Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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11 de dez de 2007

"Cadernos Negros volume 30 - contos: Você precisa ler"

(Texto de divulgação) "Confirmado: é dia 14! E é com muito orgulho pelo caminho já trilhado e desejosos de prosseguirmos sempre adiante nessa longa estrada de lutas que convidamos você, seus familiares e amigos para celebrar conosco a concretização de mais um projeto, herdeiros que somos do legado de nossos ancestrais, que resistiram em nome de um sonho: a liberdade. Hoje nosso confronto se dá em vários campos: discriminação, invisibilidade, ausência de cidadania. Por isso estamos aqui, há 30 anos mostrando nossa cara e dando nossa cara a uma tradição que durante tanto tempo nos foi negada: a literária. Os Cadernos surgiram em meio à efervescência do movimento negro, em 1978. Desde então vêm perpassando gerações, acionando em seus leitores a consciência de que, sim, podemos e devemos ocupar nosso espaço nesta sociedade e país que foram construídos à base de muito suor de nossos antepassados. Embora com três décadas de vida, os Cadernos ainda enfrentam as dificuldades financeiras e culturais de sempre. O livro sai porque é feito na raça. A leitura ainda é pouco habitual entre a população, que, quando lê, opta pelo que o grande mercado oferece. Algumas luzes se acendem para se apagar em seguida. Mas a série Cadernos Negros já conquistou um público que a acompanha, além de merecer atenção em alguns centros acadêmicos. O lançamento do volume 30 de Cadernos Negros é mais do que uma festa, é um rito de passagem, a superação de mais uma fase e a preparação para outras que virão. Portanto, precisamos estar todos juntos, lá, nos encontrando, lendo, conversando e comentando sobre nossos contos. Enfim, sendo o que somos: povo brasileiro. E temos sede de literatura afro"! Autores (as): Ademiro Alves (Sacolinha). Luiz Carlos de Oliveira. Allan da Rosa. Márcio Barbosa. Conceição Evaristo. Mel Adún. Cristiane Sobral. Michel da Silva. Cuti. Miriam Alves. Décio Vieira. Oubi Inaê Kibuko. Edson Robson. Raquel de Almeida. Elizandra. Rosário Ngunza. Esmeralda Ribeiro. Ruimar Batista da Costa. Helton Fesan. Sergio Silva. Henrique Cunha. Sidney de Paula. Lande Onawale. Zula Gibi. Apoio: SESC – Paulista · Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo · Cone - Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (PMSP) · Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) · Fundação Cultural Palmares · Revista Raça Brasil. Sobre os Cadernos Negros: "Os Cadernos foram criados em plena fase de redemocratização do país. Em 1978 surgiu o primeiro volume da série CADERNOS NEGROS, contendo oito poetas que dividiam os custos do livro, publicado em formato de bolso com 52 páginas. A publicação, vendida principalmente em um grande lançamento, circulou posteriormente de mão em mão, sendo distribuída para poucas livrarias, mas obteve um expressivo retorno dos que tiveram acesso a ela. Desde então, e ininterruptamente, foram lançados outros volumes - um por ano - alternando poemas e contos de estilos diversos. A distribuição aperfeiçoou-se, procurando chegar a um público mais amplo e diversificado do que aquele atingido pelos primeiros volumes. Escritores de vários Estados do Brasil vêm publicando nos Cadernos. É preciso assinalar que não existem outras antologias publicadas regularmente com textos de autores afro-brasileiros, em grande parte devido às dificuldades financeiras inerentes às publicações deste tipo. Sendo assim, os Cadernos têm sido um importante veículo para dar visibilidade à literatura negra. O material publicado nos Cadernos tem sido fonte para ensaios, teses e estudos diversos por parte de estudantes de Letras, pesquisadores e professores universitários. No campo estético ou enquanto forma de resistência cultural, os Cadernos têm tido importância inegável e, proporcionando oportunidade para o exercício de criação literária diferenciada, possibilita que os descendentes de africanos passem de objeto a sujeito da escrita, enriquecendo ainda a discussão a respeito da questão racial. A venda principal dos Cadernos ocorre no lançamento de cada volume. Estes eventos chegaram a reunir 2.000 pessoas, têm performances poético-dramáticas e espetáculos de dança. O público leitor de Cadernos é heterogêneo, sendo constituído, majoritariamente, por pessoas da comunidade afro-brasileira, especialmente universitários, professores e profissionais liberais. Mas também há leitores comuns e intelectuais pertencentes a outros segmentos étnicos da população. Os Cadernos atendem a uma demanda por um tipo de literatura não oferecida pelo mercado editorial. O seu nome tornou-se uma marca cujo alcance vai além dos limites de distribuição e venda dos livros. Os Cadernos Negros têm sua organização e editoração a cargo do Quilombhoje (que também se encarrega do lançamento e distribuição), o grupo arca com parte dos recursos e outra parte é dividida pelos autores participantes, num processo cooperativo que tem permitindo superar as barreiras impostas pelo mercado. Recentes volumes foram feitos em co-edição com uma editora" (informações retiradas do sítio www.quilombhoje.com.br)
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