Bate-papo na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 14 de maio de 2017

Bate-papo na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 14 de maio de 2017

Postagens populares

Visualizações de páginas da semana passada

Google+ Badge

Translate

28 de fev de 2017

Na Rede (6)

Por Cidinha da Silva

Terça-feira gorda. Saldo afetivo light.

27 de fev de 2017


Na Rede (5)


Por Cidinha da Silva

Quanto vale a vida de uma mulher?

26 de fev de 2017

Na Rede (4)


Por Cidinha da Silva

Eu não acredito em arrependimento de paneleiros e de coxinhas, simplesmente porque eles não mudariam seus interesses de classe. É possível que mudem de estratégia ou a radicalizem apoiando os grupos ligados a Bolsonaro dentro das polícias militares dos Estados para atingir os mesmos objetivos, ou seja, manter uma massa humana esfoliada, desvalida, faminta e miserável que os referende como casa-grande. Desse lugar eles acenam para os que nada têm com migalhas de subemprego (em tempos de altíssimo desemprego), de pequenos favores (restos de comida e roupas, consultas médicas, indicação para bolsas disso ou daquilo ou serviços temporários). Contudo, temos criado uma série de figuras de linguagem para ver se (co)movemos essa gente. Reproduzo todas as que considero inteligentes e divertidas. Vou na onda.

25 de fev de 2017

Na Rede (3)


Por Cidinha da Silva

Rio que me acabo de gente que lê tudo o que você escreve e só curte (até compartilha!) aquilo que não é autoral. Devem viver certa angústia pois emitem mensagens dúbias (e complementares). A primeira é: "te leio e quero muito saber o que você escreve, o que pensa, mas não pago de leitora sua". A segunda, "respiro aliviad@ quando posso curtir (e até compartilhar) algo que você publica, mas que não é de sua autoria". Fifty-fifty para manifestações de mulheres e homens nesse campo.

Rio também do povo que lê tudo e só se manifesta para dizer que algo está ruim e/ou para corrigir erros ou supostos erros da autora. Invariavelmente são homens. 

17 de fev de 2017

Na rede (2)


Por Cidinha da Silva
A surpresa, a cada artimanha do golpe, é placebo para nossa agonia.

Na rede (1)


Por Cidinha da Silva

Uma pessoa disse: Ontem foi o fim do mundo? Perdi. E sorriu.
A outra respondeu: Não, amiga, o mundo já acabou faz tempo. Restamos nós, os cacos.

Canções de amor e dengo, por Mariana Santos de Assis






Começando o dia com os amores e dengos de Cidinha da Silva, me deparo com um denguinho que parece ter sido feito pra mim...consegui me ver criança (e ainda hoje), olhando as tempestades pela janela, fascinada, encantada, em transe quase. Também me vi um pouco maiorzinha saindo no meio da chuva, só pra me benzer ;)
A pimenta era (e ainda é) só um encantamento mesmo, a boca cheia d'água por causa do cheiro, da cor, do brilho, do prazer nos olhos de minha mãe comendo a comida incandescente, coberta pelo caldo brilhante e mastigando, corajosa, os pedacinhos de fogo coloridos... Mas eu... incapaz sequer de provar.
Enfim, a poesia e suas delícias <3 span="">
(Texto da foto: Silva, Cidinha da. Canções de amor e dengo. São Paulo: Edições Me Parió Revolução. 2016. p. 25)

15 de fev de 2017

Leitura de Preta, canal no youtub

Por Fabiana Lima

Não foi domingo, porque a tecnologia não deixou, mas hoje enfim no canal o primeiro vídeo da série LEITURA DE PRETA, em que comentarei sobre livros, autoras, autores e temas relacionados à leitura que nos interessa. Começando com os livros MULHER NUA CRUA e #PAREMDENOSMATAR das pérolas negras da escrita Cidinha Da Silva e Mel Duarte. Agradeço à linda Vivian Da Silva, que me presenteou com parte do seu sonho de editar literatura, pensamento negro através da editora afrocentrada IJUMAA!!! Vivian, agradeço a enorme gentileza, que tem me proporcionado momentos prazerosos e reflexivos de leitura. Espero que o looongo vídeo traduza o entusiasmo que tenho tido com essas leituras inspiradoras!!!! Espero que todxs gostem!!!!

