Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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9 de out de 2009

Exposição PICHA chega ao Brasil e destaca universo das Histórias em Quadrinhos africanas

Abertura: dia 14 de outubro, seguida de debate sobre o tema. Local: Museu Afro Brasil, Saõ Paulo. Data: de 15 de outubro a 08 de novembro de 2009. Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/no. – Parque Ibirapuera. Horário: das 10 às 17 horas, com permanência até as 18h, de terça a domingo. Informações: (11) 5579-0593 Estacionamento e acesso de visitantes: pelo portão 3 do parque Ibirapuera, (Zona Azul). Entrada: Grátis. (Texto de divulgação): "A inédita Exposição Picha, com obras de roteiristas e desenhistas de 16 países do Continente Africano será apresentada no Museu Afro Brasil, de 15 de outubro a 08 de novembro. Picha reúne originais de desenhos, álbuns, revistas e publicações de jornais e revistas, e ainda um importante banco de dados com informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas. Além dos artistas africanos, participam da mostra o norte-americano David Brown, que virá ao Brasil especialmente para participar da programação do evento e o cartunista brasileiro e co-curador da exposição, Maurício Pestana, apresentando semelhanças e diferenças dos desenhos afro-descendentes destes dois países, junto com seus pares na África. A curadoria é da professora e pesquisadora de Histórias em Quadrinhos, Dra. Sonia M. Bibe Luyten. No dia 14, às 20h, no auditório do Museu Afro Brasil, haverá abertura com uma Mesa de Debates sobre o tema da exposição, com as presenças de David Brown, Maurício Pestana e do pesquisador Nobuyoshi Chinen, da Universidade de São Paulo (USP), contando com a mediação de Sonia Luyten. Capacidade 150 pessoas. Os principais nomes do universo dos HQs africanos foram selecionados para esta mostra. São obras que refletem em sua maioria cenas do cotidiano e a realidade sócio-política dos países daquele Continente. Estão na mostra produções de Farid Boudjellal (Argélia); Hecto Sonon (Benin); Barly Baruti (Congo); Pat Masioni (Congo); Pahé (Gabão); Ramón Esono Ebalé (Guiné Equatorial); Adjim Danngar (Chade); Didier Kassaí (Rep. Central Africana); Frank Odoi (Quênia); Marghuerite Abouet (Costa do Marfim); Kola Fayemi (Nigéria); Bob Kanza (Congo); Mohammed Nadrani (Marrocos); Dwa (Madagascar); Jean-Claude Ngmuri (Ruanda); Tayo Fatunia (Nigéria); TT Fons (Senegal); Themba Siwela (Africa do Sul); Karlien de Villiers (Africa do Sul). Em 2008, Picha foi exposta no Museu Africano de Holanda e em Lagos, na Nigéria. Este ano, a mostra participou do Festival de Histórias em Quadrinhos Nostrum, em Palma de Mallorca, na Espanha, onde ficou entre os meses de maio e junho. A iniciativa é da NCDO, organização holandesa que promove o desenvolvimento de cooperação internacional, sediada nos Países Baixos e conta com a colaboração da Fundação Príncipe Claus, da Holanda. O Universo das HQs africanas. Picha na língua Swahili, ou suali, quer dizer “desenho” e é uma corruptela da palavra inglesa “picture”, imagem. Os quadrinhos africanos estão indo muito bem. Há desenhistas africanos ativos em todo o continente. Há muitos Festivais de Histórias em Quadrinhos e muitas revistas e álbuns sendo publicados. No Senegal, por exemplo, há um seriado de televisão muito popular baseado em um personagem de quadrinhos: Goorgoorlu. A vida de Mandela foi descrita em quadrinhos na África do Sul e muitas revistas estão usando as Histórias em Quadrinhos para alertar os soldados sobre os perigos da AIDS na Etiópia. É muito surpreendente