Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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11 de jul de 2008

No ouvido, enquanto trabalho

Quando o céu clarear por cima do meu congado, Oxum vai descer com Xangô num cortejo dourado. Flor que a noite adormeceu vai despertar, perfumar o rio, a fonte, a lagoa e a beira do mar. Oxum vai se banhar nos braços de Xangô quando o céu clarear. Vou levar meu amor pra lá, quando o céu clarear. Vou levar meu amor pra lá, quando o céu clarear. O meu amor vai se iluminar, quando o povo das águas chegar e a estrela de Oxum brilhar, Obá de Xangô vai bater no tambor pra meu amor dançar. Quando o céu clarear, quando o céu clarear, vou levar meu amor pra lá, quando o céu clarear (1). Sim, você sabe, por tudo que fiz, basta você sentir saudades que eu tô na linha. Nesse caso dava pra dizer, revigorou o fino frio, de longe, de onde o amor vinha. Aí fiz você pra ver e ouvir, combinei melodias sutis, maraca tu correrás pro amor que eu vou dizer, presente en toda mi vida. Segura o pranto quem chorou, Xangô te xinga, segura o pranto quem chorou fui eu. Virou no santo que baiou, sambou neguinha e no entanto, quem dançou fui eu (2). A dança da Oxum, no corpo de Ogum, razão que me dá vontade de sonhar nessa canção. Carinho, porém, não tem se ninguém não vem pra tocar acordes dissonantes pra manhã. Se eu for falar no samba, das estrofes que você me prometeu. Não vou contar das rimas mais perfeitas que você me fez dizer. Impugnar meu samba, logo agora que você me convenceu, que o seu amor não sai de mim, não sai de mim, não sai (3). (1) "Quando o céu clarear" - Roque Ferreira; (2)"Xangô te xinga" - Leandro Medina; (3) "Não sai de mim" - Leandro Medina.
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