Veja o link: https://www.youtube.com/watch?v=_uGBBZr_tIE

12 de fev de 2017

Curso #Parem de nos matar! um modo de educar os afetos pela leitura - uma promoção do Lendo Mulheres Negras em Salvador

Curso # Parem de nos matar! um modo de educar os afetos pela leitura - uma promoção do Lendo Mulheres Negras em Salvador


10 de fev de 2017

I Fórum Negro das Artes Cênicas

Programação

PROGRAMAÇÃO (SUJEITA À ALTERAÇÕES)
programacao_atualizada

13/02 – Segunda-Feira

09 às 12h – INICIO DO CREDENCIAMENTO
14 às 17h – BOAS VINDAS DA ESCOLA DE TEATRO: Claudio Cajaíba e Fabio Dal Gallo
MESA 01: “Culturas negras, ensino, pesquisa e formação em Artes Cênicas – um convite à reflexão” – Inaycira Falcão , Hilton Cobra, Adalberto Silva Santos, Maria Eugênia Milet.  Mediação: Fernanda Júlia
18 às 21h – APRESENTAÇÃO + BATE-PAPO: YLÁ ILU (Solo de Sanara Rocha/ NATA)
ABERTURA DE EXPOSIÇÃO

14/02 – Terça-Feira

09 às 12h  – ATELIÊS TEMÁTICOS
14 às 17h  – MESA 02: “Negras poéticas e processos I: Discurso negro como escritura cênica” – Ângelo Flávio, Fernanda Júlia, Valdinéia Soriano e Toni Edson. Mediação: Tina Melo
19h  – APRESENTAÇÃO + BATE-PAPO: Conhecendo o PretAto (Organização Dandara Gusmão)

15/02 – Quarta-Feira

09 às 12h   – ATELIÊS TEMÁTICOS
14 às 17h – MESA 03: “Negras poéticas e processos II: Cultura negra – poéticas e processos criativos em artes cênicas” – Evani Tavares, Cidinha da Silva, Edileusa Santos, Tom Conceição. Mediação: Érico José
19h  – EXIBIÇÃO + BATE-PAPO: Conhecendo o AfroClub (Organização Dandara Gusmão)

16/02 – Quinta-Feira

09 às 12h   – ATELIÊS TEMÁTICOS
14 às 17h  – MESA 04: “Negras práticas pedagógicas e epistêmicas”. Licko Turle, Rosangela Malachias, Carlindo Fausto. Mediação: Eliene Benício
18h  –  LEITURA DRAMÁTICA + BATE-PAPO: Tenho Medo de Monólogo (Vera Lopes)
19h – MESA 05: “Editorias Negros” – Marcus Guellwaar (Ogum´s Toques Negros), Diego Pinheiro (Revista Barril) .  Mediação: Vera Lopes .  * os participantes devem levar um livro de cabeceira.
20h – LANÇAMENTO DE LIVROS

17/02 – Sexta-Feira

09 às 12h  – VIDEOCONFERÊNCIAS: Victor Ukaegbu (Inglaterra) e M. Nourbese Philip (Canadá) – Mediação:  Evani Tavares  (** neste dia teremos a presença do grupo de pesquisa Poéticas tecnológicas: corpoaudiovisual realizando a transmissão, sob coordenação da profa. Ivani Santana).
14 às 17h  – RODA DE PESQUISADORES/AS: ARTE E PRESENÇA NEGRAS: Mediação: Mabel Freitas e Erico José
18h – PLENÁRIA: “Avaliação e relatório das propostas elaboradas e perspectivas dos ateliês temáticos”  + CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO: Vilma Reis.
20h – APRESENTAÇÃO + BATE-PAPO: LÓTUS (solo de Danielle Anatólio)

7 de fev de 2017

#Paremdenosmatar é Letramento Racial em crônicas!


