Poeminha 7

Ai Manoel,/ Salva-me!/ Atira um bote/ Que o desespero me traga./ Aprendida a lição da faca,/ A delicadeza também não veio abrir a manhã./ Ensina-me um assobio,/ Para chamar de volta o azul do azul./ Dá-me um concerto de beija-flores,/ Para solfejar meu céu./ Dá-me o silêncio de tuas pedras,/ Serena o grito, meu Pai./ Eu, guardador de águas,/ Inda não aprendi a ser rio./ Ai minha Mãe,/ Socorra-me,/ Tanta ignorãça me devasta./ Abrasa de entendimento o peito./ Imanta as grandezas do ínfimo/ Traz de volta as asas.
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