Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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19 de mai de 2009

Livro novo de Alex Ratts lançado no Ceará

Foi lançado no Museu do Ceará, durante o seminário Emergência Étnica no Ceará, o livro: Traços étnicos: espacialidades e culturas negras e indígenas, do amigo querido Alex Ratts (Fortaleza: Museu do Ceará, 2009, 124p). Alex é um autor prolífico, mas pouco publicado, torço para que este Traços étnicos comece a reverter essa escrita. Tenho orgulho imenso de pertencer à mesma geração deste intelectual que dedica tanto tempo de sua vida à orientação / formação de jovens, descuidando-se às vezes, dos projetos de escritura e publicação, tão importantes e coletivos quanto os anteriores. Sim, porque a nossa escrita é coletiva, por mais individualizada que pareça ser. Isso vale para tantas ativistas e intelectuais fundamentais, cuja produção precisamos, merecemos ler mais, por exemplo, de Luiza Bairros, Janja Araújo e Vilma Reis, um triângulo baiano com uma gaúcha no primeiro vértice. Saúde, Alex! Vida longa à você e ao seu trabalho. Ashé! "O livro se constitui numa coletânea de artigos escritos para jornais e revistas de organizações que promovem uma aproximação entre a produção acadêmica e as chamadas "questões sociais", a exemplo do Boletim Raízes e Caderno Propostas Alternativas do Instituto da Memória do Povo Cearense (IMOPEC) e da Revista Travessia do Centro de Estudos do Migrante de São Paulo. Os artigos, escritos entre 1992 e 2006, são resultado de pesquisas e observações das marcas impressas por grupos étnicos (indígenas e quilombolas), raciais e populares no espaço e na cultura e das situações por eles experimentadas em contextos de desigualdade e de tentativas de emancipação. Neste sentido, muitos artigos trazem a preocupação social com os rumos dessas coletividades em Fortaleza e no Ceará, ampliando, quando possível, a interpretação para o Nordeste e para todo o Brasil. "Dentre os temas tratados estão: a relação entre cultura e espaço (urbano e rural); as práticas espaciais e identidades territoriais dos grupos étnicos, raciais e populares; a memória coletiva indígena, quilombola ou popular e seus encontros/confrontos com a história escrita. O autor aponta que, de um lado, no Ceará, no Nordeste e em por todo o Brasil, o processo de reconhecimento público e oficial das identidades e dos territórios indígenas e negros é lento e árduo. De outro lado, continua o vasto e denso processo de aparecimento político dos grupos indígenas e quilombolas em todas as "regiões" do país. A coleção "Outras Histórias" do Museu do Ceará compõe um projeto editorial que em 2007 foi agraciado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional)com o Prêmio Rodrigo Melo Franco pela preservação do patrimônio cultural".
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