notar como as Histórias em quadrinhos refletem a realidade (política) africana. Para se falar também de coisas mais leves e alegres é preciso recorrer a subterfúgios. A famosa série de quadrinhos Aya de Ypougon, de Marguerite Abouet, da Costa do Marfim, é uma novela gráfica, tendo como foco o amor, brigas e adultério. Mas este quadrinho tem como cenário os tranquilos anos 1970 do país, quando a guerra civil da Costa do Marfim ainda estava muito longe de acontecer. Na África, as Histórias em Quadrinhos podem ser produzidas por um baixo custo, não é necessário ter diploma universitário e são facilmente acessíveis sob o ponto de vista de comunicação. Estes três fatores são favoráveis para um continente com uma infra-estrutura artística limitada. Existe, no entanto, um problema: os quadrinhos precisam ser distribuídos para poderem ser lidos e, muitas vezes, não existem canais para fazer isso. Além disso, apesar dos quadrinhos serem um produto barato, ainda é oneroso para o poder aquisitivo dos leitores africanos. Os artistas de Picha. Farid Boudjellal - Argélia - Farid Boudjellal nasceu em Toulon, em 1953, de uma família argelina, sul da França. Contraiu poliomielite com oito anos. Isto não o impediu de fazer seus estudos universitários, mas seu coração estava em outro lugar: nas Histórias em Quadrinhos. Sempre escrevia histórias curtas, mas passou a dedicar-se a um trabalho mais amplo: o livro L’Oud, Oud é um instrumento clássico árabe de cordas. Boudjellal mudou-se para Paris e deu início a seu próprio estúdio junto com Jose Jover e Roland Monpiere. A primeira parte de sua obra prima Petit Poilo foi publicada em 1998. É um romance todo desenhado sobre um pequeno menino chamado Mahmoud Slimani que cresce em Marselha e contrai poliomielite. Boudjellal enfrentou seus traumas infantis nesta série em que oferece a seus leitores um relance do cotidiano de um imigrante. Hector Sonon - Benin - Damien Hector Sonon nasceu em Benin em 1969. Lançou-se como cartunista e ilustrador no primeiro jornal diário do país, La Gazette du Golfe (A Gazeta do Golfo). Ele publicou suas primeiras páginas no jornal satírico Le Cafard Enchainé (O delator acorrentado). Seu primeiro álbum de Histórias em Quadrinhos, ‘Zinsou et Sagbo” foi direcionado para jovens e publicado em 1990. Durante anos, Sonon ilustrou muitos livros infantis. Em 1997, seu trabalho e o do desenhista Yvan Alagbe foram exibidos no Festival de Quadrinhos, Stripdagen em Haarlem, Holanda. Sonon também contribuiu para duas coleções de álbuns que ajudaram muito a difusão dos quadrinhos africanos. Barly Baruti - República Democrática do Congo - Barly Baruti nasceu em 1959, na cidade de Kisangani.Criou um livro para a Corporação Técnica Belga sobre a conservação da natureza: Le temps d’agir (Tempo de agir). Mais tarde desenhou outra História em Quadrinhos de tema ecológico com o título Objectif Terre! (Objetivo Terra!) Barly Baruti estudou roteiro em Angoulême e trabalhou nos estúdios Hergé. Baruti desenhou para as revistas Kouakou e Calao, fundou um Ateliê de Iniciação à Arte, um Centro Cultural e também lançou a revista mensal Afro BD, deu aulas, publicou o álbum La voiture c’est l’aventure (O carro é a aventura), em 1987, e fez desenhos para a edição africana de ‘Ppa Wemba: Viva la musica!’