Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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3 de out de 2012

Eleições, eleições!



Por Cidinha da Silva

Desde a vitória de Obama em 2008, alguns procedimentos têm mudado nas eleições, o principal deles, a massificação do uso de ferramentas de comunicação tecnológica para divulgar plataformas, pedir votos e convencer eleitores. Aqui, na eleição de 2012, experimenta-se tormentoso assédio de candidatos e/ou de seus representantes-master pelos celulares e telefones fixos.

Algumas coisas, entretanto, não mudam ou mudam quase nada: os discursos viciados, idiotizantes, mentirosos, manipuladores. A sujeira nas ruas, a poluição visual e sonora da propaganda política. A disputa insana por segundos na televisão, levando grandes líderes a conspurcarem a biografia em alianças eleitoreiras com ex-inimigos, de comprovada filiação à bandidagem.

Vez ou outra surge alguém visionário, honesto, com projeto para enfrentar questões cruciais, tais como Marcelo Freixo, Marcelo Yuka e Aspásia Camargo no Rio, Luiza Erundina em São Paulo. São raros e episódicos, embora sejam emblemas insistentes da tentativa de transformar a política em coisa grande.

Algo que parece não sofrer alteração alguma, mesmo com os 20 milhões de pessoas alçadas da miséria absoluta nos últimos 10 anos, é a indústria de subempregos gerada pela caça ao voto. Pobres senhoras assentadas em praça pública dos bairros de classe média, como guarda-costas de placas sorridentes com nome e número de candidatos. Mulheres que quando têm alguma sorte conseguem um banheiro para usar ao longo do dia, antes de carregar a placa para casa e trazê-la de volta na manhã do dia seguinte. Jovens mulheres e outras nem tanto a distribuir santinhos pelas ruas. Homens a empurrar alegorias de candidatos na disputa pela atenção de quem passa. Meninos a colocar santinhos nas caixas de correio das casas e condomínios de bairros populares.

E quando nas cidades do interior, nas quais o voto de cabresto ainda vigora, acontecem mortes durante as querelas entre os representantes de um cacique político e outro, são votos, os que morrem de cada lado.
Foto: Spírito Santo.
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