Bate-papo na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 14 de maio de 2017

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30 de set de 2010

Senhoras de Santana na Imprensa

(Por *Cynara Menezes). "Em 1980, surgiu em São Paulo um grupo de mulheres preocupadas com a “imoralidade” que tomava conta da televisão. Sobretudo com os programas que surgiam naquela década falando abertamente de sexo, como o da hoje candidata a senadora Marta Suplicy no TV Mulher. Apelidadas de “senhoras de Santana”, por serem moradoras do bairro com este nome, elas marcaram época e viraram sinônimo do atraso e do conservadorismo nos costumes. Trinta anos depois, surge uma nova geração de “senhoras de Santana”. Desta vez, não descobertas por jornalistas: são jornalistas. Instaladas em número cada vez mais volumoso nas redações, premiadas com cargos de chefia e ascensão meteórica, as senhoras de Santana do jornalismo são o exato oposto da figura mítica do repórter talentoso, espirituoso, culto e algo anarquista: têm um texto ruim de doer e nunca leram nada a não ser seu próprio veículo, mas cumprem rigorosamente as tarefas que lhes são dadas. Seu maior ídolo é o patrão. Esqueça a imagem do jornalista concentrado, batucando com rapidez sua reportagem com um cigarro pendurado no bico. As novas senhoras de Santana do jornalismo não fumam. Aliás, deduram quem estiver fumando em ambiente fechado, como reza a lei imposta por aquele político que seus patrões adoram e que eles, obedientemente, passaram a bajular. Fumar baseado, então, nem pensar. Os repórteres de Santana são contra a descriminação de todas as drogas, até da menos nociva delas. Se as senhoras de Santana do jornalismo soubessem que andam por aí fumando orégano, fariam matérias pela proibição do uso, mesmo na pizza. As novas senhoras de Santana do jornalismo não questionam o poder ou os dogmas da Igreja católica. Pelo contrário, fazem questão de ir à missa todos os domingos. Pior: simpatizam com a Opus Dei, a ala mais conservadora do catolicismo. São contrários à liberação do aborto e defensores do papa sob quaisquer circunstâncias, inclusive quando o suposto representante de Deus na Terra é acusado de acobertar a pedofilia. Ao contrário do que ocorreu no passado, quando os jornalistas tiveram papel importante na luta contra a ditadura, as novas senhoras de Santana do jornalismo se especializaram em denegrir a imagem daqueles que optaram pela ação armada para combater o poderio militar. Vilipendiam os guerrilheiros com fichas falsas e biografias inventadas. O repórter Vladimir Herzog morreu enforcado nos porões do regime. Não viveu para ver a triste transformação dos “coleguinhas” em senhoras de Santana. Quando Herzog morreu, a grande maioria dos jornalistas se dizia de esquerda. As novas senhoras de Santana do jornalismo adoram pontificar que não existe mais esquerda e direita, mas são de direita. Nem pense nos papos animados após o fechamento dos velhos homens de imprensa, varando madrugadas pelos bares da vida. As novas senhoras de Santana não bebem, vão direto para casa depois de trabalharem mais de dez horas por dia – sem carteira assinada. E ainda patrulham a birita alheia, como se fossem fiscais de trânsito 24 horas a postos com seus bafômetros virtuais. “O presidente bebe cachaça”, torcem o nariz as jornalistas de Santana. “A candidata do presidente torceu o pé. Deve ser porque encheu a cara”, acusam. Toda vez que as novas senhoras de Santana da imprensa encontrarem aquele ator famoso que andou se desintoxicando do vício de cocaína e por isso perdeu papéis em novelas, vão torturá-lo com as mesmas perguntas: “Você parou mesmo de cheirar?” “O tratamento funcionou ou não?” Sim, os jornalistas de Santana não saem para beber porque preferem ficar em casa vendo novela. Se duvidar, as novas senhoras de Santana do jornalismo nem fazem sexo. Talvez de vez em quando, vai. Mas só papai-e-mamãe. E heterossexual, claro. No futuro, as escolas de jornalismo serão monastérios, de onde sairão mais e mais senhoras de Santana habilitadas não só a escrever reportagens como a rezar a missa". *Cynara Menezes é jornalista da Carta Capital. Só precisa excluir a palavra "denegrir" do seu vocabulário, não é Cynara?

