Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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20 de jul de 2007

Tridentiando 8

“Oi querida Cidinha! tudo em paz com você? Espero que esteja bem e feliz. Estou aqui do outro lado do mundo. A terra dos samurais e gueixas é realmente linda e estranha, mas estou contente pelas escolhas feitas. Acho que você não sabia que eu estava vindo pra cá e agora menos ainda que "Cada tridente..." também. Pois te falo como seu livro chegou aqui. Um sonho de muitos anos se concretizou. Não sei dizer quando começou, mas sempre pensei em vir para o Japão. Um vontade danada e sem razão. Tentei muitas vezes e sempre acontecia algo para eu não vir. Eis que dessa vez aconteceu. Visto na mão e mochila nas costas vim parar aqui. Faz um mês e tudo indica que serão muitos outros... Mas vamos ao "tridente"... Começou ainda em Sampa quando na abertura do livro vi algumas palavras do Sr Exu tranca Rua. Fiquei tão comovido com essa coisa do "caminho" que acabei decorando. Sem a devida autorização cheguei até a colocar durante um tempo no meu orkut. Hoje coloquei uma coisa mais zen budista: "...se sua casa pegasse fogo, o que você salvaria? Ele disse: eu salvaria o fogo!" Depois foi "sobre o exercício da arte difícil e nobre de estar só". Acabei lendo pra quase todo mundo que ia me visitar em casa. Falei pra alguns por telefone também. E assim foi com outros: "Dublê de Ogum", 'Aconteceu no rio de Janeiro!", "Cada tridente em seu lugar"... Quando estava nas vésperas de minha viagem pensava no que iria ler durante a demorada e exaustiva viagem. Peguei o "Pequeno tratado das grande virtudes" de Andre Comte-Sponville, também "Capoeira Escrava" do Carlos Eugenio Soares, e o "Cada tridente..." Pensava como faria para continuar estudando, lembrando e sonhando com as coisas que ficavam pra trás. Um equívoco, não? Coisas assim não ficam para trás e é bom que seja assim, eu na verdade não desejaria isso. Hoje a capoeira é minha religião, uma forte oração, uma das coisas que mais me dão força e esperança. Como é bom saber do que existe pelos nossos ancestrais e como fazemos parte disso tudo. Eu também gostaria de saber melhor como todos aqueles que vem de Aruanda falam e olham por mim, mas não estou bem certo, apenas sinto que eles estão aqui... e fico feliz por isso. Olha eu fugindo do Tridente... Agora ele esta na cabeceira do tatami. Ontem mesmo eu li "Sobre o exercício..." para minha namorada. Ela gostou e disse que entendia, que sabia como era. Agora vamos ler outros mais. Bom, eu vou. Te escrevo mais outra hora”. ( quase anônimo 11)
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