Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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8 de dez de 2008

Mais de 500 postagens artivistas no blogue!

O rascunho deste texto previa versão final ao atingir a marca de 500 matérias postadas no blogue, mas os compromissos de viagens e outros trabalhos durante o mês de novembro impediram a concretização da idéia. Já caminhamos para as 600 e só agora consigo escrever. Os marcos numéricos e temporais têm se tornado mais importantes, acho que por uma certa corrida contra o tempo. Ao refletir sobre a marca e também para comemorá-la escolhi pôstes emblemáticos do trabalho artivista desenvolvido aqui e vou comentá-los de maneira breve. Pode ser um roteiro de navegação possível para quem conhece o blogue há pouco tempo. Vamos lá: 1 – O texto de Zélia Maria Vaz sobre o Tridente, publicado no LITERAFRO, e aqui no blogue, em 24/11/08, é uma das melhores análises do meu trabalho, dentre as que tive acesso. Zélia destaca aspectos muito caros a mim, embora tenha me deixado a expectativa de um olhar mais acurado sobre os aspectos relacionados aos temas de gênero e sexualidade. O fato de a autora ter me emparelhado a autores da estirpe de Edimilson de Almeida Pereira, Salgado Maranhão e Ronald Augusto, foi presente que me fez transbordar de satisfação e orgulho, mas também de responsabilidade. 2 – O texto da professora Luana (03/10/08), sobre a leitura e interpretação de um texto meu, o “Luana”, em uma sala de aula de escola pública em Neves, Grande Belo Horizonte, me emocionou muito e ratificou um dos caminhos trilhados pelos textos do Tridente, a vocação para o diálogo com adolescentes e jovens. 3 – O texto sobre a escritora Ruth Guimarães que assumiu vaga na Academia Paulista de Letras, depois de quarenta livros publicados e mais de oitenta anos de vida (22/09/08), atuou como abre-alas para outras matérias sobre a autora, bem como divulgação de textos dela na blogosfera. Já havíamos publicado outra matéria sobre Ruth e seu trabalho pioneiro, especificamente aquela que tratava do “Encontro de Gerações”, promovido por Oswaldo de Camargo no Museu Afro-Brasil, em 2007. 4 - O texto “Um encontro com Fátima Oliveira”, de 06/09/08, junto com o prazer da leitura do livro resenhado, permitiu-me (pelos comentários e críticas postados no sítio literário Lima Coelho) caminhar um pouco mais naquilo que é o meu estilo de produção de resenhas, no diálogo que estabeleço com autores(as), pensando também no que seria o meu processo de criação de aspectos da obra em tela, os quais acho, ora incríveis, ora insuficientes. 5 - O texto no qual a escritora Paulina Chiziane expressa uma visão crítico-moçambicana do acordo ortográfico de língua portuguesa faz parte de um esforço empreendido pelo blogue de constituir-se, também, como espaço de visibilidade ao pensamento vindo da África negra e do restante da Diáspora Africana (05/09/08). Wole Soyinka, Amélia Dalomba, Joaquim Ngoenga e Aimé Césaire, dentre outros, também compuseram este tímido início. O acordo ortográfico e as críticas de Paulina nos ajudam a perceber como o Brasil se dirige ao continente africano com uma perspectiva neo-colonialista, atitude que nos entristece e abala. E é necessário que os intelectuais africanos independentes, desinteressados das leis de mercado consumidor que o Brasil dita para distribuir suas obras literárias, cinematográficas e outros bens culturais, expressem sua autonomia para nos criticar e, se os quisermos consumir, que o façamos com todas as letras, sem concessões. Viva a África altaneira e livre, viva Paulina Chiziane! 