29 de set de 2010

Camarões faz história no Mundial de Vôlei

(Deu no UOL, por Luigi Vasini). "Ao marcar seu 26º ponto contra a Austrália, os camaroneses dançaram animadamente para celebrar a primeira vitória do país na história do Mundial --sem contar o torneio de consolação. A virada sobre os australianos na última rodada da primeira fase também significou a sobrevida na Itália. "Você não pode imaginar o que esta vitória significa para o povo da África", afirmou o técnico de Camarões, o alemão Peter Nonnenbraich, que chorou durante a entrevista após a partida. Aos 31 anos e com 65 pontos em três jogos no Mundial, Ndaki Mboulet não é conhecido, pelo menos não com esse nome. Com 2,01 m, ele veste a camisa 7 do país da África equatorial com a alcunha J.P. San (Senhor JP). "Desde que me mudei para o Japão, meus fundamentos melhoraram", afirmou o camaronês, justificando a utilização de seu apelido no time do Sakai Blazers, de Osaka, vice-campeão nas duas últimas edições da Copa do Imperador. JP San classificou o triunfo sobre a Austrália "como um momento inesquecível". "É a primeira vez que avançamos à segunda rodada", disse ele. "Foi histórico, uma recompensa por muitos anos de trabalho duro." Agora no Grupo L, Camarões enfrenta EUA e República Tcheca, em Ancona. A equipe joga apenas na sexta, contra os americanos. Novo avanço no Mundial parece pouco provável, mas o camaronês adota um discurso otimista com o resultado já conquistado na Itália. "Não tenho dúvidas de que a vitória vai servir para catapultar o vôlei em Camarões e em toda a África", disse JP San. "Estou orgulhoso de fazer parte desta história." A força africana no Mundial ganhou mais força com a classificação à segunda fase também do Egito, principal força do continente no vôlei. "Foi uma classificação história para nós", afirmou o treinador do Egito, Antonio Giacobbe, que comandou a Tunísia rumo à segunda rodada no Mundial de 2006. Os egípcios estão no Grupo I e enfrentam a Rússia, amanhã, e a Espanha, no sábado".

ÊÊÊÊÊ Galo, vamo acordar!!!!

"Cidinha, li sua crônica e achei que aborda questões interessantes, mas penso que focou exageradamente na figura do Kalil (e seus problemas). Ele, sem dúvida, tem um desequilíbrio muito prejudicial ao time e não consegue conciliar a função de presidente com a trajetória de torcedor fanático. Mas, mesmo assim, tem méritos na reestruturação do Galo. Além disso, como o assunto principal seriam os possíveis motivos da derrocada do Galo em 2010, acho que seria legal ir além do Kalil. Aproveito o embalo e por ser um tema que vivencio (e com o qual sofro um bocado), aponto algumas questões que, na minha opinião, pesaram bastante para esse quase desfecho trágico. 1 - há muitos e muitos anos, o Galo não tinha condições de fazer investimentos significativos em estrutura, comissão técnica e elenco. Tendo o seu CT escolhido como o melhor do país, buscou uma comissão técnica cara e disputada (tinha proposta do Internacional, que disputaria a Libertadores) e contratou os jogadores solicitados pelo treinador (sendo que, em alguns casos, vários outros times estavam na disputa pela contratação); 2 - creio que aí começam os erros de planejamento. Após a conquista do mineiro, de nível técnico muito fraco, o Galo abriu mão de vários jogadores que formavam uma base e não providenciou reposição à altura ou em melhor nível. Um exemplo claro é a lateral direita, que tinha como opções Coelho e Carlos Alberto. Reconhecidamente não eram uma Brastemp, mas além da possibilidade de utilizar o Carlos Alberto também como volante (posição de origem), os nomes contratados (Diego Macedo e Rafael Cruz) são inferiores tecnicamente; 3 - entre os novos reforços, a maioria estava fora de forma. Diego Souza, Mendez e Daniel Carvalho, para ficar nos nomes principais, estavam claramente sem condições ou se recuperando de problemas físicos um pouco mais sérios. Ou seja, o sonhado time do treinador era uma promessa utilizada como desculpa a cada derrota, pois quando esses jogadores começassem a jogar tudo mudaria e o Galo se reencontraria com as vitórias; 4 - aparentemente houve falha na preparação física, pois estamos chegando na reta final do campeonato e, visivelmente, muitos jogadores do Galo conseguem jogar apenas um tempo. Se lembrarmos que os times ainda tiveram um intervalo de 40 dias, durante a Copa do Mundo, para apurarem questões físicas, técnicas e táticas, não dá para entender que nessa altura do campeonato o time sofra seguidas derrotas e, ao mesmo tempo, demonstre cansaço e desorganização em campo; 5 - como se não bastassem todos esses complicadores, muitos rumores apontam problemas de relacionamento no grupo, que estaria rachado. Contratações caríssimas que receberam o status de estrela principal (estampando o número 1 na camisa) e não corresponderam, declarações desastrosas do Kalil e incompetência do treinador para comandar o grupo parecem ter piorado o que já não estava bom; 6 - há alguns dias, um jornalista usou uma expressão interessante: o Galo se encantou com a “marca Luxemburgo”. A trajetória vitoriosa, o alto investimento, a suposta multa caríssima, entre outros fatores, fizeram com que a diretoria adiasse cada vez mais uma mudança. E, por ironia do destino, num ano em que o Galo iniciou a disputa do campeonato com promessas de título, com comissão técnica, elenco e condições administrativas que permitiam almejar isso, o rebaixamento se aproxima e talvez não haja mais tempo para o competente Dorival Júnior conseguir mudar o final dessa história. Bom, Cidinha, é isso. Aproveitei a oportunidade para organizar minhas ideias de torcedor e continuar acreditando. Tudo que o time mostrou até agora não o credencia para uma arrancada final, mas atleticano é atleticano. Precisamos acreditar. Abraço, Pablo".

