Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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8 de out de 2010

Declaração de voto!

Voto em Dilma para a Presidência. Mas nem sempre foi assim. Embora tenha votado no PT em todas as eleições presidenciais, esta seria a primeira vez que não o faria. Votaria em Marina Silva, do PV. Uma mulher negra, de caráter e currículo incontestáveis, entretanto, de posições políticas retrógradas, quando não reacionárias, em relação a certos direitos das mulheres e a todos os direitos de lésbicas, gays e transgêneros. Uma estadista não pode posicionar-se aquém das bandeiras políticas mais nobres carregadas por seu campo político, em nome de princípios religiosos imbecis e cerceadores. Imagino que Obama tenha lá seus conservadorismos de gaveta, mas sabe que deve mantê-los trancados, pois ele representa o campo político mais avançado do país e não pode sucumbir a questiúnculas pessoais. Este, o principal motivo de mudança do meu voto. Voto em Fernando Gabeira, do PV, para governador do Rio de Janeiro. Voto no 13 para o Senado, duas vezes. Voto útil, sem qualquer entusiasmo, apenas para barrar o sacripanta. Não tenho qualquer apreço pelos caras-pintadas, embora reconheça que cumpriram papel midiático significativo no empeachment de Collor. Os candidatos ao Senado, nos quais votaria com convicção seriam: Marta Suplicy, em São Paulo, e Fernando Pimentel, em Minas Gerais. Para deputada federal voto em Benedita da Silva, pelo que ela representa em minha história. Benedita foi a primeira mulher negra inspiradora que tive na vida, depois das mulheres da minha família e antes de Sueli Carneiro. Eu ficava embevecida com a Benedita da Constituinte. Anos mais tarde, a pedido de Sueli, fui hospedada na casa dela, no Chapéu Mangueira. Dormi tão pouco aquela noite. Era grande a emoção de estar na casa de Benedita da Silva, aquela que conheci no Tribunal Winnie Mandela em São Paulo, 1988. Para deputado estadual voto em Marcelo Freixo, do PSOL. Há pessoas nas mãos dos bandidos, nas mãos da polícia e nas mãos da milícia. Tudo é ruim, não arriscarei dizer o que é pior, mas sei que pouca gente tem a coragem desse rapaz que está condenado à morte pela truculência das milícias. Votarei nele, mas não sei se quero realmente que ele seja eleito. Não acredito em heróis. Talvez seja melhor que ele não ganhe a eleição e que no dia seguinte ao fechamento da urnas, já tenha asilo político garantido em outro país, para lutar, lá fora, contra as milícias. Aqui, ele será morto por elas.
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