Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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14 de jul de 2007

Tridentiando

Quando escrevi Filhas do Vento, depois de assistir por duas vezes ao filme homônimo de Joel Zito Araújo, não imaginava que a menção feita às cartas recebidas por Isabel Allende, após a leitura de um dos seus livros, Paula, inspiraria tantos leitores do meu texto a também me escrever. Acabei fazendo um convite, embora involuntário. Inconsciente, talvez. O certo é que chegaram diversos e-mails, bilhetes, cartas, além das conversas, impossíveis de reproduzir. A princípio pensei em escrever um texto no qual dialogasse com os outros recebidos. Ocorre que há coisas riquíssimas, que ensejam variadas leituras. Assim, achei mais justo achar um jeito de não restringir os textos à minha leitura, e resolvi divulgá-los no blogue, durante a festa de aniversário. Como não consultei as pessoas que me escreveram, tampouco pedi autorização, os textos serão publicados sem autoria e editadas as partes mais pessoais. A intenção é partilhar com vocês as leituras feitas do Tridente. Estou certa de que "meus" escribas não se importarão. Seguirão assinados os textos do Férrez (publicado em seu blogue) e do Edimilson de Almeida Pereira, inicialmente escrito para a 4a capa do Tridente primeira edição, mas que não entrou por falta de tempo hábil. Boa leitura! “Uma escritora chamada Cidinha. Salve, bom cês sabe que eu sou chato pra caralho, ainda mais pra indicar livro, é que a responsa nos obriga a falar sempre de livros que realmente marcam a gente. foi assim parando minha leitura de Alá e as crianças Soldados, um livro do Africano Ahmadou Kourouma que comecei a ler um livro que recebi na Flap. a escritora se chama Cidinha da Silva e tive a honra de receber o livro de suas mãos. Cara, a mina escreve muito, o nome do livro é Cada Tridente em Seu Lugar e outras Crônicas. é lançado pelo Instituto Kuanza, o contato dela eu vou deixar no final desse texto, porque tenho certeza que ela enfrenta o que aconteceu muito comigo no meu inicio de carreira, a barreira da distribuição. o Conto Dublê de Ogun é brilhante, assim como Uma historinha de São João, e não tinha como não se apaixonar por Histórias da Vó Dita. realmente é um livro que indico com todo carinho, são contos e crônicas tão gostosos de ler, que da raiva o livro só ter 136 páginas. quem quiser se divertir e também aprender mais sobre a nossa valorosa cultura negra é só mergulhar nessas páginas”. (Ferréz) "Cada tridente em seu lugar & outras crônicas, estréia literária de Cidinha Silva, arguta investigadora das questões sócio-culturais de nosso tempo, esconde em suas franjas núcleos grávidos de especulações estéticas e ideológicas. Bem aproveitados, esses núcleos resultam em perturbadoras narrativas, abertas à discussão sobre o multiculturalismo da sociedade brasileira e às experimentações que tornam pertinente a criação literária. Cidinha Silva, conhecedora das circunstâncias e agentes que nos fundaram, tece uma linguagem que não hesita em alimentar-se de suas próprias contradições e daquelas geradas pela nossa sociedade. Ao assumir essa linguagem, a autora nos ensina a estar com outros brasileiros – móveis, fluentes, dignos, humanos –, até então exilados das grandes idéias que moldam este país". (Edimilson de Almeida Pereira) ”O Ferréz tinha razão....parabéns pelo seu talento..... Gostei muito do seu livro...você tem um estilo muito loko de escrever.... Fiquei pensando se você mandou tão bem em crônicas, fico imaginando se você tivesse colocado todo esse talento numa história...agora fico esperando seu romance”... (quase anônimo 1)
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