. Criou a famosa trilogia “Eva K” com o roteirista Frank Giroud, também já publicado na Holanda. Atualmente está trabalhando com o roteirista francês Alain Brezault em um quadrinho de ficção cientifica e criou o pôster e o logotipo para esta atual exposição: Picha. Pat Masioni - República Democrática do Congo - Pat Masioni nasceu no sul do Congo, em 1961. Estudou Artes na Academia de Kinshasa e tornou-se ilustrador desde 1985 em uma editora. Seus álbuns foram distribuídos para todas as paróquias católicas do país. Masioni foi diretor artístico em três edições do Festival de Histórias em Quadrinhos em Kinshasa. Masioni foi forçado a fugir de seu país por causa de suas ferozes charges anti governamentais e mora em Paris. Em 2005, ganhou fama internacional pela publicação de um álbum de Histórias em Quadrinhos em dois volumes sobre a guerra entre os Hutus e Tutsis em Ruanda, ocorrida em 1994. Este relato explícito da guerra em Ruanda coloca Masioni entre os grandes mestres das Histórias em Quadrinhos e Ilustração. Pahé - Gabão - Patrick Essono, que usa o pseudônimo de Pahé, nasceu há trinta anos no Gabão. No Primário já fazia desenhos nas paredes da escola. Mudou-se com sua família para a França. O jovem Patrick ficou surpreso ao descobrir costumes e hábitos tão diversos, e retratou-os com humor saboroso na primeira parte de seu livro: La vie de Pahé (A vida de Pahé. Ele escreve: “Meu país é rico em petróleo…É por isso que está cheio de favelas.” O estilo humorístico de seus desenhos foi influenciado pela revista francesa Hara-Kiri e por um de seus fundadores, o desenhista Jean-Marc Reiser. Em 2006, Pahé ganhou o primeiro prêmio na categoria charge no Terceiro Salão Africano do Livro, em Genebra. Ramón Esono Ebalé - Guiné Equatorial - Ramón Esono Ebalé (31 anos) é conhecido pelo pseudônimo de Ramon y Queso. Este nome é um jogo de palavras: presunto e queijo em espanhol. Quando Ebalé tinha oito anos, seus pais o colocaram em uma escola espanhola onde aprendeu a desenhar, a pintar e a esculpir, e provavelmente, onde adquiriu também seu apelido. Mais tarde, começou sua carreira nos quadrinhos sempre muito bem sucedida. Ebalé publicou em vários jornais e revistas da Guiné Equatorial mesmo quando submetidos a uma censura severa. Ebalé trabalha para o Centro Cultural Espanhol e Francês, para uma companhia americana e ilustrador da UNICEF. Nos últimos anos, tem trabalhado para lançar Para-Jaka, a primeira revista africana online de quadrinhos. Em 2006 realizou uma exposição no Festival de Angoulême, na França. Adjim Danngar - Chade - Adjim Danngar nasceu em Sarh, em 1982. Sob o pseudônimo de Achou, participou de vários concursos internacionais de Histórias em Quadrinhos e obteve o segundo prêmio na 10º Mostra do Mercato del Fumetto de Torino, Itália em 2004. De 2002 a 2004, trabalhou como ilustrador para o jornal Rafigui e para a revista satírica Le Miroir. Seus quadrinhos e ilustrações foram exibidos na França no Festival Texte et Bulles de Damprai e no Centro Cultural Francês em N’Djamena, no Chade. Danngar mora em Paris e tornou-se membro da organização L’Afrique Dessinée,. Junto com o desenhista italiano Marcello Toninelli, Danngar criou uma história, The plague of kings (A praga dos reis) que aborda o tema da imigração de países em desenvolvimento. Em 2006, Danngar participou do Festival de Angoulême, França. Didier Kassaï - República Central Africana - Didier Kassaiï nasceu em Sibut na República Centro-Africana em 1974. Sua carreira nas Histórias em Quadrinhos começou em 1997 quando foi trabalhar no jornal Le Perroquet. Em 1999, seu trabalho apareceu no festival Gabones Journées Africaines de la Bande Dessinée. Também contribuiu para o álbum de coleção A l’ombre du baobab (À sombra do baobá), publicado no festival de Angoulême, França.Em 2005, Kassaï criou um quadrinho educacional para o projeto Educa 2000 em Bangui. Junto com Olivier Bombasaro