Lançamento: O MAR DE MANU

Lançamento: O MAR DE MANU
O mar de Manu, terceiro livro para todas as idades, de Cidinha da Silva, é um conto pleno de poesia e imagens. São pequenas histórias de sabedoria narradas no fluxo de um dia e uma noite vividos por Manu. A gente de Minas Gerais, assim como Manu, menino oriundo de algum lugar entre o Mali, o Níger e o Burkina Faso, precisa inventar o mar. As características geográficas desses lugares levam seus moradores a produzir metáforas sem água para representar o infinito. É o que faz Manu, personagem que aprendeu a sonhar com a mãe. Cidinha da Silva, desta feita em um texto curto, prossegue no caminho da escritura em linguagem simples e direta que dialoga com as instâncias mais sensíveis do leitor. O mar de Manu é a primeira publicação da Kuanza Produções, uma editora dedicada à formação do leitor literário e à ampliação do espaço editorial para as africanidades no Brasil.

Lançamento 2: OH, MARGEM! REINVENTA OS RIOS!

Lançamento 2: OH, MARGEM! REINVENTA OS RIOS!
Reencontro de Cidinha da Silva com o universo da crônica.

12/01/2012

Os Crespos em curta temporada paulistana

(Por Zinho Trindade). "A Cia. Os Crespos estréia seu novo espetáculo "Além do Ponto" mostrando em cena o processo de separação de um casal. O jogo dos personagens em cena é, a partir da separação, tentar imaginar um amor sem dor, a separação como transformação e não como fim, como a cura para uma doença. Como recursos em cena, o espetáculo traz Vídeos, DJ e microfone interagem com a peça. Durante a pesquisa para a criação da dramaturgia, os atores registraram em vídeos depoimentos pelas ruas de São Paulo, colhendo histórias de amor pessoais. Os Crespos... " Neste processo "concentrado" para construir nosso novo trabalho, a interrogação que nos sequestra parte da constatação da experiência de muitas mulheres negras que sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor. Essa é uma de nossas verdades privadas que raramente é discutida em público. Não tem sido simples para as pessoas negras desse país o entendimento do que é amar. Considerando a experiência do povo negro é possível entender por que historicamente muitos se sentiram frustrados como amantes. Precisamos reconhecer que a opressão e a exploração distorcem e impedem nossa capacidade de amar. "O amor cura". Nossa recuperação está no ato, no gesto. O amor é ao mesmo tempo "uma intenção e uma ação". Este trabalho é um grito e uma oração que pede passagem para uma continuidade. A vontade de amar tem representado um ato de resistência para os afrobrasileiros – daí o sentido de investigar sobre os fins e os encontros."

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