Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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13 de dez de 2008

Chave de ouro em BH

Celebrar é mais, muito mais que a festa do consumo ao final de cada ano. Pode parecer filofia barata, mas é um respiro demarcar este espaço entre tantos pacotes e laços de presentes, e felicitações sem ânimo e sinceridade. Estou a caminho de duas celebrações em Belo Horizonte. Celebrações do ano de trabalho que se encerra, do processo e das conquistas, das vitórias e do que está por vir. Celebrações por meio do trabalho. No dia 17/12 terei a honra de lançar o Tambor no Sarau da ColetiVoz, iniciativa arrojada do amigo Rogério Coelho. O pessoal do S3M - Sobreviventes do Terceiro Mundo, mesmo sem me conhecer, topou dividir o palco comigo, no dia importantíssimo do lançamento do primeiro CD. Estou empenhada para me colocar à altura do coração aberto deles. O Rogério produziu um material de divulgação tri-generoso, como vocês verão abaixo. Deixo o meu agradecimento a toda a moçada do ColetiVoz. No dia 20/12 participo de outro sarau, desta feita organizado pelo Anderson Feliciano, amigo novo que tem trazido várias surpresas para minha vida. Uma delas, este "sarau-homenagem" organizado por ele e por um grupo de amigos para mim. Sentiu o peso da camisa? Participar de coisas assim, em Belo Horizonte, o lugar onde nasci e me criei, como a gente diz por lá, me traz uma alegria especial, porque, como se sabe, é difícil uma santa de casa fazer milagre, ainda mais quando é belorizontina. Gratíssima, Anderson e companhia. (Por: Rogério Coelho) S3M – sobreviventes do Terceiro Mundo. Influenciados pelas musicas dos grupos RZO, Ao Cubo e Sabotage, o S3M nasceu em meados de 2006, no IEMG (Instituto de Educação de Minas Gerais). Em parceria com a direção do colégio, foi realizado em Maio de 2006 um projeto de redução de danos. Bem sucedido, o grupo resolveu a compor musicas no ritmo de rap com uma leve mistura de soul. Produzindo suas próprias musicas, o S3M teve iniciativa de distribuição do trabalho em portas de shows, escolas, bares e principalmente em periferias de toda região metropolitana. A partir de então vieram os convites para cantar em eventos culturais, casas noturnas, bares, escolas, faculdades, igrejas, etc... Destacando show realizado em Paraíso do Tocantins e Palmas no estado do Tocantins, em Janeiro de 2008. Hoje com a formação inicial de Kdu dos Anjos e DJefão, o grupo lança seu 1° disco. A poesia que salva. Kdu dos anjos é grande parceiro da Coletivoz. Foi um dos caras que brilhou os olhos quando falei e convidei para o projeto. Agarrou a idéia sem mesmo me conhecer. “Tudo pela cultura popular”, como sempre diz. Sem demagogia, a vida desse garoto tem sido uma verdadeira maratona cultural. Envolvido nos projetos do Fica Vivo, onde é oficineiro, vem revelando talentos. As oficinas de Rap, poesia, funk e Miami trazem à tona grandes produções culturais de adolescentes e crianças que facilmente se perderiam nas mãos do tráfico. Um grande agitador da cultura da periferia! Assim eu o definiria, se não fosse a vontade de dizer que antes dessa missão, Kdu dos anjos (como se não bastasse o nome abençoado) é símbolo de atitude e portador de grande humanidade. Vocifera contra o sistema; esbraveja contra injustiça em suas letras, com a mesma facilidade sensível de falar de amor, e das lembranças carinhosas que trazem as “presilhas” pretas da amada que se foi. Cidinha da Silva: o cronos da escrita crônica. Além de grande amiga, Cidinha da Silva é uma escritora efervescente. Uma grande intelectual contemporânea que confessa escrever pelos cotovelos: projetos, blog (http://www.cidinhadasilva.blogspot.com/), artigos, peças de teatro e outras escritas e afins, todas as escritas comprometidas com a crônica e seu cotidiano. As viagens pelo Brasil para o lançamento do querido “tambor” – como chama carinhosamente o livro – faz com que as redes de sua literatura ganhem dimensão e potência. A força poética declarada em sua fala e atitude transforma qualquer escrita ou encontro convencional em uma produção gostosa de se apreciar. Sua literatura também explora os dissabores, os desamores, as questões raciais e de gênero com uma fúria declarada, porém travestida pela leveza e sensibilidade da palavra. Convido a todos a ouvir e aprender com esta grande personalidade brasileira – seja pela literatura, pela cultura negra ou pela diversidade sexual. Mulher que se torna para mim, e para muitos, uma referência grandiosa, seja pela literatura ousada, seja pelo olhar sobre os diversos lados da exclusão do nosso país. À luta, à voz! Rogério Coelho.
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