Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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18 de fev de 2013

Dica da Cidinha



Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, nasceu dia 29 de outubro de 1911 e faleceu dia 18 de fevereiro de 1986. Cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.

Seu envolvimento com a música inicia-se na família. Seu pai, Brás Antônio da Silva, era músico da banda da Polícia Militar do Rio de Janeiro e seu tio Elvino tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surge o apelido que o acompanharia por toda a vida.

Graças ao pai conseguiu um trabalho na polícia fazendo rondas noturnas a cavalo que o ajudaram a sustentar os quatro filhos. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.

Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos como "A Flor e o Espinho" e "Folhas Secas", ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson eventualmente "vendia" parcerias de sambas que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade.

Cyro Monteiro fez várias gravações de suas músicas e o tornou conhecido. Começou a se apresentar em público apenas na década de 1960, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica no centro do Rio. Em 1970 lançou seu primeiro LP, "Depoimento de Poeta", pela gravadora Castelinho.

Suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em "Rugas", "Quando Eu me Chamar Saudade", "Luto", "Eu e as Flores" e "Juízo Final" (com informações da Wikipedia).

Embora o tema predileto de Nelson Cavaquinho tenha sido a temida e ironizada morte, canções de amor como "A flor e o espinho" estão entre as mais belas do cancioneiro brasileiro. É a que mais gosto em seu repertório. Gosto tanto que, no afã de abordar uma dor de amor da forma mais funda que conseguisse, dialoguei com "A flor e o espinho" em "Tire sou sorriso do caminho", publicada em Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!(Mazza Edições, 2008).
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Tire seu sorriso do caminho

Por Cidinha da Silva

Tire seu sorriso do caminho

Hoje não tem samba pro meu enredo

Degredo

Não tem alegoria pra minha tristeza

Eu sou só dor

Latejante

Tire seu sorriso do caminho

Hoje meu funk tá sem movimento de bacia

Não tem rima pro meu rap

Não tem Ronaldinho do Barcelona no meu jogo

Meu reggae tá sem sabor

Tire seu sorriso do caminho

Eu quero passar

Adeus, amor

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