Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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30 de dez de 2008

Obama e os convidados ilustres para a posse em 20 de janeiro

(Fonte: portal Terra). "Milhares de negros americanos que arriscaram suas vidas no movimento dos direitos civis estarão no mês de janeiro em Washington para a posse de Barack Obama. No meio desta multidão, poucos estarão mais orgulhosos que um pequeno grupo de pioneiros, convidados especiais que encararam uma violenta reação racista há mais de 50 anos, quando lutaram contra a segregação racial nas escolas dos EUA. Chamados de "Os Nove de Little Rock", eles foram espancados, humilhados e ameaçados de morte diariamente por meses após se matricularem em uma escola branca do Arkansas. As informações são do The Guardian Melba Patillo, um dos nove, disse que está "honrado" que Barack Obama achou adequado convidá-lo. "Obama disse que aspirou subir os degraus da Casa Branca porque os Nove de Little Rock subiram as escadas da Central High School", declarou ao The Guardian. Todos os integrantes do grupo seguem vivos e alguns ainda moram em Little Rock, outros se espalharam pelos EUA e foram até à Suécia, seguindo carreira como banqueiros, psicólogos e funcionários públicos. Os nove se conheceram apenas quando se matricularam na Central High School, em 1957, seguindo decisão da Suprema Corte americana, que determinou a inconstitucionalidade da segregação entre negros e brancos nas escolas. Quando apareceram no prestigiado colégio, todos em idades entre 14 ou 15 anos, depararam com hordas de brancos hostis. Os estudantes e seus pais promoveram uma violenta reação de ódio, e o goverandor do Arkansas ordenou que soldados da Guarda Nacional barrassem sua entrada na escola. Em um ato que repercutiu pelo mundo, o Presidente Eisenhower destacou tropas nacionais para que protegessem os nove e garantissem sua entrada. A partir disso, os adolescentes puderam ir às aulas, mas foram acossados diariamente. "Nos davam socos, chutes, jogavam bolas de neve com pedras dentro sobre nós. Éramos chamados de tudo que é coisa e ameaçados de morte", disse Brown ao The Guardian. Eram nove estudantes negros entre 1.900 brancos. "Era bem difícil de lidar, mas não fugimos. Sabíamos que tínhamos o direito de estar ali. Tudo o que queríamos era igualdade no acesso ao melhor ensino e a chance do sonho americano", disse Carlotta Walls, a mais nova entre os nove, ao The Guardian. Ela agora vive em Colorado. Eles foram premiados com uma medalha de ouro pelo Presidente Bill Clinton em 1999, mas a coroação de sua batalha será no dia 20 de janeiro".
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