Bate-papo na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 14 de maio de 2017

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7 de abr de 2017

Na Rede 17


Por Cidinha da Silva
Na sala de aula do doutoramento, depois da quarta vez que o professora explica uma coisa, de diferentes formas, a colega (professora universitária) não entende e continua a falar e a perguntar idiotices, como se o professor não tivesse explicado nada. Ele se exaspera e a chama de "minha filha" antes de explicar pela derradeira vez. Outras mulheres reagem, é machismo aquilo. E é uma reação que nas entrelinhas diz: diga que ela tem preguiça de pensar, que não sabe interpretar textos orais ou escritos, que é inacreditável que ela tenha passado em um concurso (para ser professora em universidade pública e para um programa de doutoramento), mas não a chame de "minha filha".
A aula transcorre. Outro colega, um homem negro, cego, reage a alguma coisa dita subliminarmente. A colega, a instantes chamada de "minha filha" e defendida por outras dispara: "Ele é cego, não é surdo" e ri. Sozinha.
Mesmo que não a tenhamos acompanhado na piada discriminatória e cruel, ela nos pega de surpresa e nada dizemos. Só lamentamos em conversas paralelas.
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