Por Valdeck Almeida


parem-de-nos-matar cidinha da silva
O livro #Paremdenosmatar, de Cidinha da Silva, composto de crônicas publicadas antes em sites e blogs na internet, chama a atenção por vários aspectos. Dentre eles, a alta qualidade editorial (papel, fontes, coloridos) e o esmero, na leve e cuidadosa linguagem da escrita e na promoção da humanidade das pessoas negras.
Tudo isso, apesar de tratar de temas áridos como as mortes simbólica e cultural, massacres, extermínios, genocídio do povo negro, homofobia, apagamentos e invisibilizações de negros e negras, crimes bárbaros, racismo institucional, racismo velado, intolerância religiosa, violência policial, violência de gênero, negação da condição humana para negros e negras, etc. Para além do registro humanizado, é ferramenta de insubmissão e incentiva a autoestima, memórias, estética, beleza, histórias, humanidades, religiosidades, cultura.
O título, na primeira pessoa do plural, já nos inclui e chama para o coletivo (ninguém nasce só, vive só, morre só): o grito uníssono, o afetivo, o convívio comunitário, familiar, o desespero dos que morrem e dos que podem estar na fila. Evoca um chamado por socorro, para que cada um/a de nós atente para o perigo real e iminente que acomete negros e negras todos os dias. Principalmente jovens das periferias de todo o Brasil.
Denuncia chacinas orquestradas pelo racismo institucionalizado, sofisticado, engendrado e enraizado nesse país desde sua fundação, em que negros e negras são subjugados, subalternizados e mortos. O mesmo racismo mantido até hoje, disfarçado, mascarado de democracia racial – propalado, inclusive, por redes nacionais de mídia, como a Rede Globo -, que exclui e elimina, nega direitos, encarcera e aniquila.
O mesmo racismo que sonega informações, direitos inalienáveis como o direito à vida; o mesmo racismo exercido pelo Estado, através do seu braço armado, a Polícia, que acusa, julga e executa com “balas perdidas”, sob a justificativa do “Auto de Resistência”, sem direito a apelação, muitas vezes sem direito a um funeral digno. O mesmíssimo racismo genocida do povo negro, cujos corpos são numerados para estatística e dos quais se retira a alma.
parem de nos matar
Banco de Imagens
São enterrados como indigentes, em valas comuns, ou desovados em pontos bem conhecidos de todos; o mesmo racismo midiático que sequer cita nome e sobrenome dos assassinados e que serve carne negra em banquetes macabros na hora do almoço, em que pseudojornalistas justiceiros são coniventes com o linchamento de corpos e subjetividades e com essa barbárie, equivalente à queda de um grande avião por dia.
#Paremdenosmatar sangra em cada parágrafo, rememora o massacre de Ruanda (1994), o genocídio e crimes sexuais praticados pelo Boko Haram, na Nigéria (2014/15), que causam menos comoção que um atentado a um jornal satírico em Paris. O massacre dos treze rapazes do Cabula, em Salvador, em 2015.
parem-de-nos-matar
Banco de Imagens
#Paremdenosmatar faz a denúncia da morte física, mas também a espiritual e das subjetividades, da morte em vida, dos choros engolidos, do medo de depor e ser o/a próximo/a da lista. Escancara os crimes de ódio, que destroem e invadem casebres, ofendem em redes sociais ou em bancadas de jornais em rede nacional – caso Maju: Maria Júlia Coutinho. Humilham em estádio de futebol – Mário Lúcio Duarte Costa, o goleiro Aranha.
Mas o livro é também a resistência, trincheira e porta-voz de mães/pais, filhos/as, irmãos/ãs, amigos/as desses jovens mortos a cada dia. Nas crônicas, linhas e entrelinhas, a dignidade do ser humano é resgatada, não cai no esquecimento. As mortes não são contadas como meros números, muito menos comparadas às partidas de futebol, nem coisificadas. A beleza do livro é demostrar a luta contra toda sorte de preconceitos: racial, de classe, de gênero, religioso. Nos chama à responsabilidade, através da literatura de Cidinha da Silva. Denunciemos os criminosos, façamos justiça a cada gota de sangue, a cada agressão. E matemos o racismo!
valdeck almeida de jesus
Reprodução facebook

5 de fev de 2017

Dois anos da Chacina do Cabula

Quando a execução sumária é legitimada como gol de placa no campeonato de extermínio da população negra, jovem e masculina

por Cidinha da Silva*

Doze meninos e homens negros executados pela polícia baiana com tiros na nuca. Havia marcas de tortura como braços quebrados e olhos afundados, mas poderia ser obra da polícia paulista, alagoana, carioca, pernambucana. São práticas disseminadas pelo país. O mais novo tinha quinze anos, o mais velho vinte e sete.

Uma chacina não é só mais uma chacina, não deveria ser. Chacina praticada pelo braço armado do Estado é a falência total da política de segurança pública e dos valores republicanos, violação de direitos humanos.

