Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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26 de dez de 2016

Sobre o livro Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil

Por Ricardo Queiroz

Um ano duro e perverso chega a sua última semana. Sem dúvida, um ano de perdas das frágeis conquistas democráticas e da perda de noção do valor do que é efetivamente público.
No campo pessoal, em contraponto, conclui uma etapa da minha vida profissional com um trabalho de mestrado. O tema: políticas do livro e leitura e participação social. Defender políticas em tempos de desmantelamento é tarefa dura. Mas não há como desistir.
Em época de "convenientes" esquecimentos, aproveito o ensejo para lembrar de um importante registro bibliográfico produzido por gente que defende política pública.
Estou me referindo ao caprichado trabalho organizado pela escritora Cidinha Da Silva em 2014 e lançado num arranjo entre Fundação Palmares e Diretoria do Livro, Leitura e Biblioteca do Minc: "Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil".
Foram vinte e três autoras e vinte e cinco autores, predominantemente negros, que trataram de temas do livro e leitura sobre a égide dos quatro eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura. Reunião de textos que agiganta a importância das políticas públicas e suas intersecções culturais, raciais, étnicas, literárias. Um trabalho sério, de fôlego e inexplicavelmente (?!?!) esquecido nesses tempos ásperos.
Gostaria de deixar a sugestão a todos as companheiras e companheiros que compartilham a luta e a esperança pela política pública e pelo que é público, a começar 2017 lembrando e reforçando os diversos trabalhos que foram feitos e habitam um limbo inexplicável, tanto nas referências, como nas práticas. Passou da hora de deixarmos o isolacionismo e nos unirmos para praticar a transversalidade da vida, dos saberes e dos poderes.
Uso como referência esse importante trabalho da Cidinha, mas reforço que há muita gente e muitos outros trabalhos esquecidos e sobrevalorizados. Que 2017 seja o momento de nos unirmos em torno de um objetivo comum, pois a maquina destruidora segue firme. Viva a leitura viva e diversa.
Feliz Ano Novo com toda a resistência e utopia.
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