28 de set de 2010

Tantinho canta Padeirinho da Mangueira, em São Paulo

Tantinho da Mangueira fará show no Sesc Pompeia com a participação de Germano Mathias. Partideiro e autor de muitos sambas da escola, Tantinho homenageou, em seu último CD "Tantinho canta Padeirinho da Mangueira", o compositor mangueirense Padeirinho. Este trabalho teve direção musical de Paulão Sete Cordas e recebeu os prêmios de melhor disco e melhor cantor de samba no Prêmio da Música Brasileira edição 2010. Dia 02/10, no Sesc Pompéia, às 21:30.

26 de set de 2010

Livros novos do Edimilson na área

Recebi, no início de setembro, diretamente da terra dos cariocas do brejo, os livros mais recentes do mano Edimilson de Almeida Pereira: Homeless e variaciones de un libro de sirenas, ambos de poesia. Aproveito para agradecer a ele pelo envio. As publicações são da Sans Chapeu / Mazza Edições. Planejo lê-las em breve.

25 de set de 2010

Minhas plantas

Hoje fizeram a pergunta fatídica: “Como é que tu, sendo mineira, escreveste sobre gaúchos?” E completaram: “Por acaso moras aqui em Porto Alegre? Como foi que te acharam?” Ao primeiro questionamento respondi que não escrevi sobre o referido gaúcho genérico, escrevi sobre afro-gaúchos, matéria de outra ordem, para a qual meu pertencimento africano-diaspórico me dá suficientes autoridade, leveza, discernimento, compromisso, alegria e gratitude para abordar. À segunda pergunta respondi que já morei em 5 ou 6 cidades do mundo, ainda não, em Porto Alegre, mas meu trabalho literário tem caminhado à minha frente e isso facilita que as pessoas me “achem”. No mais, que Ogum continue a malhar bastante, pois ainda terá muito ferro para fundir em meu nome.

Colônia Africana, um bairro esquecido de Porto Alegre

Para acessar o blogue do livro, clique aqui

23 de set de 2010

Larousse lança biografia de Louis Armstrong

(Deu no PublishNews). Muito já foi escrito sobre Louis Armstrong (1901-1971), um dos maiores músicos de todos os tempos, e novo título chega agora ao mercado brasileiro: Pops, a vida de Louis Armstrong (Larousse do Brasil, 512 pp., R$ 69,90 – Trad. Andrea Gottlieb de Castro Neves), de Terry Teachout. Para escrever o livro, o autor, que é colunista de cultura do Wall Street Journal, pesquisou 650 fitas de áudio gravadas pelo próprio Armstrong durante a segunda metade da vida e nas quais o músico se revela por inteiro. “Armstrong era um homem muito consciente da importância que tinha na história da arte americana”, analisa Teachout. “Ele gravou todas estas fitas justamente para salvar para a posteridade tudo o que podia de si”.

Lançamento de livro do Zinho Trindade, em São Paulo

Literatura Periférica em São Paulo

22 de set de 2010

Lançamento do GOG no Sarau Elo da Corrente, em São Paulo

Demissão de Dorival Júnior gera ‘Neymar Facts’ no Twitter

(Deu no UOL). "A vitória de Neymar na queda de braço que acabou com a demissão do técnico Dorival Junior do comando do Santos gerou uma avalanche de frases brincando com a situação no Twitter. Desde a noite na última terça-feira, quando o clube anunciou a saída do treinador, a fase “Neymar Futebol Clube” e a hashtag “#neymarfact” estão entre os assuntos mais comentados pelos brasileiros no microblog. Confira abaixo algumas das frases mais criativas feitas pelos internautas: Neymar demite juiz que marcou falta dele! Neymar não faz falta, os jogadores que caem com medo dele! #NeymarFacts. !!º mandamento: Jamais deixará de satisfazer Neymar! Deixará que ele cobre todos os pênaltis e xingue você, ou será demitido! #neymarfacts. Neymar Futebol Clube acaba de declarar o novo nome do planeta Marte, que a partir de agora será: Neymarte #Neymarfacts. Numa excursão do time infantil do Santos pela Alemanha em 1989, foi Neymar quem derrubou o Muro de Berlim. #neymarfacts. O q o presidente do Santos disse a Neymar Futebol Clube quando demitiu Dorival Junior?”Venha tesouro, não se misture com essa gentalha”. Se o Neymar participar do Big Brother Brasil e ele for eliminado… quem sai é o Pedro Bial".