A novidade desta foi o discurso público do governador recém-eleito caracterizando-a como operação exitosa da polícia que mata preventivamente. Foi mais longe o chefe maior da polícia, em manhã inspirada pela crônica policial que banaliza e desrespeita a vida de pessoas que pagam impostos e o salário da polícia que mata - quando deveria protegê-las. O mandatário definiu a chacina como um gol dos policiais artilheiros, que decidem (matar) em segundos e mais acertam do que erram.

Testemunhas amedrontadas do Cabula, bairro do assassinato coletivo, por sua vez, disseram que os doze meninos e homens estavam desarmados, não houve confronto, eles foram rendidos e espancados antes de serem conduzidos a um campo de barro, cercado por matagal e lá, executados.

Como o governador é de partido de esquerda, houve gente declarando saudade dos tempos truculentos de ACM. Brincadeira de mau gosto tão cruel quanto a metáfora futebolística de Rui Costa.

O governador metido a cronista respondeu irônico à pergunta feita em entrevista coletiva sobre o possível susto que a violência da operação poderia causar aos turistas paulistas, habitués do carnaval baiano. Atacou a segurança pública do estado sudestino, dando a entender que turista paulista está acostumado com a violência, pois São Paulo apresenta recorde de roubos a caixas bancários. Como sabemos que a polícia executora alegou que os doze rapazes chacinados iriam praticar assalto a bancos, não seria leviano inferir do contexto que os baianos-negros foram mortos (preventivamente) para proteger os turistas-branco-paulistas. É público também que são os turistas brancos de São Paulo que inundam o carnaval baiano em busca do decantado exotismo da Bahia negra. O intertexto racista do discurso governamental é tão macabro quanto a aplicação de pena de morte aos jovens negros.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo não deixou por menos e chamou o governador baiano de grosseiro e ignorante (a troca de farpas lembrou uma briga de fotonovela). Revelou que o índice de criminalidade da Bahia é quatro vezes pior do que o de São Paulo (aspecto da ignorância). Concluiu que as declarações do mandatário nordestino desrespeitavam o carinho que os paulistas têm pelos baianos e a importância que o turismo tem para a Bahia (aspecto da grosseria). Pronto! A supremacia geopolítica de São Paulo encerrou o papo. Até a tréplica, lógico, quando o coronel-moderninho das metáforas futebolísticas responderá ao coronel-robocop da metrópole que despreza nordestinos.

E os doze moços mortos, cadê? Sumiram no discurso volátil e popularesco dos assassinatos justificados pelo combate à criminalidade.

E as famílias das vítimas? Ninguém as escuta, ampara, indeniza. São vítimas do artilheiro-matador num jogo pavoroso, comprado, no qual o perdedor já está definido antes do cara ou coroa do juiz. Uma voz isolada tem nome, sobrenome e endereço, uma senhora, não um jovem irmão ou primo de vítima que pode ser a próxima vítima. A avó de Natanael de Jesus Costa (17) grita na porta do hospital que o neto fora levar pizza à casa da namorada, próximo ao campo de barro, palco da encenação do combate na noite do crime. O menino sumiu de casa e reapareceu na lista de corpos a serem reconhecidos no IML.

E o grosso da população dos bairros pobres e miseráveis o que faz? Repete como papagaio o discurso de legitimação da morte ouvido nos programas sensacionalistas da TV-caça-bandidos. Julgam que ao aliarem-se aos mais fortes, aos donos das armas, receberão proteção, pois são trabalhadores e os outros são bandidos. Que nada. Ninguém, ninguém é cidadão! E o gosto do sangue das vítimas só chegará à boca e aos olhos dos apoiadores das chacinas quando os tiros ceifarem a vida dos meninos criados por suas famílias e pela comunidade, aqueles que viram crescer e que buscavam pizzas para a namorada, ou foram vencidos pela dependência química, ou pela pressão ostensiva e de ostentação do tráfico. Sempre meninos queridos, que se transformarão em corpos estendidos no chão.

Nenhuma dessas doze mortes se justifica, seja qual for a ficha criminal de quem a tinha, e ainda menos atesta o sucesso de uma operação policial. Uma operação que resulta em doze mortos é arbitrária e ilegal. É catastrófica. O policiamento ostensivo deve preservar a vida e não eliminá-la escusada por tecnicalidades explicativas.

