Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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4 de nov de 2008

Estarei em Juiz de Fora hoje, dia 04/11, terra dos "cariocas do brejo", epíteto pelo qual, nós, belorizontinos ressentidos, os chamamos. Às 14:00 integro mesa sobre "desigualdades raciais e ações afirmativas", ao lado de Marcelo Paixão. À noite, às 19:30, "roda de conversa com escritores", ao lado de Conceição Evaristo, Cuti, Ronald Augusto, cujo encontro sairá da virtualidade e Salgado Maranhão, que terei o prazer de conhecer para além de Palávora. A Prisca (Augustoni)mediará a mesa e também a conhecerei para além das curtas conversas telefônicas. Para quem ainda não leu, aí vai "cariocas do brejo", publicada no Tridente. Minha grande dúvida é ler ou não este texto durante o Colóquio, vai que os juizforanos se enervam... não posso esquecer que estarei em desvantagem numérica... "Ói, eu vou contá uma coisa pro’cês, num tem mitidez maior que a do povo de Juiz de Fora. Deus que me perdoe, o Edimilson também, mas eta povin mitido, sô! Ocê pergunta pra qualquer minino aí na rua: qual é a capital de Minas Gerais? E a resposta vem quentinha: Belzonte, uai! Mas se der de perguntar pr’um que nasceu e se criou em Juiz de Fora, é bem capaz do infiliz respondê: Rio de Janeiro, meu irmão! Ohpcevê um negócio desses. É uma fixação que esse povo tem no Rio de Janeiro que ocê num pó maginá. Praia! Praia! Que graça tem? Um mundão de areia dum lado e um mundão de água do outro. E a muiezada pelada, disfilano peito e bunda! Tá certo que essa parte a gente até comprende, num dêxa de tê um certo atrativo. Mas tirante isso, que mais que tem? Sou muito mais o São Francisco em Pirapora, as cachuêras da Serra do Cipó, de Ouro preto, de Diamantina. Ocê presta atenção numa coisa, um estado de tanta riqueza e eles com o olhão embatucado pros lado do Rio de Janeiro. É, mas o belorizontino que é muito do esperto, não dexô por menos e só de pirraça pilidô eles de carioca do brejo. Tomô papudo, num qué sê carioca? Só que ocê tá em Minas Gerais e aqui num tem mar não senhor. Mas tem brejo e sapo que dá gosto."
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