6 – “Notas sobre a ausência de escritoras e escritores negros na cena literária da TV brasileira” (03/08/08), escrito para integrar o livro “O negro na TV pública”, organizado por Joel Zito Araújo, revelou-se polêmico e recebeu crítica exacerbada, mas pouco consistente, de um editor de revista de arte e cultura. Oportunamente comentarei a crítica aqui. De toda forma, fiquei contente e lisonjeada com a manifestação de apreço e apoio às idéias do texto, encaminhada ao blogue pelo exigente poeta Rique Aleixo, tão logo o texto foi postado. Grata, Rique. 7 – “Funk carioca: crime ou cultura”, publicado em 07/07/08, é uma resenha cuja elaboração foi muito prazerosa e útil, pois me permitiu entender um pouco mais o movimento funk do Rio de Janeiro. Creio que tem ajudado a mais gente também. Escrevo regulamente para um sítio literário chamado “Gosto de ler”www.gostodeler.com.br , e, de todos os artigos, crônicas e contos, publicados até hoje, o “Funk” é o campeão de leituras, com pequena diferença de pescoço para "Histórias da vó Dita". 8 – “Volver aos vinte”, publicado em 04/07/08, inaugura o espaço de divulgação de umas coisas mais doces, melosas, até, e talvez por isso, mais escondidas, mas, vieram a público e o resultado tem sido surpreendente. Gostamos de histórinhas de amor, bem ou mal sucedidas. Depois deste texto vieram o “Fiz minhas velas ao mar”, os “Poeminhas trazidos pela primavera” e os “Poeminhas do desterro”, todos de resolução literária pouco sofisticada, mas componentes de exercício válido para encontrar uma veia mais lírica, digamos assim, que pode ser aproveitada em outros textos como um caminho de fruição da percepção poética. 9 – “Tinhorão” é um texto delicioso do Bira (Prof. Ubiratan Castro) que recebi de presente durante o lançamento do Tambor em Salvador, 2008. Foi uma das emoções mais fortes que a literatura já me trouxe, pois sou fã do Bira, da narrativa preciosa que ele constrói. Em 2003, quando dei a ele um exemplar do meu livro de ensaios sobre ações afirmativas, disse-lhe algo mais ou menos assim: “depois que o Sr. ler, caso queira criticar, as críticas serão muito bem vindas e tal”. O Bira respondeu: “Por que você acha que eu terei críticas? Que criticar o quê! Todo livro que a gente escreve e publica é motivo de comemoração. Vamos comemorar!” 10 – A resenha de Tania Macêdo sobre o Tridente, publicada em 02/07/08, também foi motivo de grande alegria e é representativa dos olhares da crítica literária sobre minha obra. 11 – “Pela mão de Benguela”, de 19/06/08, é representante dos escritos empreendidos nos últimos tempos e prenúncio da narrativa que está por se consolidar. 12 – “Um livro para se ouvir”, de Rogério Coelho, publicado em 20/05/08, vem no curso da generosidade dos amigos que investem parte do seu tempo analisando e escrevendo sobre meu trabalho. Agradeço ao Rogério, à Rosane, à Glória, à Vera, à Luana e ao Anderson, amigos que têm desempenhado este papel, junto com alguns(as) pesquisadores(as), aos(às) quais também agradeço.13 – “Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia”, de 27/02/08, apresenta leitura crítica de um livro muito badalado. Gostaria de fazer mais resenhas assim, mas uma pilha de livros lidos ainda me espera. Durante todo o tempo em que trabalho, sete me espreitam a espera de um comentário, mas o tempo não tem sido suficiente para fazê-lo, são eles: “Malungos na escola: questões sobre culturas afrodescendentes e educação”, de Edimilson de Almeida Pereira; “Quatro histórias de ladrão e mais 26 histórias”, de Paulo Mendes Campos; “Amkoullel, o menino fula”, de Amadou Hampâté Bâ; “Punga”, de Elizandra Souza e Akins Kinte; “Diário de Bitita”, de Carolina Maria de Jesus; “Muito longe de casa – memórias de um menino-soldado”, de Ishmael Beah e, “Falcão: mulheres e o tráfico”, de Celso Athayde e MV Bill. 14 – “Ogundana: o alabê de Jerusalém”, de 05/02/08, vale pelas passagens destacadas do livro, um passeio em tapete mágico pela África de 2000 anos passados, concomitante à passagem de Jesus Cristo pela terra. Ogundana não sentou à mesa com ele, mas presenciou um milagre do Cristo, o do cego que voltou a enxergar. O cego era casado com a prima de Maria Madalena, que por sua vez, era grande amiga da esposa de Ogundana. Só mesmo lendo esta obra prima de Altay Veloso. 