A sobrevivência de jovens negros está em jogo diante da construção racista do suspeito preferencial. Isso já é inadmissível, mais temerário ainda é que um governante venha a público legitimar a matança como gols de placa que eternizam policiais-artilheiros nos bairros populares e desprotegidos que não podem e não devem ser oficializados como estádios de futebol, nos quais se pratica tiro ao alvo negro e jovem, como quer o boleiro-governador.


* * * * * * *

 Foto: Morgana Damásio em manifestação de 2014 contra o genocídio da população negra, promovida pela corajosa e destemida campanha REAJA OU SERÁ MORT@!, na cidade do Salvador, Bahia.

Dois anos da Chacina do Cabula

Summary Execution: A Recent Episode of Police Violence Against Young, Black Males in Bahia, Brazil

Contributor: 

reaja-full
Photo credit: Morgana Damásio. In protest in 2014 against the genocide of the Black population in the city of Salvador, Bahia promoted by the courageous and fearless campaign REAJA OU SERÁ MORT@! (REACT OR YOU WILL DIE!)
On February 6, 2015, the police of the Brazilian state of Bahia executed twelve Black boys and men with gunshots to the neck in the Vila Moises area of the Cabula neighborhood in the city of Salvador. There were signs of torture, such as broken arms and sunken eyes, violent treatment that could have equally been the work of the police of São Paulo, Alagoas, Rio de Janeiro, or Pernambuco. These are law enforcement practices disseminated throughout the country. The youngest victim was fifteen years old. The oldest was twenty-seven.
A massacre isn’t simply an isolated anomaly, and it shouldn’t be seen as such. Massacres practiced by the police forces of Brazilian states[1] exemplify a complete failure of public safety policy and of our republican values, as well as a human rights violation.
Rather than the deaths themselves, the novelty of this massacre was the ensuing public discourse of the recently elected governor of Bahia, Rui Costa, who defended the killings. The police chief[2] went further on the morning after the massacre, inspired by the never ending police chronicles, deeming the massacre a successful police operation that killed preventatively. The chief of police defined the massacre as a goal of the police snipers who, rather than police alongside a community and meet its individual needs, decide to eliminate targets in seconds from a calculated distance. This illustrates the ways in which the police trivialize and disrespect the lives of people who pay taxes and the salaries of a police force that kills when it should be protecting them.
Terrified witnesses in Cabula stated that the twelve boys and men were unarmed, there were no signs of confrontation, and they were rounded up and beaten before being taken to a field surrounded by bushes and executed. Since the governor belongs to the left-wing party, there were those declaring nostalgia for the truculent times of Antônio Carlos Magalhães, the three-time governor of the state of Bahia, in what amounted to a cruel joke, as bad as those likening Governor Rui Costa with the retired Portuguese soccer player with whom he shares the same name.
Further fanning the flames, the governor responded ironically to a question posed at a February 6th press conference[3] about the possible scare that the violence perpetuated by the operation could cause to tourists from São Paulo, habitual visitors to Bahia’s carnival. In an attempt to be witty, he attacked the public safety record of the southern state by implying that São Paulo tourists are accustomed to violence since São Paulo has the highest rate of bank robberies in Brazil. Since it is known that the police executioners alleged that the twelve massacred boys and men were going to assault banks, it wouldn’t be frivolous to infer from the context that the twelve Black Bahians were killed (preemptively) to protect White São Paulo tourists. It is also widely known that White tourists from São Paulo flood Bahia’s carnival annually in search of the famed ‘exoticism’ of the Black Bahian woman. The racist intertextuality of government discourse is as macabre as the application of the death penalty for young Black males.
The Secretary of Public Safety of São Paulo, Alexandre de Morães, did not hesitate to respond. He in turn called the governor of Bahia “feeble and ignorant,” [4]in an exchange of informalities reminiscent of comic book dialogue. He revealed that the crime rate of Bahia is four times worse than that of São Paulo, and concluded that the statements of the northeastern representative disrespected the affection that Paulistas[5] have for Bahians and the importance of tourism to Bahia. Done—the geopolitical supremacy of São Paulo ended the conversation! Even the response, logically, of the modern football captain is no match for the Robocop captain of the metropolis that looks down upon Brazilian Northeasterners, revealing the country’s regional fractures.
And where are the twelve dead boys and men in this discussion? They disappeared in the volatile and folksy speech of the murderers who justify their act as a fight against crime.  And what about the families of the victims? No one listens to, supports, or compensates them. They are victims of the deadly artillery deployed in a dreadful game that’s been bought in advance, in which the loser is already declared before the referee’s coin toss. An isolated voice has a name, last name and an address; a lady, or a young brother or victim’s cousin who might be the next victim. The grandfather of one of the deceased, Natanael de Jesus Costa (age 17), screamed at the entrance to the hospital that his grandson simply went to deliver pizza to his girlfriend’s house, which was next to the field that later served as the stage on the night of the crime. The boy disappeared from home, only to reappear on the list of bodies to be recognized in the coroner’s office.
And what do the bulk of the population in poor and indigent neighborhoods do now? They repeat, like parrots, the discourse of the legitimization of death heard in the sensationalist bandit-hunting television programs. They believe that if they align with the strongest contingent, the owners of weapons, they will receive protection because they are the workers and the others are the outlaws. What a farce! No one – no one – is a citizen when there is impunity! And the taste of the victims’ blood will only reach the mouths and the eyes of the supporters of the massacre when the gunshots destroy the lives of the children raised by their families and their community—the people who have seen them grow and bring pizzas to their girlfriends, or who were overcome by substance abuse, or by overt pressure as well as the allure of drug trafficking. It’s always our dear boys who become dead bodies littering ground.
None of these twelve ‘preemptive’ deaths is justified, even if one of them had a criminal record. And they are certainly not a testament to the success of a police operation. An operation that purposefully results in twelve deaths is arbitrary and illegal. It is catastrophic. Policing should preserve life, not eliminate it to then be excused by explanatory technicalities.
The survival of young Black men throughout Brazil is at stake in the face of a racist construction of the preferred suspect. This is already inadmissible. More reckless still, is that the governor publicly legitimizes and defends the massacre as a kind of winning shot, all the while immortalizing police shootings in poor and unprotected neighborhoods that cannot, and should not, be transformed into gladiator stadiums, where the police practice shooting young, Black male targets in accordance with the wishes of the governor.


