Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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28 de set de 2012

Entrevista da Ministra Luiza Bairros


"Do ponto de vista das políticas públicas, temos feito tudo o que é possível para que a igualdade racial se estabeleça"

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  • Crédito: Agência Brasil
Em entrevista ao programa Bom Dia Ministrodessa quarta-feira (26), a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, falou sobre o lançamento da primeira etapa do Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra, o “Juventude Viva”, cujo piloto será colocado em prática em Alagoas. Leia abaixo trechos da entrevista, editada pelo Em Questão.
Preconceito 
O racismo é um fenômeno extremamente elástico, que vai tomando formas diferenciadas à medida que a sociedade também vai mudando. Mas, do ponto de vista das políticas públicas, temos feito tudo o que é possível para que a igualdade racial se estabeleça. 
Discriminação 
O que as ideias racistas fazem é desvalorizar as pessoas. E, desumanizando as pessoas, se tem uma dimensão de que a vida vale menos. Felizmente, com o trabalho que tem sido desenvolvido pelos movimentos sociais, em primeiro lugar e, na continuação, o trabalho que temos feito, a partir do governo, acredito que esse tipo de mentalidade na sociedade brasileira tende a mudar. 
Violência 
Tivemos, no Brasil, no ano de 2010, 19 mil mortes entre jovens negros, contra 7 mil entre jovens brancos. Existe uma diferença abismal nesses números. Portanto, isso exige, da nossa parte, uma preocupação específica com esse segmento da população. Isso dá para nós todos bem a ideia de como esse problema é urgente, não apenas para a população negra, mas para o futuro do Brasil.
Processo histórico
O Estado reconhece que existe um processo de vitimização em um determinado segmento da população, no caso os negros e, em função dessa constatação, se coloca como um responsável primário para poder modificar esse tipo de situação. Para mim é mais importante, hoje, a gente pensar naquilo que ganhamos do ponto de vista não apenas de consciência social, mas de responsabilização do Estado. 
Juventude Viva 
O Juventude Viva foi pensado para ser trabalhado em 132 municípios brasileiros, que são responsáveis por 70% das mortes violentas de jovens negros. Nós estamos começando uma experiência piloto no estado de Alagoas. Obviamente, a ideia é que isso possa ser espalhado por todo o Brasil. 
Além da Secretaria-Geral e da Seppir, que o coordenam, [o plano conta com] a saúde, a cultura, a educação, esporte e justiça. Cada um desses ministérios entra no programa com um conjunto de possibilidades, que serão utilizadas de acordo com o diagnóstico que se fizer em cada um dos municípios. 
Educação
O Ministério da Educação, por exemplo, tem uma contribuição com o Programa Mais Educação, que tem sido uma aposta muito grande de fazer com que as escolas se tornem de tempo integral, fazendo com que os estudantes tenham a possibilidade de participar de atividades não só curriculares, mas extracurriculares também. 
Saúde
No caso do Ministério da Saúde, tem a ver com a possibilidade de ter uns agentes jovens de saúde. O protagonismo da juventude é extremamente importante para que nós possamos criar uma relação mais positiva com a vida. 
Cultura
O Ministério da Cultura entra com as praças de esporte e lazer e com as usinas culturais, que são extremamente importantes para fazer com que a juventude tenha alternativas. O jovem deve ser encarado, ser tratado, como alguém que tem contribuições efetivas para dar à sociedade e, portanto, merece estar vinculado às ações e atividades que são valorizadoras da vida e dos seus talentos. O Ministério da Cultura oferece as usinas culturais, que estão previstas para se realizar até 2014, como espaços de convivência, de exercício da criatividade, da inovação, que é algo que fundamentalmente os jovens necessitam.
O programa é transmitido ao vivo pela TV NBR e pode ser acompanhado na página da Secretaria de Imprensa da Presidência da República.
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