21 de set de 2010

Colonos e Quilombolas - um registro iconográfico e poético da territorialidade negra em Porto Alegre

O livro “Colonos e Quilombolas” registra histórias dos territórios negros urbanos formados em Porto Alegre, findo o trabalho escravizado, por meio do testemunho e da voz iconográfica de seus protagonistas, moradores da região conhecida como Colônia Africana. O território se iniciava na atual Cidade Baixa e passava pelos bairros Bom Fim, Mont’Serrat, Rio Branco e estendia-se até o bairro Três Figueiras, onde subsiste o Quilombo dos Silva, reconhecido pelo Governo Federal, mas, diuturnamente contestado pela vizinhança, como é regra no tratamento dado aos quilombos, urbanos e rurais, em todo o país. Apesar de ter suas ruas inscritas nos mapas do século XIX, a região, popularmente conhecida como Colônia Africana, nunca foi reconhecida pela Prefeitura como um bairro da cidade. Os depoimentos e as fotografias nos contam uma história de resistência e reinvenção da vida na busca da humanidade plena, roubada pelo racismo. Os moradores da Colônia Africana nos alertam, por exemplo, que os porto-alegrenses gostam de pensar que os judeus foram os primeiros habitantes do Bom Fim. Não foram, não. Os negros chegaram antes, bem no início do século XX. Aos poucos foram imprimindo suas marcas nas festas populares e de origem religiosa que envolviam os imigrantes europeus, também moradores do bairro. A região era povoada por homens e mulheres negros qualificados para diferentes ofícios: trabalhadores(as) domésticos(as), tais como jardineiros, cozinheiras e damas de companhia; acendedores de lampião, roçadores de terrenos, lavadeiras, benzedeiras, condutores de carros e bondes, costureiras e músicos, dentre os predominantes. Como define a professora Petronilha Gonçalves na introdução da obra: “Os habitantes da Colônia Africana, assim como de outros bairros negros de Porto Alegre são colonos, não porque povoaram áreas não habitadas, ou porque se dedicaram ao cultivo de terras. São colonos porque guardaram, aqueceram e lançaram em seus descendentes, sementes de culturas africanas e histórias de antepassados trazidos à força da África. Sementes que germinaram em trabalhos, celebrações, festejos, jogos, cuidados e criatividade. Os negros colonos, como os quilombolas de que trata este livro, são guardiões de conhecimentos e da sabedoria que os escravizados trouxeram em seus corpos, consciência, sentimentos, e com os quais ajudaram a erguer a nação brasileira. São colonos e quilombolas porque resistem às reiteradas tentativas de desqualificação e de extermínio, porque ergueram e continuam erguendo fundamentos das africanidades brasileiras, resistindo para não desligar de suas origens.” Para narrar estas histórias, Cidinha da Silva se juntou às gaúchas Dorvalina Fialho, Vera Daisy Barcellos e Zoravia Bettiol, sob coordenação editorial de Irene Santos, e escreveu dez textos ficcionais a partir de depoimentos de ex-moradores da Colônia Africana para o livro “Colonos e Quilombolas”, um registro épico da territorialidade negra em Porto Alegre. Em tempo: Emanoel Araújo ocupou-se do prefácio da obra. Para acessar o blogue do livro clique aqui

18 de set de 2010

Obama vai publicar livro infantil

(Deu no Publish News). "O presidente dos Estados Unidos Barack Obama escreveu um livro infantil que será lançado em 16 de novembro. Of Thee I Sing: A Letter To My Daughters foi escrito antes dele tomar posse em janeiro de 2009. O livro de 40 páginas é um tributo a 13 americanos - do primeiro presidente, George Washington, à lenda do baseball, Jackie Robinson. Ele já lançou outros dois livros, que se tornaram best-sellers. O lucro obtido com a venda será doado a um fundo de bolsas escolares para filhos de soldados mortos ou feridos em guerra. O lançamento é da Random House, que assinou, em 2004, um contrato com Obama para três livros (esse ainda é o segundo), informou a Associated Press".

Eles eram muitos cavalos - edição de bolso

17 de set de 2010

Nicki Minaj se declara contra a homofobia na cena hip-hop

(Deu no UOL). "Nicki Minaj (pronuncia-se Nique Mainá), considerada uma das promessas do rap para esse ano, posou para a revista GLS OUT de setembro e defendou o fim da homofobia na cena hip-hop. "Eu sei que existem inúmeros rappers gays, eles deveriam sair do armário", diz a afro e indo-descendente de 25 anos para a publicação. Nascida no Queens, em Nova York com o nome de Onika Tanya Maraj, ela acredita que sua posição é mais fácil para lutar contra o preconceito aos homossexuais no rap. "Obviamente, a maioria dos cara dos hip hop não querem que você pense que eles são gays [...] Eu sou mulher, então eu tenho mais flexibilidade. E eu não quero perder credibilidade de maneira alguma se eu dizer que uma garota é sexy". Minaj diz que se sente curiosa em relação ao sexo com mulheres. Mas suas letras adoram provocar como: "Eu apenas paro para os pedestres e para uma verdadeira lésbica má", que Minaj repete várias vezes no rap Go Hard. O estilo escrachado ganhou fãs como Kanye West e em 2009, assinou contrato com a Young Money Entertainment, com primeiro álbum de estúdio previsto para 23 de novembro: Pinky Friday. Alguns críticos já a chamam de Lady Gaga do rap, outros a comparam com Beyoncé. Talvez, ela tenha algo de Grace Jones na performance ou Betty Boo no figurino, mas definitivamente ela traz uma nova postura para a quase sempre sisuda rap music".

