Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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9 de dez de 2011

A escritora angolana, Amélia Dalomba, lança Uma mulher ao relento no Rio de Janeiro

Sobre o livro: Uma mulher ao relento, Nandyala Editora, Belo Horizonte, 2011. O romance Uma mulher ao relento trata da trajetória de vida da narradora que, em primeira pessoa, revela suas tristezas, alegrias, indignações e resistências à prática contemporânea do alembamento (cerimônia do dote oferecido à família da noiva, quando de oficializa o trato do casamento entre as famílias envolvidas) que não respeita a mulher como sujeito ou senhora de seu futuro, contrariamente às tradições bantoangolanas, de base matriarcal. Esta obra consolida a maturidade da produção literária de Amélia Dalomba, nas tensões cotidianas das relações de gênero. Sobre a autora: AMÉLIA DA LOMBA , nasceu na Cidade de Cabinda, Angola. Tem artigos e poemas publicados em revistas e jornais e participações em CDs musicais angolanos, com letras e músicas. Ministra palestras sobre literatura e culturas de Angola, bem como sobre as relações de gênero em seu país. Estudou Psicologia Geral e simultaneamente desenvolveu a sua atividade profissional na área do Jornalismo, nomeadamente o jornalismo radiofônico e de imprensa. É colaboradora do Jornal de Angola, tendo publicado alguns dos seus textos poéticos na sua página cultural. Frequentou diversos seminários de Jornalismo, Administração e Gestão de Empresas e Formação Política. Integrando a geração de 80, denominada pelo crítico e poeta Luís Kandjimbo como a "Geração das Incertezas", ao lado de nomes como Ana Paula Tavares, Ana de Santana, Lisa Castel, entre outros, Amélia Dalomba é uma das novas vozes femininas do universo literário, cujo contributo se reveste da maior importância para o desenvolvimento da poesia angolana. Como a obra dos restantes poetas dessa geração, filha da geração da guerra colonial, a sua poiesis, assentando num projeto metalinguístico e literário de recuperação da língua, constituiu-se como um espaço de denúncia da realidade angustiante vivida na sua Angola pós-independência, sem cair no "panfletarismo ideológico" que, muitas vezes, compromete a qualidade estética. Fruto da grande desilusão provocada pela situação de corrupção, de fome, de miséria e de total desrespeito pelos direitos humanos, que caracteriza Angola, a poesia desta autora projeta, então, um "sujeito poético" desconcertado e desiludido, que vai usar a melancolia, associada à resistência, como forma de se libertar da catástrofe social que o envolve. Serviço: sábado, dia 10/12, às 18:00 no Museu da República. Rua do Catete, 153.
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