Bate-papo no PAF I da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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20 de out de 2012

Grupo quer novo prefeito de São Paulo comprometido com acesso ao livro



Deu na Rede Brasil Atual
"Ativistas da educação e da cultura, reunidos no coletivo
LiteraSampa, cobram dos candidatos a prefeito de São Paulo o
compromisso de, se eleitos, criar as condições necessárias para a
implantação do Plano Municipal do Livro e da Leitura (PMLL) para a
capital paulista. Além de um termo de compromisso, a iniciativa
convoca o apoio popular, por meio de uma petição eletrônica.
O formato dos dois
documentos foi fechado na mais recente das constantes reuniões do
grupo, realizada na noite da terça-feira (16). A ideia é obter do
futuro prefeito que a cidade cumpra sua parte do Plano Nacional do
Livro e da Leitura, instituído em 2006 em trabalho conjunto dos
ministérios da Cultura e da Educação. O plano do governo federal
prevê ações nos níveis estadual e municipal.
Ao comentar a
iniciativa, a coordenadora do LiteraSampa, Isabel Santos Mayer, a Bel, disse que há tempos o coletivo vinha colecionando impressões
negativas sobre a ausência de políticas públicas para estimular a
leitura e a frequência às bibliotecas na maior capital do país.
“Cada vez que
estávamos em um evento literário, como a Flip (em Parati-RJ) ou a
Bienal do Livro (de São Paulo), ouvíamos o quanto era ‘absurdo’ que
uma cidade como essa não tinha projetos que dessem visibilidade ao
livro e que ampliasse o acesso ao livro e à leitura como agente da
educação, da cultura e do desenvolvimento social da população.
Então, um dia, percebemos que alguém tinha que começar e decidimos
juntar as pessoas para desenvolver o projeto”, disse Bel. Os primeiros encontros sobre o tema ocorreram em 2010.
A especialista em
pedagogia social prevê que as diretrizes para o plano estejam
prontas no início de 2013, época em que o compromisso a ser
assumido pelo próximo prefeito comece a ser cumprido – o coletivo
está em contato com as assessorias de Fernando Haddad e José Serra
para viabilizar a assinatura do termo.
Bel defende que a
construção do PMLL seja o mais participativa possível, com todos
os atores direta ou indiretamente interessados atuando no processo.
Por isso foi lançada, entre outras iniciativas, a campanha on line
para angariar assinaturas de apoio à criação e implementação do
plano.
“Nós queremos unir o
maior número possível de pessoas e de organizações em torno do
projeto de fazer de São Paulo um polo de leitura literária”,
frisou a coordenadora do LiteraSampa, que reúne instituições que
mantêm bibliotecas comunitárias em pontos espalhados pela Grande
São Paulo.
Sem políticas
Bel sustenta que a
discussão sobre desenvolvimento cultural e educacional em São Paulo
deixou de considerar a importância do livro, do acesso à leitura e
dos projetos comunitários, e que projetos como os Pontos de Cultura
e a Virada Cultural, apesar de importantes, são insuficientes para
cumprir as demandas da população.
“É necessário
ampliar as possibilidades e instaurar o debate sobre o tema, com o
envolvimento direto do poder público, aberto à participação
popular para ampliar as políticas locais de educação e cultura da
cidade”, afirmou.
Ela lembrou ainda que o
estado de São Paulo também não deu continuidade às propostas do
Plano Nacional do Livro e da Leitura. Por enquanto, só Mato Grosso do Sul elaborou sua política estadual sobre o tema."
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