Bate-papo no PAF I da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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3 de jan de 2009

Uma tarde no LIRA

Passei uma das tardes mais felizes da minha existência belorizontina no LIRA-Laboratório Interartes Ricardo Aleixo, em companhia deste. Bebi chá de erva-doce e tive vontade de tomar chuva, pois, água vinda dos céus, como se sabe, é elixir de pajé com prerrogativas de limpeza e cura. Conversamos sobre muitas coisas: produção literária, audiovisual e funkeira, FAN - Festival de Arte Negra em Belo Horizonte, Roda - revista de arte e cultura do atlântico negro, parcerias, projetos futuros, universidade, políticas editoriais, nossas famílias e perdas, Belo Horizonte-velhorizonte, São Paulo, outras cidades, Henfil, mineirismos, mídias, temores, voos, cuidados, estratégias e jogos de cartas. Iniciamos uma leitura de textos dos meus livros e a gravação de um depoimento para o acervo do LIRA, aos pés da pedra que protege os fundos do terreiro, sob a bananeira e o bambuzal, mas sentimos o cheiro da chuva e achamos prudente nos movermos ao interior do LIRA, antes que a água caisse sem trégua. Há anos não chove tanto assim, mesmo sendo época de chuvas. O Rique fez perguntas instigantes - como é bom usar esta palavra, quando ela, de fato, se aplica - cujas respostas continuo a elaborar. Antes da interlocução gravada, propriamente, comentei sobre o extemporâneo acento agudo que a Secretaria de Obras Públicas da Prefeitura, ou equivalente, colocou no primeiro "o" da rua dos Tamoios. A gente, em Belo Horizonte, não fala Tamoios, com o primeiro "o" fechado, como se tivesse um circunflexo. Agente fala TamOios, com o "o" aberto, como se tivesse um acento agudo. Até aí, tudo bem, por algum motivo a gente das alterosas mudou a pronúncia do nome da Confederação dos Tamoios que combateu aguerridamente os bandeirantes. Mas, grafar o tal acento agudo na placa foi uma "institucioanalização do abuso", segundo o Rique, e eu concordo. De volta às perguntas, confesso que tremia um pouco ao imaginá-las. Pedi socorro ao Edimilson, mano-imbondeiro, que macio, sentenciou: "não tema, o Rique é tigre manso, tem as virtudes de um pensador inquieto que nos faz ver as coisas por ângulos que não imaginávamos, só isso". E foi mesmo assim, embora eu tenha me enrolado em uma ou duas respostas. Noutro momento, talvez escreva sobre as perguntas e apresente o complemento das respostas, por ora, agradeço ao poeta Ricardo Aleixo por ter me recebido em sua casa e pela relação de amizade e parceria que começa.
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