Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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7 de mar de 2017

Luxúria para quem?



Em artigo, Cidinha da Silva analisa novo clipe do rapper Flávio Renegado. No texto, ela critica a objetificação das mulheres negras e a imagem de “macho-preto-comedor” passada pelo artista no vídeo; assista

Por Cidinha da Silva
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O novo clipe do rapper Flávio Abreu (Renegado), intitulado “Luxo só”, é um audiovisual de pobreza estética gritante.
Tudo é muito óbvio, direto, rude. E não se trata aqui de querer gourmetizar a luxúria proposta pelo clipe, mas, de reivindicar formas artísticas para abordar sexo e erotismo rasgados, em carne viva, entre negros.
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Um tipo de abordagem que possa, sim, propor uma estética que o artista considere como linguagem corporal protagonizada por negros nas quebradas do mundão, mas que não trate as mulheres negras como pedaços de carne animados. Uma linguagem que, preferencialmente, desconstrua o personagem macho-preto-comedor, ao invés de ratificá-lo década após década, como o rap não se cansa de fazer.
A gente não exige de todo mundo a sensibilidade e o esmero estético de um Barry Jenkins, roteirista e diretor de Moonlight: sob a luz do luar, porém, espera que os diretores que se proponham a traduzir a linguagem do gueto se esforcem um pouquinho e modelem coisas mais criativas e humanizadas.
Pode-se abordar sexo, erotismo e luxúria entre negros e/ou outros grupos humanos pela perspectiva artística. Pode-se também resvalar na desumanização própria da pornografia. São possibilidades.
A segunda opção é muito utilizada quando se quer reiterar um lugar subalternizado da música feita por negros e protagonizada por negros, com vistas a agradar amplo público consumidor, acostumado e/ou seduzido pelos estigmas que pesam sobre as costas das pessoas negras.
Assista:

Golpe 16 - O livro da blogosfera em defesa da democracia

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro
Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.


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