ADDITIONAL READING

FOOTNOTES
  1. It is important to note that the primary police force in Brazil operates at the state level and is called the Military Police. This classification was formalized during the beginning of the 20th century but models for the present day institution existed as early as the 19th century. The Military Police maintains an arbitrary power over the lives of Brazilian citizens, with a notorious record of authoritarian and violent practices, void of transparency and operating with complete impunity.  For more information, see here: http://english.nevusp.org/index.php?option=com_content&view=article&id=86:police-and-society&catid=32:publications-by-theme&Itemid=39
  2. In Brazil, the head of the state police force is chosen from within the ranks of the police force by the governor. In this case, the current governor of the state of Bahia, Rui Costa, is also the head of the state police force of Bahia.
  3. SSP-SP diz que declaração de Rui Costa sobre violência reflete “ignorância” e “grosseria” (Secretary of Public Safety of São Paulo says that Rui Costa’s statement about violence reflects “ignorance” and “rudeness”) accessed February 27, 2015 http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/ssp-sp-diz-que-declaracao-de-rui-costa-sobre-violencia-reflete-ignorancia-e-grosseria/?cHash=b36ebbbd53d583cf68c4cbe580b061d8
  4. Secretário de São Paulo diz que declarações de Rui são “débeis” e ignorantes (Secretary of Public Safety of São Paulo says that Rui’s statements are “feeble” and ignorant) http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/politica/106100,secretaria-de-sao-paulo-diz-que-declaracoes-de-rui-sao-debeis-e-ignorantes.html accessed February 23, 2015.
  5. Brazilians residing within the state of São Paulo.

ABOUT THE AUTHOR

Cidinha da Silva: Cidinha da Silva is a writer, essayist and dramaturge. She has eight published books and edited an anthology published in 2014 year titled Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (Africanisms and race relations: inputs for public policy in the area of books, reading, literature and libraries in Brazil). Cidinha is a doctoral candidate in the Multi-institutional and Multidisciplinary program in the Diffusion of Knowledge at the Federal University of Bahia. Cidinha blogs at http://cidinhadasilva.blogspot.com.br/.
Translator: Ana Sofia de Brito