Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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18 de jan de 2008

Morgan Freeman dá algumas lições de vida

(Por Ian Spelling, do Hollywod Watch) O que é necessário para interessar Morgan Freeman a fazer um filme atualmente? "Uma boa história", diz o vencedor do Oscar de 70 anos. "Primeiro uma boa história, mas também com quem trabalharei, assim como o diretor. O diretor não tem tanto peso quanto a história e os atores, mas estes são os três ingredientes. E não acho que seja diferente agora do que sempre foi. Eu posso estar em uma melhor posição para dizer: 'Bem, quem são os atores?' Você sempre está em tal posição como ator, mas a diferença é que agora eu não preciso trabalhar." Ele pode não precisar trabalhar, mas claramente quer: Freeman está onipresente ultimamente. No último ano e meio, ele produziu e estrelou "Um Astro em Minha Vida" (2006) e atuou em "O Contrato" (2006), "A Volta do Todo Poderoso" (2007), "Medo da Verdade" (2007) e "Feast of Love" (2007), assim como seu mais recente filme, "Antes de Partir" (The Bucket List) de Rob Reiner, e os futuros "Wanted" e "Batman: The Dark Knight". Lançado no dia de Natal nos Estados Unidos, "Antes de Partir" apresenta Freeman como Carter Chambers, um mecânico dedicado à família que descobre que está com uma doença terminal. No hospital ele conhece Edward Cole (Jack Nicholson), um empresário rico e divorciado que também descobriu que seu tempo restante na Terra é limitado. Após inicialmente brigarem, os dois se tornam amigos e resolvem rodar o mundo em um esforço para realizar todos os itens listados em uma folha de papel de experiências que esperam ter antes de partir. Falando por telefone de um hotel em Los Angeles, Freeman explica - em sua familiar voz reconfortante - que gostou da idéia básica de "Antes de Partir", um drama/comédia sobre viver antes de morrer. Mas ele não sabia se resultaria em um bom filme. "Eu li o roteiro alguns anos antes e esse material precisava ser tratado com cuidado. Era possível se tornar sentimental e afastar as pessoas. Eu descobri que esse tipo de história funciona melhor se você a tratar de forma franca. Tentar arrancar lágrimas das pessoas não é a forma de abordá-la. As lágrimas são legítimas. Não são apelativas. Quando você recebe um roteiro desse tipo, a pergunta é: 'Quem você quer interpretar?' É claro que me chamou a atenção que eu era o personagem Carter, mas quem é o outro? Quem é Edward? Eu acho que Jack foi perfeito para ele. Se eu tivesse interpretado Edward, seria um trabalho diferente para mim. Como ator você pode interpretar qualquer coisa, ou essa é a idéia, mas eu acho que foi a forma acertada, eu como Carter e Jack como Edward." E o que Freeman achou de Nicholson? "Ah, meu caro, é uma daquelas situações em que você acorda de manhã animado e sai para trabalhar. Eu adorei todo o processo. Eu sou fã de Jack desde 'Cada Um Vive Como Quer' (1970). Rob Reiner é outra pessoa cujo trabalho eu admiro. Ele trabalha como eu, de forma rápida e eficiente. Eu adoro isso. Você sai para trabalhar de manhã, todo mundo dá carona para todo mundo e dá um grande abraço, e todos começamos a trabalhar." E não, insiste Freeman, filmar "Antes de Partir" não o fez contemplar sua mortalidade. Longe disso. "Eu suponho que seja a pergunta neste filme. Mas não me fez pensar sobre mortalidade, no meu caso, porque vou viver para sempre." O ator, que vive com sua mulher e família no Mississippi, está ocupado demais para morrer tão cedo. "Wanted", um filme de ação baseado em uma minissérie em quadrinhos, estreará em junho. Freeman interpreta o líder de uma sociedade secreta cujos justiceiros incluem uma veterana calejada (Angelina Jolie) e um novato inexperiente (James McAvoy). Em 18 de julho, Freeman reprisará seu papel de "Batman Begins" (2005), o de um aliado de Bruce Wayne, Lucius Fox, em "Batman: The Dark Knight". E recentemente concluiu "The Code", no qual interpreta um ladrão veterano que recruta um mais jovem (Antonio Banderas) para ajudá-lo a executar um último roubo. E não é tudo. "Eu estive em Boston filmando 'The Lonely Maiden'. Eu trabalho no filme com Christopher Walken e William H. Macy. Somos guardas de museu e cada um de nós está apaixonado por certas peças do museu, pelas quais somos completamente loucos. Então descobrimos que toda a exposição será enviada para o exterior e substituída por outra coisa. Então criamos um plano para roubar nossas peças. É uma comédia de roubo, porque esses sujeitos não têm nenhuma prática nisso." Freeman está co-produzindo "The Code" e "The Lonely Maiden" por meio de sua produtora, a Revelations Entertainment, criada por ele e sua sócia, Lori McCreary, em 1997 visando lançar filmes tanto em cinema quanto pela internet. Também estão a caminho "The Human Factor" - um drama biográfico sobre Nelson Mandela, que será dirigido por Clint Eastwood, que dirigiu Freeman em "Os Imperdoáveis" (1992) e "Menina de Ouro" (2004) - e "Rendezvous with Rama", um drama de ficção científica baseado no romance "Encontro com Rama" de Arthur C. Clarke. "Eu dirigi um filme", diz Freeman, referindo-se a "Bopha! À Flor da Pele" (1993), um drama sobre o apartheid estrelado por Danny Glover, Alfre Woodard e Malcolm McDowell. "Eu gostei da experiência de dirigi-lo. Mas, sabe como é, dirigir um filme toma pelo menos um ano, entre a preparação, a realização e sua finalização, e sou preguiçoso demais para dedicar tanto tempo a um projeto sem poder fazer mais nada. Então prefiro produzir os filmes e também atuar." Mas há algo a ser dito sobre desenvolver seus próprios projetos, acrescentou o ator. "Até alguns anos atrás, eu ainda pulava de emprego a emprego sem saber de onde viria o próximo e quando. Agora, poder organizar sua agenda com um ano de antecedência é algo bastante animador." Algumas pessoas podem creditar o fluxo constante de trabalho e maior poder de Freeman ao seu novo amigo, Oscar, que ele ganhou por sua interpretação de um treinador de boxe mal humorado em "Menina de Ouro", após ser indicado por papéis igualmente memoráveis em "Armação Perigosa" (1987), "Conduzindo Miss Daisy" (1989) e "Um Sonho de Liberdade" (1994). Outros acham que tem a ver com o fato dele misturar habilmente ocasionais filmes de sucesso de estúdio - "Impacto Profundo" (1998), "Todo Poderoso" (2003) ou "Batman Begins" - com trabalhos mais artísticos. Mas o ator tem uma explicação diferente. "Eu credito à longevidade", ele diz rindo. "Eu também credito isso à possibilidade de uma lâmpada se tornar mais brilhante antes de queimar."
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