Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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30 de out de 2012

Quem não soube a sombra, não sabe a luz...


Por Cidinha da Silva

Apliquei um Taiguara antigo na veia de um amigo pós-moderno que arranhou o dedo e por isso decidiu nunca mais brincar com faca. Essa moçada criada a iogurte de copinho, excesso de proteção e carinho, não sabe ralar o joelho no chão. Cicatriz, então, nem de longe.

Fugir da dor é marca geracional. Não é necessário, como os românticos, afogar-se nos braços do sofrimento, mas é bom aprender a manusear a faca, entender que amar e performar o amor são coisas distintas.

A performance é um movimento construído a partir de uma concepção, o amor é o próprio movimento, o vento, o fogo, a água, o ar que revigora. O amor é espora, espeta, mas também protege. Coração revestido de amor é mais cascudo, não desfalece a qualquer espetadinha, suporta uma rinha de galos.

Coração performador, ao contrário, é fracote e vive exposto, não sabe ouvir que alguém precisa dele, reduz-se a um garnisé. Por isso, Taiguara na veia. Por isso, ainda, sentir dor e até sofrer quando não se tem a amada, mas sentir-se plena e feliz por amar.
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