovens em liberdade assistida, cadeias, ONGs e dezenas de movimentos populares.
Neste livro, podemos ler a crônica “SPPCC”, que o escritor escreveu meses antes dos atentados cometidos pela facção criminosa, e que somente quem tem uma visão muito pontual da cidade poderia fazer. Assim como também a crônica “Meu dia na guerra”, que, além de narrar os fatos após os atentados, ainda foi um texto muito importante por denunciar as dezenas de chacinas que vieram em seguida, esse texto inclusive foi fator determinante para que elas fossem reprimidas.Outro que merece destaque é o texto “Cotidiano 100%”, que foi proibido de sair no livro da companhia de metrô de São Paulo.
O que esperamos dele agora? O que ele faz com muita competência, um bom texto que nos cause indignação e que continue andando onde ele é mais urgente: nas ruas deste imenso país periferia.
Este livro contém textos publicados na revista Caros Amigos, Folha de São Paulo, Le Monde Diplomatique Brasil, revista Trip, e Relatório da ONU".
15/11/2009
13/11/2009
12/11/2009
Jovens artivistas da literatura periférica paulistana revitalizam a obra do poeta Carlos de Assumpção
(Texto de divulgação). "O poeta Carlos de Assumpção, 82 anos, referência na literatura negra brasileira, participará de encontros em sua homenagem no mês da consciência negra e também realizará o lançamento do livro "Tambores da Noite", obra que reúne sua antologia poética, organizado pelo Coletivo Cultural Poesia na Brasa, Elo da Corrente, Ciclo Continuo e Projeto Espremedor.
Autor dos livros "Protesto" e "Quilombo", co-autor do cd "Quilombo de Palavras", em parceria com Cuti, participou de diversas antologias como "Cadernos Negros" – Quilombhoje- e "Negro Escrito" – Org. Oswaldo de Camargo. Ele foi frequentador assíduo da Associação Cultural do Negro, no centro de São Paulo nos anos 50, onde se encontrava com ativistas da extinta Frente Negra Brasileira e com escritores e intelectuais de grande importância como Solano Trindade, Aristides Barbosa e Oswaldo de Camargo.
Membro da Academia Francana de Letras, formado em Letras e Direito, escolheu a cidade de Franca/SP para estudar e lecionar nos anos 80 e nos últimos anos não participou ativamente da cena literária, pois está com a saúde sensível.
Em 1982 Carlos de Assumpção ficou em 1° lugar no II Concurso de Poesia Falada de Araraquara/ SP com o poema Protesto. Em 1958, por ocasião do 70° aniversário da Abolição, recebeu o título de Personalidade Negra, conferido pela Associação Cultural do Negro, em São Paulo/SP".
Confira a programação
dos lançamentos do livro
"Tambores da Noite"
Dia 19 (quinta-feira)
20 horas
Bar do Cláudio Santista
Rua Jurubim, 788-A. Pirituba. Zona Oeste.
Entrada franca. (11) 3906-6081 c/ Raquel e Michel.
elodacorrente@hotmail.com
Dia 20 (sexta-feira)
16 horas
Centro Cultural da Juventude
Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641 – Vila Nova Cachoeirinha.
Zona Norte. (11) 3984-2466.
http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
Dia 21 (sábado)
19 horas
Bar do Carlita
Rua Professor Viveiros Raposo, 234
(em frente da escola E.E. João Solimeo).
Brasilândia. Zona Norte.
(11) 3922-8593.
brasasarau@yahoo.com.br ou http://brasasarau.blogspot.com
"A fidelidade a um compromisso político exige coragem e ousadia"
O correu no dia 09 de novembro de 2009, um jantar em solidariedade à ex-Prefeita de São Paulo, Luiza Erundina. Só agora soube, mas vale a pena registrar. Vivi em São Paulo durante a administração dela e testemunhei a mudança cultural impressa na cidade, como exemplos, Erundina não se preocupava em construir novas escolas para simplesmente inaugurá-las em grandes eventos, tinha, sim, um projeto sério de recuperação das escolas existentes, de aquisição de computadores para elas e, pasmem, de conserto de cadeiras e carteiras escolares com martelo e pregos. Na região onde eu morava à época, intersecção entre os bairros da Liberdade e Glicério, não conheci os problemas crônicos de alagamento, temidos pelos moradores mais antigos, durante toda a sua administração. As medidas de contenção das chuvas eram simples, as ruas eram varridas duas ou três vezes por dia e o caminhão coletor de lixo fazia o serviço duas vezes por dia, no mínimo. Isso, enquanto ela adotava medidas educativas para que as pessoas deixassem de espalhar lixo pelas ruas, principalmente pelos bueiros.
"A companheira Luiza Erundina está sendo executada judicialmente pela única condenação que obteve durante toda a sua vida política. Trata-se de uma Ação Popular ajuizada pelo cidadão Ângelo Gamez Nunes (processo nº 053.89.707367-9 / Controle 159/89 – 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo) quando Luíza era Prefeita de São Paulo, e visava obter a reposição aos cofres públicos de dinheiro utilizado pela Prefeitura com publicações jornalísticas nas quais a então Prefeita manifestou apoio à greve geral de 1989. A sentença entendeu que a matéria publicada não atendia ao interesse público e condenou pessoalmente Luiza Erundina a pagar o elevado valor de R$ 350 MIL REAIS.
Trata-se de decisão definitiva em razão da qual já foram penhorados o apartamento onde mora (seu único imóvel), seu carro e ainda 10% da remuneração mensal como Deputada. Mesmo assim, seu patrimônio é inferior ao total da dívida.
Como a ex-Prefeita Luiza Erundina foi alvo de enorme injustiça, com decisões que tangenciam o preconceito social, ideológico e político, é hora de nos unirmos para demonstrar nossa solidariedade".
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