criou o personagem Gipépé, le pygmée (Gipepê, o pigmeu). Kassaï ganhou muitos prêmios, entre os quais o de melhor quadrinho africano não publicado em 2006 pela organização italiana Africa e Mediterraneo. Em 2007 ganhou o primeiro prêmio no Festival de Angoulême, França Frank Odoi - Quênia - Stephen Frank Odoi nasceu em Gana há 57 anos. Hoje vive em Nairobi, capital do Quênia Começou a trabalhar como ilustrador de livros de Medicina. Como free-lance, desenhou para as maiores editoras educacionais em Gana e Quênia. Seus trabalhos foram publicados em diversos jornais africanos e europeus. Sua História em Quadrinhos mais famosa é Golgoti que conta a chegada dos brancos na África da perspectiva dos negros. A história inicia-se com a vinda dos missionários e dos mercenários e termina com a independência na África atual. Akokhan, seu trabalho mais recente, foi publicado em 2007. O quadrinho conta uma história mítica e sangrenta de dois arqui-inimigos: Tonkazan e Akokhan. O subtítulo More than a comic story (Mais do que um quadrinho a cômico) parece profético após a publicação. Odoi nunca poderia ter imaginado que, logo depois da publicação de seu álbum, o Quênia seria vítima de uma guerra política entre Kibaki (presidente) e Odinga (filho do primeiro vice-presidente). Marghuerite Abouet - Costa do Marfim - Marguerite Abouet nasceu em 1971, em Abidjan, a antiga capital da Costa de Marfim e mudou-se para a França em 1983. Os primeiros sinais de seu sucesso no mundo dos quadrinhos surgiram a partir dos roteiros para a série Aya de Yopougon. Em 2006, Aya de Yopougon foi declarado o melhor álbum de Histórias em Quadrinhos do ano no Festival de Angoulême. O roteiro de Aya de Yopougon tem como cenário o subúrbio da capital de Abijao, O roteiro de Abouet concentra-se na vida amorosa de vários casais, usando-os para retratar os hábitos e costumes de seu país de uma maneira humorística. Os três volumes da série formam uma novela gráfica africana, repleta de intrigas, brigas e lágrimas. Cada volume termina com um capítulo em separado que descreve com pormenores de vestuário, culinária e tradições da Costa do Marfim. Kola Fayemi – Nigéria - Kola Fayemi nasceu em Ile-Ife *, na Nigéria, em 1957. Formou-se como ilustrador e seus trabalhos apareceram em várias publicações. Cria também os roteiros para uma novela de televisão Super Story (Super história). Fayemi participa de campanhas educacionais e ilustrou o livreto How you can combat HIV/AIDS (Como você pode combater o HIV /AIDS). Em 2006, contribuiu na exposição do Studio Museum em Harlem, Nova Iorque com sua história Monster in Khaki (Monstro em Khaki), onde chama a atenção para a violência policial em seu país. É a história de uma jovem que vai à delegacia para tentar liberar seu irmão e, em vez disso, é estuprada pelo delegado. De acordo com um projeto de pesquisa efetuado pelo Centro de Educação para Execução da Lei, mais de um terço de todos os prisioneiros sofre alguma forma de brutalidade policial. * A cidade de Ilê-Ifé é considerada pelos yorubas como o lugar de origem de suas primeiras tribos. lfé é o berço de toda a religião tradicional yoruba (a religião dos Orixás, o Candomblé do Brasil) Bob Kanza - Congo - Bob Kanza nasceu na República do Congo, em 1977. Imigrou para a Costa do Marfim por causa da guerra civil em 1997 e fez o curso de Informática. Em Abidjan entrou em contato com dois chargistas: Zohore Lassane e Illary Simplice que constataram seu talento para desenho e o colocaram como um dos editores de Gbich. Em seu novo emprego, Kanza aprendeu a desenhar quadrinhos, caricaturas e charges. Em