Ressonâncias do Tambor em Minas das Datas

"Oi Cidinha, Eu guardei um sorriso para lhe escrever, hoje, domingo, onze de outubro, cento e um anos do nascimento de Cartola. Hoje me peguei com seu livro, o Tambor, pouco mais de um ano e meio depois da data da dedicatória, 05/03/2008, na Cooperifa. E agora que o li pela primeira vez desde então, e de uma só levada, percebi que o peguei (ou fui pego) por necessidade da leitura dele; não por mera curiosidade ou “vamos ver o que tem nas estantes”. Fui pego num dia em que a tristeza e a alegria do amor se confundem em mim, um dia de separação e de prenúncio de primavera, de espinho e de flor, de rosas e moinho. Acho que não é o caso de entrar em detalhes do acontecido com meu coração, com as linhas das mãos e das vidas que se desenham aqui, mas quero dividir com você esse encontro de aconchego num momento difícil, de tentativa de compreensão de detalhes, de nuances da vida amorosa que só a expressão na franqueza e na sinceridade conseguem ousar e que se comunica pela arte, pelo diálogo, pela amizade, pelo tambor. Agradeço a você por ter escrito o livro, por tocar, com agulha de acupunturista, como o vento ou a chama da vela, a dor. Com a literatura acredito na presença desses pontos concentrados de poesia que nos ligam aos próximos itinerários. Pouco depois do Tambor, com o Desorientais, da Alice Ruiz, experimentei outra dose de pungência, tão necessária para mim hoje, tão vital. Cidinha, muito obrigado. Parabéns mesmo por seu livro. De um leitor comum... Alguns dos haikais do Desorientais: "árvore da felicidade / folha a mais folha a menos / vai vivendo / travesseiro novo / primeiras confissões / a história do antigo / outra vida chamando / enquanto essa se vai / desassombrando"
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