Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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29 de set de 2010

ÊÊÊÊÊ Galo, vamo acordar!!!!

"Cidinha, li sua crônica e achei que aborda questões interessantes, mas penso que focou exageradamente na figura do Kalil (e seus problemas). Ele, sem dúvida, tem um desequilíbrio muito prejudicial ao time e não consegue conciliar a função de presidente com a trajetória de torcedor fanático. Mas, mesmo assim, tem méritos na reestruturação do Galo. Além disso, como o assunto principal seriam os possíveis motivos da derrocada do Galo em 2010, acho que seria legal ir além do Kalil. Aproveito o embalo e por ser um tema que vivencio (e com o qual sofro um bocado), aponto algumas questões que, na minha opinião, pesaram bastante para esse quase desfecho trágico. 1 - há muitos e muitos anos, o Galo não tinha condições de fazer investimentos significativos em estrutura, comissão técnica e elenco. Tendo o seu CT escolhido como o melhor do país, buscou uma comissão técnica cara e disputada (tinha proposta do Internacional, que disputaria a Libertadores) e contratou os jogadores solicitados pelo treinador (sendo que, em alguns casos, vários outros times estavam na disputa pela contratação); 2 - creio que aí começam os erros de planejamento. Após a conquista do mineiro, de nível técnico muito fraco, o Galo abriu mão de vários jogadores que formavam uma base e não providenciou reposição à altura ou em melhor nível. Um exemplo claro é a lateral direita, que tinha como opções Coelho e Carlos Alberto. Reconhecidamente não eram uma Brastemp, mas além da possibilidade de utilizar o Carlos Alberto também como volante (posição de origem), os nomes contratados (Diego Macedo e Rafael Cruz) são inferiores tecnicamente; 3 - entre os novos reforços, a maioria estava fora de forma. Diego Souza, Mendez e Daniel Carvalho, para ficar nos nomes principais, estavam claramente sem condições ou se recuperando de problemas físicos um pouco mais sérios. Ou seja, o sonhado time do treinador era uma promessa utilizada como desculpa a cada derrota, pois quando esses jogadores começassem a jogar tudo mudaria e o Galo se reencontraria com as vitórias; 4 - aparentemente houve falha na preparação física, pois estamos chegando na reta final do campeonato e, visivelmente, muitos jogadores do Galo conseguem jogar apenas um tempo. Se lembrarmos que os times ainda tiveram um intervalo de 40 dias, durante a Copa do Mundo, para apurarem questões físicas, técnicas e táticas, não dá para entender que nessa altura do campeonato o time sofra seguidas derrotas e, ao mesmo tempo, demonstre cansaço e desorganização em campo; 5 - como se não bastassem todos esses complicadores, muitos rumores apontam problemas de relacionamento no grupo, que estaria rachado. Contratações caríssimas que receberam o status de estrela principal (estampando o número 1 na camisa) e não corresponderam, declarações desastrosas do Kalil e incompetência do treinador para comandar o grupo parecem ter piorado o que já não estava bom; 6 - há alguns dias, um jornalista usou uma expressão interessante: o Galo se encantou com a “marca Luxemburgo”. A trajetória vitoriosa, o alto investimento, a suposta multa caríssima, entre outros fatores, fizeram com que a diretoria adiasse cada vez mais uma mudança. E, por ironia do destino, num ano em que o Galo iniciou a disputa do campeonato com promessas de título, com comissão técnica, elenco e condições administrativas que permitiam almejar isso, o rebaixamento se aproxima e talvez não haja mais tempo para o competente Dorival Júnior conseguir mudar o final dessa história. Bom, Cidinha, é isso. Aproveitei a oportunidade para organizar minhas ideias de torcedor e continuar acreditando. Tudo que o time mostrou até agora não o credencia para uma arrancada final, mas atleticano é atleticano. Precisamos acreditar. Abraço, Pablo".
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