Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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13 de jan de 2017

4a Capa do #Paremdenosmatar!



“Todas as vezes que surge uma personagem negra estereotipada nos programas de entretenimento aos domingos, a segunda-feira das crianças e adolescentes negros na escola será um filme de terror, que se estenderá por semanas, meses e anos, a depender da duração da personagem na TV.

E os familiares dessas crianças perderão horas, dias, semanas e meses preciosos de educação, lazer e fruição, ensinando-as a reagir, a não sucumbir, a manter a cabeça erguida, a preservar o amor próprio diante de tanta violência direcionada e objetiva.
Os exemplos racistas da TV também inspirarão situações de discriminação racial na escola, minimizadas por professoras e professores cansados e despreparados, para dizer o mínimo. As crianças e adolescentes negros que não tiverem tido as lições de sobrevivência do amor próprio ministradas em casa, se sentirão sozinhos, desprotegidos e injustiçados.

Um dia perderão a paciência e poderão chegar às vias de fato com colegas racistas, como último recurso de autodefesa. Então serão taxados de violentos, serão estigmatizadas na escola, perderão o estímulo para permanecer naquele ambiente, evadirão com facilidade e a redução da maioridade penal será apontada como solução para retirá-los mais cedo do convívio social e puni-los por terem reagido, da maneira que lhes foi possível, à opressão racial”.

Trechos de “Rastro de Pânico do Racismo Brasileiro”, de Cidinha da Silva
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