Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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7 de set de 2007

Muito prazer! Biografia da Zezé Motta

Muito Prazer! Este é o título da biografia da atriz, cantora, produtora cultural e ativista política, Zezé Motta, lançada em 2005, pela coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O livro é fruto de uma entrevista de Zezé ao roteirista Rogério Murat e é narrado em primeira pessoa por ela. É um depoimento fluido, ilustrado por fotos e imagens marcantes da carreira da atriz, complementado por cronologia de sua atuação em teatro, cinema, TV (novelas, mini-séries e especiais) e discografia. Uma bela e vitoriosa carreira. Zezé se revela ainda mais doce do que já sabíamos, conta-nos sobre a maternidade, suas cinco filhas, os conflitos e descobertas na temática racial, a relação com a religiosidade e, suavemente, passa por alguns de seus amores. Apresenta-nos toda a família, especialmente os pais, dona Maria Elazir, uma exímia costureira e seu Luiz Oliveira, um músico erudito que tinha um grupo de regional para sobreviver, além de dar aulas de violão e ser sócio-proprietário de um ônibus de transporte escolar. Entretanto, a ênfase da obra é mesmo o fazer artístico, a busca de personagens nas músicas que canta, as referências de sua formação como artista. Dentre as muitas histórias, destacam-se: o sonho de criação do CIDAN – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro e sua longa trajetória representando o papel de trabalhadora doméstica em novelas. Em Supermanoela, de 1974 (TV Globo), por exemplo, a censura militar implicou porque Doralice, empregada doméstica representada por ela, “se metia demais na vida dos patrões”. Dessa forma, o diretor foi obrigado a “podar suas asas e ela passou o resto do tempo servindo cafezinho e abrindo porta”. Ainda para que você se interesse em ler o livro, parafraseamos uma parte da introdução: “as histórias de Zezé impressionam, ora pela carga de normalidade ora pelo quê de inusitado. Pois Zezé é assim: uma diva espontânea, complexamente simples, iluminada pela própria natureza e não por artifícios exteriores”.
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