16 de set de 2010

Mostra de Animação da Diversidade Sexual chega a SP e RJ

(Deu no Mundo Mix, por : Irving Alves). "Nos próximos dias Rio de Janeiro e São Paulo vão receber a segunda edição da Íris - Mostra Internacional de Animação da Diversidade Sexual, que ao todo conta com 60 filmes em sua programação. As produções, entre micros e curtas metragens, são oriundas de 24 países e foram divididos em 8 programas, sendo cinco competitivos. Um deles é Boy Boy Boys, que trata do universo masculino. Já o programa Mulheres Super Poderosas é composto por produções que focam em mulheres homoafetivas. Outro é o Coisas de Diva, que exibirá animações de conteúdo "transanimado". A lista fica completa com três especiais: um deles dedicado a David Jones, o artista xerox, que utiliza a técnica de animação stopmotion com cópias, recortes e colagens de fotografias homoerótica; outro inspirado no trabalho do ilustrador Alan Nóbrega, que também participa de um bate-papo. As melhores animações exibidas durante a edição 2009 da Íris também ganharam um programa especial. O Mix destaca alguns trabalhos que serão exibidos este ano. Um deles é "Não pise a grama", que conta a história real de J.C., que viciou-se em sexo no Aterro do Flamengo por 11 anos. Outro é o belga "Je te pardonne", no qual dois fortões discutem, lutam, mas depois se perdoam". (Foto: cena do belga Je te pardonne). Íris - Mostra Internacional de Animação da Diversidade Sexual: Rio de Janeiro De 15 a 19 de setembro Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241) Sessões das 18h às 20h30 (nos dias 15, 16 e 17) e das 15h30 às 20h30 (nos dias 18 e 19). São Paulo De 24 a 30 de setembro Reserva Cultural (Av. Paulista, 900) Sessões às 20h e 21h30 (entre os dias 24 e 29) e às 13h e 21h30 (no dia 30). Mais informações: www.mostrairis.com.br

15 de set de 2010

Salgado Maranhão no Rio de Janeiro

(Deu no Publish News). "O poeta Salgado Maranhão participa do painel “Livros vivos, Histórias originais”, tema do quinto ano do programa Quarta às Quatro, da Biblioteca Nacional (Rua México, s/nº - Centro - Rio de Janeiro/RJ). Maranhão conversa com o público nesta quarta-feira (15), às 16h, com mediação do curador do programa e professor da UFRJ, Vitor Iorio. A conversa intitulada “A cor da palavra” abordará aspectos da vida e obra do escritor".

Livro da Ana Rüsche em São Paulo

14 de set de 2010

Coletivo Cultural Poesia na Brasa lança nova antologia

Arte contemporânea de Gérard Quenun no Museu Afro Brasil

Moção de Repúdio contra a ação criminosa da Rede Globo em relação às mulheres que praticam aborto

(Texto da Marcha Mundial das Mulheres). "É “fantástico” como a Rede Globo, ao longo dos últimos anos, tem cumprido um papel de afirmar e incrementar visões conservadoras na sociedade brasileira de forma geral, e de reafirmar a ideia do aborto como assassinato, em particular. As novelas da Globo têm sido o principal instrumento para veicular esta visão de aborto como crime e taxar as mulheres que o praticam de assassinas. Não bastasse, esta emissora tem também assumido um papel policialesco, ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino. Não podemos esquecer que o estouro de uma clínica no Mato Grosso do Sul, no final de 2007, que resultou na exposição pública do nome de dez mil mulheres e na condenação de trabalhadoras e de mulheres que fizeram aborto, foi desencadeada a partir da ação desta emissora, após denúncia feita contra a clínica. A partir deste episódio, tem se desenvolvido no Brasil uma ação sem precedentes de criminalização do aborto. Inclusive com a proposta de uma CPI do aborto, contra a qual os movimentos têm lutado. Sabemos que a Rede Globo não está sozinha. Ela se articula com o setores mais conservadores da sociedade, que reúne parlamentares e igreja católica, com o intuito de retroceder nos poucos avanços que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos. No domingo, 1º de agosto, o programa Fantástico fez uma reportagem no mínimo revoltante. Em uma ação policialesca, entrou em clinicas clandestinas de Salvador, Belém e Rio de Janeiro para denunciar o aborto clandestino. Como sempre, foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres, marcando assim o caráter de classe da criminalização do aborto. Por que não mostrou as clínicas em que as artistas e celebridades da Globo fazem abortos? Por que não mostrou os médicos as atendem? Ficou claro as mulheres ricas e as artistas da globo ficam preservadas, pois para elas o aborto não é problema, e nem é feito nestas clínicas. Esta atuação da Globo somente reforça a já emblemática situação de criminalização instaurada no país. Sabemos que o aumento da repressão empurra as mulheres pobres para práticas de aborto cada vez mais inseguras, condenando-as a correr graves riscos para suas vidas, e para sua saúde física e psíquica. Além de não contribuir para reduzir este grave problema de saúde pública, alem de demarcar o lugar de subordinação das mulheres, já que elas não têm o direito de decidir sobre seus corpos e suas vidas. É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização. São elas que recorrem à clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar para países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas. Diante de tudo isso, nós, mulheres da Marcha Mundial, vimos a público repudiar esta ação criminosa da Rede Globo contra as mulheres pobres que praticam aborto. Ao invés de punição, nós propomos para o Brasil uma política pública integral de saúde que auxilie mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Somente a legalizaçao do aborto no Brasil é capaz de reverter a situação dramática da clandestinidade do aborto, que mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas. Fazemos coro com os movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação para dar um basta nesta postura criminosa, reacionária e autoritária da Rede Globo. Fora Rede Globo! Basta de violência contra a mulher! Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!"