abril de 2000, nasceu seu famoso personagem: Sergent Deutogo (Sargento Deutogo): um policial corrupto que oferece seu serviço em troca de umas moedas. Em conseqüência de outra Guerra Civil em 2002, Kanza mudou-se para a França. Desde 2003 vem trabalhando como ilustrador free lance e web designer. O álbum de sua primeira História em Quadrinhos - Sergent Deutogo (Sargento Deutogo) - foi publicado recentemente. Mohammed Nadrani – Marrocos - Mohammed Nadrani nasceu em 1954, nas montanhas Rif, Quando jovem, foi ativo na associação Marxista Leninista e foi preso durante um protesto estudantil em 1976. Sua aventura artística começou quando encontrou um pedaço de carvão na sua cela e começou a desenhar, o que o levou mais tarde a publicar o álbum de Histórias em Quadrinhos Les Sarcophages du complexe (Os sarcófagos do complexo) sobre os anos da ditadura. .“Antes de encontrar o pequeno pedaço de carvão, eu trabalhava com um pincel que fiz com linhas soltas da minha calça”, escreve em seu álbum. Como tinta, usava café. Detido, Nadrani foi preso sem qualquer julgamento e solto em 1984. “Tenho muito orgulho deste álbum de Histórias em Quadrinhos”, diz ele, “e uso-o para desafiar as pessoas que tentaram quebrar-me por meio da tortura Dwa - Madagascar - Eric Andrieantsialonina, ou Dwa, nasceu em 1982 na cidade de Alatsinainy Bakaro. Em 1993, mudou-se para Tana e ali Dwa entrou em contato com as produções de várias partes do mundo. Mesmo estudando Economia em 1999 na Universidade e assistindo curso de desenho, fez uma HQ de 264 páginas durante um período de três anos. Depois disso, produziu Pions - sobre o menino Benja que não tem consciência de seus dons sobrenaturais, comuns na cultura de Madagascar. Dwa frequentou mais dois cursos de Histórias em Quadrinhos organizados por Olivier Apollo e Serge Huo Chao Si, da ilha Reunião. Participou de festivais de quadrinhos em seu país e no exterior Em 2006, vinculou-se à Kirajy Band, uma associação de ilustradores, criando a revista satírica Saringotra. Histórias em quadrinhos egípcias - Em 2003, o Instituto do Mundo Árabe em Paris, dedicou uma exposição aos quadrinhos árabes: La Bande Dessinée dans le Monde Arabe (As Histórias em Quadrinhos do mundo árabe). A mostra apresentou os trabalhos de Sidi AliMelouah (Argélia) e Habib Bouhaoul (Tunísia). Se de um lado, há poucos artistas de quadrinhos libaneses, há um número considerável de desenhistas no Egito, principalmente no Cairo. Livros para crianças são, particularmente, uma especialidade egípcia. Super-Heróis: “Oferecendo modelos de personagens e, no nosso caso, de super-heróis do Oriente Médio, esperamos poder fechar a brecha cultural e social entre o Oriente e Ocidente!” Esta foi a maneira que o AK Comics do Cairo apresentou-se em seu website, onde dois milhões de pessoas visitaram este site todos os dias. Os quatro super-heróis do AK Comics são: Jalila, Rakan, Zein e Aya. São personagens heróicos com expressões orientais, porém moldados na mesma forma que os personagens de quadrinhos americanos. Jean-Claude Ngumire – Ruanda - Jean-Claude Ngumire nasceu em Kigali em 1970. Tornou-se fã de quadrinhos desde muito jovem e visitava várias vezes a biblioteca no centro de sua cidade. Como só encontrava quadrinhos ocidentais, passava muito tempo copiando Tintin, Blueberry, Asterix e Obelix, Lucky Luke e vários outros heróis. Em 1992 graduou-se na Academia de Arte de Nyundo, e fez seu início artístico como ilustrador gráfico. Desde então, passou a desenhar para vários jornais e revistas. Jean-Claude Ngumire ilustrou livros escolares e escreveu livros infantis. Desenhou