Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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26 de fev de 2008

Editores, bah!

Editores são seres complexos. Política editorial também não é coisa simples. Eu mesma, como editora de blogue, não escapo à regra. Mas, além de editora, escritora, e o ego grita quando rejeitam um texto nosso. Principalmente sem motivo aparente, sem justificativa, logo imaginamos os porquês, sob pena de nenhum deles ser verdadeiro, embora sejam todos plausíveis. Outro dia mandei um texto a editor de sítio politizadíssimo, para o qual costumava escrever com relativa constância. O editor indagou se o texto era inédito. Não era, dei a fonte, meu blogue, mas o texto não foi publicado no tal sítio, nem recebi qualquer satisfação. Talvez, nem devesse, pois, como eu, todo editor é livre para publicar o que quiser. Em outro espaço, o editor rejeitou um texto caríssimo a mim: “tire seu sorriso do caminho”, postado aqui, dias atrás. Acho que não deve ter encontrado tensão racial suficiente nele, ou talvez o tenha achado por demais poético (meloso), inadequado para figurar entre textos de guerra. Paciência. Mas a rejeição manifestada por um sítio literário, confesso, me pegou de jeito. De novo, com o querido “tire seu sorriso do caminho”. Não bastasse não publicá-lo, o editor publicou outro de mesmo nome, de outro autor, versando sobre o medo de morrer alimentado pelo genial Nelson Cavaquinho e sobre uma das canções mais belas do cancioneiro brasileiro de todos os tempos, “a flor e o espinho”, composta por este grande sambista, dublê de policial militar, durante uma noite em que o medo de morrer quase o matou. Será possível que o editor me achou capaz de plagiar o Nelson? Não entendo do ato de plagiar, já fui plagiada, coisa miúda, mas aconteceu. Imagino que quem plagia, dissimula, maquia o original. Eu dialogo, brinco com o Nelson, uso versos dele - “tire seu sorriso do caminho que eu quero passar”..., só não uso aspas no texto e não posso crer que devesse utilizá-las. Quando escrevi, estava de muito bom astral, ao contrário do que o texto possa denotar e, ouvindo o samba do Nelson, que é um dos meus dez sambas de cabeceira, eu também quis falar sobre uma dor de amor, do jeito mais denso e belo que conseguisse. Fiquei muito satisfeita com o resultado, é um dos textos mais queridos e trabalhados do Tambor, o livro novo. Na real mesmo, não entendi a marra dos editores, principalmente do Lima e me chateei. Mas aceito, o editor sabe porque faz.
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