13 de set de 2010

Para salvar a vida: as mulheres no poder

(Deu no jornal O Tempo, por *Leonardo Boff). "Há uma feliz singularidade na atual disputa presidencial no Brasil: a presença de duas mulheres, Marina Silva e Dilma Rousseff. Elas são diferentes, cada qual com seu estilo próprio, mas ambas com indiscutível densidade ética e com uma compreensão da política como virtude a serviço do bem comum e não como técnica de conquista e uso do poder, geralmente, em benefício da própria vaidade ou de interesses elitistas que ainda predominam na democracia que herdamos. Elas emergem num momento especial da história do pais, da humanidade e do planeta Terra. Se pensarmos radicalmente e chegarmos à conclusão como chegaram notáveis cosmólogos e biólogos de que o sujeito principal das ações não somos nós mesmos, num antropocentrismo superficial, mas é a própria Terra, entendida como superorganismo vivo, carregado de propósito, Gaia e Grande Mãe, então diríamos que é a própria Terra que através destas duas mulheres nos está falando, conclamando e advertindo. Elas são a própria Terra que clama, a Terra que sente e que busca um novo equilíbrio. Esse novo equilíbrio deverá passar pelas mulheres predominantemente e não pelos homens. Estes, depois de séculos de arrogância, estão mais interessados em garantir seus negócios do que salvar a vida e proteger o planeta. Os encontros internacionais mostram-nos despreparados para lidar com temas ligadas à vida e à preservação da Casa Comum. Nesse momento crucial de graves riscos, são invocados aqueles sujeitos históricos que estão, pela própria natureza, melhor apetrechados a assumirem missões e ações ligadas à preservação e ao cuidado da vida. São as mulheres e seus aliados: aqueles homens que tiverem integrado em si as virtudes do feminino. A evolução as fez profundamente ligadas aos processos geradores e cuidadores da vida. Elas são as pastoras da vida e os anjos da guarda dos valores derivados da dimensão da anima (do feminino na mulher e no homem) que são o cuidado, a reverência, a capacidade de captar, nos mínimos sinais, mensagens e sentidos, sensíveis aos valores espirituais como a doação, o amor incondicional, a renúncia em favor do outro e a abertura ao Sagrado. O feminismo mundial trouxe uma crítica fundamental ao patriarcalismo que nos vem desde o neolítico. O patriarcado originou instituições que ainda moldam as sociedades mundiais como: a razão instrumental-analítica que separa natureza e ser humano e que levou à dominação sobre os processos da natureza de forma tão devastadora que se manifesta hoje pelo aquecimento global; criou o Estado e sua burocracia, mas organizado nos interesses dos homens; projetou um estilo de educação que reproduz e legitima o poder patriarcal; organizou exércitos e inaugurou a guerra. Afetou outras instâncias como as religiões e igrejas cujos deuses ou atores são quase todos masculinos. O “destino manifesto” do patriarcado é do dominium mundi (a dominação do mundo), com a pretensão de fazer-nos “mestres e donos da natureza”(Descartes). Atualmente, os homens (varões) se fizeram vítimas do “complexo de deus” no dizer de um eminente psicanalista alemão K. Richter. Assumiram tarefas divinas: dominar a natureza e os outros, organizar toda a vida, conquistar os espaços exteriores e remodelar a humanidade. Tudo isso foi simplesmente demais. Não deram conta. Sentem-se um “deus de araque” que sucumbe ao próprio peso, especialmente porque projetou uma máquina de morte, capaz de erradicá-lo da face da Terra. É agora que se faz urgente a atuação salvadora da mulher. Damos razão ao que escreveu anos atrás o Fundo das Nações Unidas para a População: “A raça humana vem saqueando a Terra de forma insustentável e dar às mulheres maior poder de decisão sobre o seu futuro pode salvar o planeta a destruição”. Observe-se: não se diz “maior poder de participação às mulheres” coisa que os homens concedem mas de forma subalterna. Aqui se afirma: “poder de decisão sobre o futuro”. Essa decisão, as mulheres devem assumir, incorporando nela os homens, pois caso contrário, arriscaremos nosso futuro. Esse é o significado profundo, diria, providencial, das duas candidatas mulheres à presidência do Brasil: Marina Silva e Dilma Rousseff". *Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ.

