Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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2 de out de 2010

Galo x Galo

Em meio a tantas explicações sobre o fracasso do Galo no campeonato brasileiro de futebol 2010, também darei meus pitacos. A culpa é do provincianismo da administração atleticana. De nada adianta ter o CT mais moderno do Brasil, quando não se considera que, na iminência de fecharem o Mineirão, com vistas aos preparativos para a Copa 2014, seria necessário investimento pesado e célere na recuperação do Independência. Times como Atlético e Cruzeiro não podem ficar sem um estádio de futebol em Belo Horizonte. A massa atleticana, todos sabem, é fonte importante de receita para o Alvinegro. Não é possível prescindir dela por falta de estádio de futebol na capital. Mas, o Kalil III ou IV deve ter pensado: com um cafezim e uns pão de queijo a gente convence a CBF a não fechar o Mineirão. O Ricardo Teixeira é mineiro ou não é? Pensando bem, a gente chama o Perrella e manda ele trazer uma lingüicinha de porco e a gente serve cachaça na xícara, do mesmo jeito que a politicagem fingia tomar café ali na Praça Sete. Quero ver se a gente não convence até a FIFA. Jogadores acostumados a ver o mundo, experimentados no futebol dos grandes centros do Brasil e outros centros do mundo (hoje há vários deles no Atlético), familiarizados com mentalidades administrativas mais afinadas com a modernidade, devem se sentir inseguros frente a um dirigente tacanho. Sim! Deve assustar! Até eu, nascida e criada em Minas fico assustada. Imagino uma pessoa de fora. O provincianismo sequer se reinventa. Ao invés de se preocupar em administrar o clube (não é só o Luxa que se acha hiper-mega-ultra) o Kalil III ou IV se arvora a cabo eleitoral da situação. Deve ser por inveja do Cruzeiro que tem um deputado federal próprio, lança a candidatura de mais um e também de um suplente ao Senado. Ele deve achar que a participação da dinastia Perrella na política nacional é responsável pela estrutura de familiaridade com a vitória que o arqui-rival desfruta há tantos anos, e o Atlético, infelizmente, nunca alcançou. Um comandante que entrega seus comandados aos abutres, não merece o posto. Onde já se viu um presidente de clube de futebol incentivar a torcida a dar porrada em jogador encontrado nas baladas? Ora, o Kalil III ou IV está mais para chefe truculento de organizada do que para presidente de clube. A continuar desse jeito não tem jeito. É assim desde que o mundo é mundo: galo que acompanha pato morre afogado.
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