Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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20 de mai de 2010

Obá e o tapete de rosas

("Passagem da tradição nagô de Alagoas, narrada pelo Ogã Cacau. Segundo ele, esta história se passou antes do episódio em que as artimanhas de Oxum fazem Obá perder a orelha, mostrando assim que 'não foi Oxum quem começou tudo'". Do livro "Oxum", de Luis Filipe de Lima, Pallas Editora). "Oxum e Obá, ambas esposas de Xangô, tinham rixa antiga, com ciúmes uma da outra. Mas conviviam bem, dentro do possível. Até que um dia Obá resolveu convidar Oxum para uma festa, em seu palácio. Oxum, que era a convidada de honra, vestiu um belo vestido, enfeitou-se com jóias, perfumou-se e foi com sua comitiva até o palácio de Obá. Quando lá chegou, viu que havia um lindo e comprido tapete de pétalas de rosas, já no salão principal, extendido em sua honra. Então Oxum pisou no tapete - descalça, como os orixás sempre andam - e teve uma desagradável surpresa: Obá pusera brasas escondidas debaixo das pétalas de rosas. Os pés de Oxum começaram a arder, mas ela, altiva, não quis demonstrar nenhum sinal de dor. Foi andando por todo o tapete sem reclamar, sorrindo majestosa para todos. Oxum nada falou com Obá. Ficou à espera de um dia em que pudesse responder à altura. Os pés de Oxum ficaram queimados - e é por isso que ela até hoje pisa macio".
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