10 de set de 2010

Partituras inéditas de Pixinguinha em livro

(Deu no PublishNews). "Uma das facetas pouco conhecidas do compositor e instrumentista Pixinguinha é a de arranjador genial. Entre as décadas de 1940 e 1950 ele trabalhou como diretor musical do programa “O Pessoal da Velha Guarda”, transmitido pela Rádio Tupi e apresentado por Almirante, onde fazia arranjos tanto para composições mais antigas, de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e outros, como para obras de compositores contemporâneos, como Jacob do Bandolim e o próprio Pixinguinha. É este lado inédito que se pode ver em Pixinguinha na pauta: 36 arranjos para o programa O Pessoal da Velha Guarda (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Instituto Moreira Salles, R$ 120)".

Sobre a nova lei de direitos autorais

(Deu em O Estado de São Paulo, por Jotabê Medeiros). "O ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou ontem o balanço da consulta pública da nova Lei de Direitos Autorais, que durou 79 dias e recebeu 8.431 sugestões. Ferreira informou que vieram sugestões de quase todo o País, à exceção de quatro Estados: Alagoas, Acre, Roraima e Tocantins. A intenção do Ministério é levar o anteprojeto de lei ao Congresso até o fim do ano. No relatório do governo, está informado o seguinte: "Detectou-se a repetição de centenas de participações com um mesmo padrão de conteúdo, a partir de poucos endereços IP (internet protocol)". "Determinados grupos, aparentemente, adotaram a prática para criar um cenário artificial", admitiu Marcos Souza, diretor de Direitos Intelectuais do MinC. Souza diz que a ideia da consulta pública não é para "colher manifestações de caráter plebiscitário", mas aperfeiçoar e enriquecer o texto. Dessa forma, o governo separou as sugestões em contribuições (as que trazem argumentos efetivos) e manifestações (gente que concorda ou que discorda, mas sem argumentação). Segundo apurou a reportagem, cerca de 7 IPs foram responsáveis por 25% de todas as inserções no sistema do MinC".

6 de set de 2010

Sarau Griots, outra vez na área

Lançamento: O marimbondo do quilombo

(Texto de divulgação). "A ginga do muleke é fazer o carcará o levar de volta ao reino de Zambi. Foi num cochilo que as garras do pássaro o retiraram de lá. Daí, a busca por algo perdido – o muleke, o seu reino; o carcará, o seu calango. E o marimbondo? Ah! Este registra a história para não a perder também. Venha aterrizar em meio aos cristais das terras kalungas, brincar com o eco das cavernas dos quilombos de Eldorado ou escorregar no baobá gigante de Quissange. O Marimbondo do Quilombo é como um cafuné a mediar repertórios afro-brasileiros. De Heloísa Pires Lima."