o álbum Umwana nk’ undi, contam a história de crianças que precisaram fugir por causa do genocídio de 1994 em seu país. Em conjunto com seus amigos, Ngumire começou uma revista para jovens - Bakame, com duração de apenas três números porque se iniciou a guerra. Jean-Claude mora atualmente na Holanda Tayo Fatunla – Nigéria - Tayo Fatunla nasceu em 1961, na Nigéria onde trabalhou como cartunista, ilustrador e professor. Desenhou charges e cartuns sobre esportistas para o jornal The Punch. Foi para os Estados Unidos e estudou na Escola Joe Kubert de Histórias em Quadrinhos e Artes Gráficas, em Nova Jérsei. Em 1989, mudou-se para a Inglaterra começou a trabalhar para a revista pan-africana West-Africa, produzida em Londres. Fatunla é freqüentemente convidado para dar palestras e falar em várias universidades na França, na Itália, na Irlanda e na Etiópia. Ele organiza regularmente workshops: Como desenhar Histórias em Quadrinhos NaFrança, Fatunla foi premiado com o Crayon de porcelaine (Lápis de porcelana). T.T. Fons – Senegal - Alphonse Mendy, de nome artístico T.T. Fons, nasceu em Dakar. Em 1982, tornou-se chargista depois de participar de um concurso de talentos e ganhar o primeiro lugar. Criou uma História em Quadrinhos que se tornou muito popular para o jornal satírico Le Cafard libéré (O dedo-duro libertado).O nome do herói é Goorgoorlu que quer dizer “cooperar” em wolof, língua nativa do grupo étnico Wolof, falada no Senegal. Os senegaleses identificam-se muito com Goorgoorlu. Pessoas que moram nos bairros mais pobres de Dakar reconhecem muito bem em Goorgoorlu, sua própria família e seus eternos problemas. Seus desenhos acessíveis e sua adaptação para a televisão em episódios curtos, tiveram como resultado um grande número de seguidores entre os senegalenses. Themba Siwela - África do Sul - Siwela nasceu em 1978 na África do Sul.. Foi forçado a deixar a escola por problemas financeiros, porém, decidiu manter a cabeça erguida e enfrentar seu futuro com lápis, pincéis e papel. Trabalhou como artista de publicidade e pintor de retratos por muito tempo, passando a atuar como artista de quadrinhos e cartunista nos últimos sete anos. Siwela desenha mensalmente a História em Quadrinhos Majimbos para a revista Bona e tem produzido muitas histórias sobre segurança, educação e AIDS para revistas publicadas por organizações não governamentais. Contribui regularmente para a revista Mamba Comix e é membro da Associação dos Desenhistas e Ilustradores da África do Sul com outros 47 artistas. Siwela participou da exposição do Africa comics no Studio Museum em Harlem, Nova Iorque e com Zapiro, vencedor do Prêmio Príncipe Claus, foi a trabalho para Inglaterra. Karlien de Villiers - África do Sul - Karlien de Villiers nasceu na Cidade do Cabo em 1975. Ela estudou Design Gráfico na Universidade Stellenbosch e completou seus estudos em 1997. Quando retornou de uma estada no exterior, mudou-se para Pretória, onde trabalhou como ilustradora free-lance. Completou seus estudos de pós-graduação na Universidade de Pretória, e, em janeiro de 2006, obteve o grau de Mestre em Design da Informação. Karlien de Villiers publicou suas primeiras Histórias em Quadrinhos na revista Bitterkomix e I-Jusi,. Em 2006, sua primeira novela gráfica “My mother was a Beautiful Woman’ (Minha mãe foi uma linda mulher) foi publicado na versão alemã. O álbum, que retrata as memórias de sua infância com cenas do apartheid, foi lançado no Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos em Lucerna e tornou-se um best-seller.
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