Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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2 de jun de 2011

Os Crespos Somente 2 apresentações da novo trabalho "Além do Ponto", em São Paulo...

Neste Mês de Junho a Peça está compondo a Mostra 59, que acontece no Tusp (teatro da universidade de São Paulo) localizado à Rua Maria Antônia, 294, Consolação. Somente nos Dias 16 e 17 De junho Quinta e Sexta, às 21h. “Além do Ponto” O mais recente trabalho da Cia Os Crespos, contou novamente com a Direção de José Fernando de Azevedo. Fruto de um processo colaborativo como sempre acontece com o Coletivo. A Pesquisa agora foi uma esplanada sobre o amor e seus desdobramentos, e uma tentativa de traçar um olhar para as afro-afetividades na contemporaneidade. Numa sociedade onde prevalece a supremacia dos brancos, a vida dos negros é permeada por questões políticas que explicam a interiorização do racismo e de um sentimento de inferioridade. Esses sistemas de dominação são mais eficazes quando alteram nossa habilidade de querer e amar. Nós negros temos sido profundamente feridos, como a gente diz, "feridos até o coração", e essa ferida emocional que carregamos afeta nossa capacidade de sentir e consequentemente , de amar. Somos um povo ferido. Feridos naquele lugar que poderia conhecer o amor, que estaria amando. A vontade de amar tem representado um ato de resistência para os Afro- brasileiros . Mas ao fazer essa escolha, muitos de nós descobrimos nossa incapacidade de dar e receber amor. Partindo do pré suposto que o amor cura e nossa recuperação está no ato e na arte de amar, o jogo dos personagens em cena é, a partir da separação, Sidney Santiago e Lucélia sergio vivem um casal que tentam imaginar um amor sem dor, a separação como a cura para uma doença e não como um fim.Através da estrutura do Fragmento os encontros são lançados um a um chegando a totalidade de nove.Nove tentativas para encontrar um fim. Num jogo de pergunta e resposta a história é revisitada, a mala é aberta e os nos da dor são desfeitos um á um. Ela e Ele não possuem nome, se encontram a primeira vez depois de exatos 42 dias ,aproximam-se timidamente, se olham e perguntam se estão prontos para viver o encontro. “Será que o fim nos permite reconhecer, de novo, uma primeira vez?” Os personagens imersos nessa situação limite - que é uma ruptura - olham para seu percurso, seus encontros, já em outro lugar, com o olhar da mudança. O objetivo da montagem é chegar a um ambiente de afetividade em que a relação de proximidade com o público possibilite uma conversa, pensar sobre o que permanece depois do fim. Além dos atores a montagem conta com uma Dj (Dani Nega) que faz as vezes de cupido urbano,colocando cada disco na agulha no instante exato ,dando sonoridade , pausa e suspensão para cada impulso. A direção de arte é de Antônio Vanfil, que criou um cenário inspirado no apartamento de um casal que acaba de se separar, entulhado de objetos, caixas no chão, livros e discos espalhados, tudo a ser dividido e transformado. O fato de a encenação ocorrer em um corredor com plateia dos dois lados, reforça o conceito de separação e faz com que o espaço se torne um aliado do cenário. Durante a pesquisa para a criação da dramaturgia, os atores registraram em vídeos depoimentos pelas ruas de São Paulo, colhendo histórias de amor pessoais. Durante esta etapa do trabalho, uma pergunta foi escolhida para fazer ao público: “Como seus pais se conheceram?”. E dessa indagação simples assim, surgiram depoimentos surpreendentes. “Para responder a esta pergunta, a pessoa pensa – de onde eu vim? – e isso gera uma resposta sempre interessante”. Alguns destes vídeos são projetados durante a peça confrontados com relatos dos próprios atores. , espaço para o improviso junto com a plateia. Já o microfone é utilizado pelos atores nos momentos de narrativa e diálogo com o espectador. Ao final dos nove encontros e diante da impossibilidade privada de encontrar um final feliz, a tarefa vira coletiva , os atores abrem a obra e pedem sugestões para a platéia dar um destinos aos personagens,vale tudo a escolha de um local, uma década,uma música,uma proposta final para a vida dos personagens e assim cada dia é construído um final para contar o percurso de Além do Ponto.
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