5 de set de 2010

Muhammad Ali completa 50 anos de ouro olímpico

(Deu no UOL Esporte / de agências internacionais). “Flutua como borboleta, pica como abelha”. Foi com esta frase que Muhammad Ali definiu seu estilo, como um dos melhores - para alguns o maior - pugilista de todos os tempos. Sua história de sucesso começou a ser conhecida pelo grande público há exatos 50 anos. Em 5 de setembro de 1960, ele faturou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Roma, na Itália, sua primeira conquista de peso. OURO EM ROMA, ANTES DO CINTURÃO 18 ANOS Tinha Cassius Clay quando conquistou o primeiro ouro, diante de um adversário de 25. Hoje tem 68. 56 VITÓRIAS Somou o pugilista, chegando ao título dos pesados e enfrentando rivais como Frazier e Foreman. Ele teve apenas 5 derrotas, em 20 anos de profissional. 1978 O ano marcou o último título de Ali, na revanche contra Spinks. Depois perdeu 2 antes de parar. Mesmo sendo um peso pesado, Cassius Clay - que só depois seria conhecido como Ali, na sua conversão ao islamismo - ficou conhecido por combinar à força dos golpes sua ímpar característica de habilidade e agilidade, fatores que o levaram ao título mundial. O primeiro passo do garoto negro de 18 anos, nascido em Louisville e conhecido pelo sorriso contagiante, foi em Roma, ainda lutando como um meio-pesado. Cassius Marcellus Clay foi à final contra o polonês Zbigniew Pietrzykowski, depois de ter vencido o belga Yan Becaus, o russo Gennady Shatkov, ouro nos médios em Melbourne-1956, e o australiano Tony Madigan. O oponente pelo ouro era experiente, com 25 anos, três títulos europeus e um total de 231 lutas, além do bronze entre os médios ligeiros, quatro anos antes. Mas, com sete anos menos e um cartel de 100 vitórias e apenas cinco derrotas, Clay pensava poder resistir. Foi melhor do que isso. “Clay passou os primeiros assaltos tentando evitar agilmente qualquer tentativa de Pietrzykowski o atacar. Mas logo no terceiro dominou seu rival para ganhar por decisão clara e unânime”, detalha David Wallechinski, em seu livro sobre os Jogos Olímpicos. No último assalto, o jogo de pernas “enlouquecido” do campeão deu uma amostra do que se veria em sua carreira profissional. A entrevista coletiva após a vitória também foi importante por mostrar outra preocupação, fora dos ringues, a luta em favor dos negros. Questionado por um soviético sobre o fato de não poder comer em determinados restaurantes por sua cor de pele, disse que “a América é o maior país do mundo e há um monte de lugares onde posso comer, mais do que os em que não posso”, disse. Sem desgrudar de sua medalha, foi recebido com festa em Louisville. Mas percebeu que sua fala não era bem verdade. Em sua biografia, “Muhammad Ali - O Rei do Mundo”, ele conta que parou em um restaurante só para brancos e pediu hambúrgueres, mas uma funcionária se negou a servi-lo. “Sou Cassius Clay, campeão olímpico”, clamou, sem ser ouvido. Decepcionado, Clay jogou sua medalha no rio Ohio. Era apenas uma decisão polêmica em uma vida que não se limitou ao boxe. Ele se converteu ao islamismo, mudou de nome para Muhammad Ali, negou-se a servir o exército norte-americano na guerra contra o Vietnã e foi punido por isso e, após tantas conquistas, sofre até hoje com o mal de Parkinson, diagnosticado em 1984. Com as luvas, também viveu de altos e baixos, perdendo o cinturão, mas o recuperando contra Leon Spinks, já em fim de carreira, em 1978. O próprio começo de Ali no boxe foi com problemas, uma vez que quando tinha 12 anos teve a bicicleta roubada. Ao encontrar com o policial Joe Martin, disse que daria uma surra no bandido se o encontrasse. “Aprenda antes a boxear”, disse a autoridade, também um treinador. Semanas depois, o garoto vencia seu primeiro combate. A conquista do ouro olímpico alavancou Ali para o mundo do boxe profissional, estreando em outubro do mesmo ano, com triunfo por pontos. Foi o início de uma invencibilidade de quase 11 anos - por três, no entanto, foi impedido de lutar devido à recusa de ir à guerra. Muhammad Ali acende a pira olímpica em Atlanta; no mesmo ano, ganhou réplica do ouro que atirou no rio Ohio, em protesto a leis racistas dos EUA Nos anos 70 é que aconteceriam suas maiores conquistas, com vitórias contra Joe Frazier, George Foreman e Chuck Wepner, entre outros, numa história que virou filmes, livros e documentários. Depois do episódio em que conta ter jogado seu ouro olímpico no rio Ohio, Muhammad Ali voltou a ter sua medalha. Uma réplica, é verdade. O norte-americano foi homenageado durante os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. Mesmo trêmulo devido à sua doença, ele acendeu a pira olímpica na cerimônia de abertura e recebeu uma réplica do que conquistara em 1960, uma forma de o país se desculpar ao campeão e mostrar o quão duro foi nascer negro em sua época, ainda que se tornando um campeão olímpico da nobre arte.

3 de set de 2010

Colonos e Quilombolas

Entreguei o último texto do “Colonos e Quilombolas” com uma mão, recebi a foto da equipe na outra. Pedi autorização à coordenadora editorial, Irene Santos (a que está sentada), para divulgar uma crônica ou outra aqui no blogue. Ela liberou apenas trechos e isso para mim não serve. Gosto do texto inteiro, nada de pedacinhos. Foi muito bom escrevê-los, dez ao todo. Passei por temas como os saberes das mulheres, lavadeiras e benzedeiras, em especial; o carnaval e os bailes nos clubes da Colônia Africana; o impacto da morte de Getúlio no povo negro e histórias de amor eterno vividas por personagens da Colônia. Trabalhei a partir de algumas imagens de época e de depoimentos transcritos. A Irene enviou também a voz das pessoas entrevistadas, mas por um motivo qualquer, escolhi não ouvi-las. Creio que para evitar ser fiel a elas. O resultado final me agradou muito. Assim que o livro for lançado em Porto Alegre, dia 19 de outubro próximo, divulgarei uma crônica ou outra por aqui.

Obama vira desenho animado na TV estadunidense

"Logo após ser eleito, Obama apareceu em várias histórias em quadrinhos e agora participará no desenho The Cleveland Show, comédia de Seth McFarlane, criador de Family Guy. O episódio é Harder, Better, Faster, Browner e vai ao ar em 26 de setembro".

2 de set de 2010

Salgado Maranhão é finalista do Jabuti 2010 (poesia). Parabéns!

Diário do hospício e Cemitério dos vivos, dois livros de Lima Barreto reeditados

(Texto de divulgação). "O volume reúne duas obras de Lima Barreto, Diário do Hospício e a novela inacabada O Cemitério dos vivos. O primeiro é um documento impressionante da internação do escritor no Hospício Nacional dos Alienados (RJ). O segundo enfrenta a experiência da loucura em chave ficcional. Publicados postumamente, em 1953, funcionam como vasos comunicantes. Esta nova edição conta com um prefácio exclusivo de Alfredo Bosi e oferece um conjunto inédito de informações que entrelaça diferentes disciplinas: crítica literária, história e psiquiatria. Também traz textos de Machado de Assis, Raul Pompéia e Olavo Bilac sobre o hospício como instituição". Publicação da Cosac Naify.