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15 de jun de 2016

Sete notas sobre a Deputada Eronildes Carvalho


Por Cidinha da Silva

1 - Sim! É uma mulher negra como eu, como muitas de nós. Pertencemos à mesma comunidade de destino, ou seja, partilhamos origem racial comum, herança sócio-cultural semelhante e seremos alvo de racismo enquanto o racismo existir. Aqui terminam nossas semelhanças.
2 - No jogo da política partidária real, aquele mesmo que os amigos anarco-punks, anti-PT e anti-esquerda deram-se ao luxo de alijar-se ou de apenas gritar sandices contra quem optou por defender a democracia e por jogar o jogo possível da política, ela prestou um serviço ao país ao votar pela cassação de Cunha.
3 - Isso não significa que ela tenha mudado de campo. Eronildes Carvalho contínua não respeitando a pluralidade religiosa e propaga discurso LGBTfóbico que nos quer mortas, mortos, bem como quer ver as casas de asé no chão.
4 - Parece que além do espaço midiático que a pressão popular lhe facultou para dar visibilidade ao projeto político de futuro (candidatura a cargo do Executivo em Salvador) houve também orientação dos manda-chuvas da igreja a que pertence, para torcer o pescoço de Cunha e escanteá-lo em disputa "teológica" interna.
5 - Para mim, trata-se de uma deputada de direita e a compreendo e situo no mesmo campo que seus pares. Torço para que ela não tenha o mesmo final trágico de Celso Pitta, ex-prefeito de São Paulo, afilhado de Paulo Maluf, o corrupto-mor que continua lépido e fagueiro, e ele, Pitta, morto, desonrado e esquecido.
6 - Não componho com gente de direita e nem a defendo.
7 - Obviamente, não defenestro Eronildes Carvalho por ser negra. Obviamente, não! E sei bem como o racismo opera para destruí-la agora e como agirá eficazmente, quando ela deixar de ser útil ao projeto de poder deles.
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