15 – “Uma pilha de cadáveres negros: bom dia, Direitos Humanos”, de 23/01/08, originalmente publicado no Irohin, é texto de uma das minhas escritoras prediletas dentre as ativistas negras, Vilma Reis. Vilma, tal qual Jurema Werneck, tem uma fluência na pena que faz com que os temas mais áridos ganhem uma cadência que nos arrebata, mas sem passar verniz no assombro da temática, coisa de gente que sabe escrever. 16 – “As latinhas”, de 15/01/08, é um texto escrito por encomenda e, como já disse, gosto muito de fazê-lo. Não fiz o que a editora pediu, mas foi a motivação do pedido que me levou a escrever um texto que gosto muito. “O padê de Jussara Marçal”, de 25/01/08, é um comentário crítico dobre o primeiro CD da cantora Juçara Marçal, "Padê". É também algo que eu gostaria de fazer mais vezes, comentar música. 17 – A matéria “Seppir reeditará História Geral da África”, de 23/12/07, é exemplo do papel de documentação de alguns temas que o blogue vem desempenhando. É um registro que permite às pessoas interessadas, a busca de informações precisas sobre o tema em uma fonte credenciada para oferecê-las. 18 – “Estreei no teatro”, de 11/01/07 , é marco importante da trilha dramatúrgica que iniciei pelas mãos da Companhia dos Comuns, grupo negro de teatro, baseado no Rio de Janeiro. 19 – “Afro-lembranças do PAN”, de 13/08/07, é outro momento significativo do blogue, para além do conteúdo que contemplou o desejo de muitos leitores e leitoras de ver retratado Diogo Silva e outros campeões negro-brasileiros, marcou o início da minha manipulação de imagens da Internet, coisa que até aquele momento eu não fazia, apenas postava as ilustrações enviadas pela Iléa Ferraz e, na primeira hora, pela Lívia Lima. 20 – “Notícias jugulares”, de 08/08/07, aborda a obra de mesmo título do amigo Dugueto Shabazz, expoente não tão decantado da literatura periférica. Não repetirei tudo o que escrevi no texto, mas reitero que o prosador Dugueto me arrebata e gosto mais do poeta das letras de Rap do que daquele dos poemas. Nossa comunicação é errática e de poucas respostas, mas sincera. Eu mando um e-mail e ele nunca responde. Dugueto me escreve e eu também não respondo, mas sabemos que nos lemos e torcemos um pelo outro. Seus e-mails sempre começam assim: “Salve irmã, como tá?” Quando nos encontramos e rola de bater um papo, Dugueto, um grande contador de histórias, conta-as para uma roda atenta, eu no meio, prestando muita atenção. Do nada, como se lesse meus pensamentos, ele diz: “olha lá, Cidinha, não vá escrever, não, a história é minha”. E assim ele já impediu que eu pegasse de seu repertório (ouvido não é roubado), pelo menos uns quatro ótimos argumentos. Dugueto é também integrante da Frente 03 de Fevereiro. 21 – “Salve Iléa Ferraz”, de 28/07/07, é agradecimento público a uma parceira querida, a Iléa, que, desde que nos conhecemos oferece belas imagens para o blogue. Sem ela, ele não seria o que é. 22 – Por fim, “Travessia – a vida de Milton Nascimento”, de 03/06/07, foi uma resenha que levou a autora da biografia do Milton, Maria Dolores, a me escrever comentando o texto, fiquei lisonjeada. Está sugerido o roteiro, boa navegação!
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